Mudança

ONU: China substitui Brasil na presidência do Conselho de Segurança

Na quarta-feira, 1º de novembro, o presidente da China, Xi Jinping, assumirá a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, sucedendo ao Brasil, cujo mandato chegará ao fim.

Conforme O Globo, Pequim enfrentará uma tarefa complicada pela frente: tentar destravar o debate diplomático sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, no Oriente Médio, após uma série de reveses nas últimas votações sobre o tema.

Além disso, terá que tratar de assuntos relacionados à guerra entre Ucrânia e Rússia — grande aliada de Pequim — e terá que formular uma reforma organizacional e o apoio do país asiático à candidatura do Brasil a uma vaga como membro permanente do órgão.

De acordo com a Carta da ONU, o Conselho de Segurança tem a responsabilidade de cumprir quatro princípios fundamentais: a manutenção da paz e segurança internacionais, o estabelecimento de relações amigáveis entre as nações, a cooperação na resolução de questões internacionais e a promoção do respeito aos direitos humanos.

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No entanto, muitos argumentam que o Conselho de Segurança não está mais desempenhando eficazmente esse papel, especialmente em um mundo muito diferente daquele em que foi estabelecido em 1945, após a Segunda Guerra Mundial.

O Brasil, juntamente com Índia, Alemanha e Japão, defende a necessidade de reformas no Conselho, incluindo a ampliação do número de membros permanentes. O Brasil aspira a ocupar uma dessas posições para representar a América Latina, e também aboga pelo aumento no número de membros não permanentes.

A discussão, no entanto, não é de fácil resolução, e há uma certa resistência por parte da China em relação à inclusão de novos membros nesse seleto grupo composto pela China, EUA, França, Reino Unido e Rússia, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança.

Em resumo, a proposta da China concentra-se principalmente no aumento do número de membros rotativos do Conselho, com um foco especial na promoção do Sul Global, especialmente na África, como parte da estratégia chinesa de liderança global.

Atualmente, apenas esses cinco países têm o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, enquanto outros dez países ocupam assentos rotativos com mandatos de dois anos, que incluem Brasil, Albânia, Equador, Emirados Árabes, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique e Suíça.

Da redação do Portal com Informações site Guiame