Funcionários do Fundo Monetário Internacional (FMI) e autoridades argentinas firmaram um acordo na oitava revisão do acordo de financiamento ampliado de US$ 44 bilhões, após as reformas do presidente Javier Milei terem promovido a estabilidade macroeconômica, conforme anunciado pelo FMI na segunda-feira, 13 de maio.

A decisão do FMI, que resultará em um desembolso de aproximadamente US$ 800 milhões após aprovação do seu conselho executivo, vem após um desempenho argentino no primeiro trimestre superior ao esperado.

Desde que assumiu em dezembro, Milei se comprometeu a enfrentar a inflação elevada, a retração econômica e as reservas deficitárias. Para isso, implementou uma reforma fiscal significativa, cortando gastos governamentais de forma substancial.

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Essas medidas permitiram que a Argentina recuperasse suas reservas de moeda estrangeira, alcançasse superávits fiscais no começo do ano e estabilizasse o peso argentino. O mercado reagiu positivamente, e a inflação vem decrescendo mês a mês desde o ápice em dezembro.

Contudo, a economia permanece estagnada, com redução no consumo e na produção, representando um desafio para Milei. Além disso, a pobreza tem crescido.

O FMI informou que as autoridades argentinas se comprometeram a perseguir o equilíbrio fiscal sem recorrer a financiamento líquido do banco central. Paralelamente, a política cambial será progressivamente flexibilizada, de acordo com as condições econômicas.