O dono da SAF do Botafogo, John Textor, publicou nas redes sociais um vídeo mostrando um lance da partida entre o time carioca e o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro do ano passado, questionando a expulsão do zagueiro Adryelson e a atuação do VAR da partida, Rafael Traci. Ele também criticou o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que preside a CPI das Manipulações de Jogos e Apostas.

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O vídeo questiona a atuação de Rafael Traci, árbitro de vídeo daquela partida, em relação às imagens que teria apresentado ao árbitro do juiz, Bráulio da Silva Machado, para justificar a expulsão do defensor botafoguense. Aquele jogo foi marcado por uma virada marcante do Palmeiras, que perdia por 3 a 1, mas acabou vencendo por 4 a 3. Depois disso, o time carioca caiu rendimento e viu o rival paulista crescer até conquistar o bicampeonato brasileiro.

A publicação soou como uma resposta ao depoimento da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, que falou à CPI na quarta-feira. A mandatária do clube alviverde tinha afirmado que não viu nenhuma prova do dono da SAF do Botafogo sobre as supostas manipulações no Brasileirão.

Em sua postagem nas redes sociais, Textor chamou o senador Jorge Kajuru de “palmeirense” e o questionou sobre as investigações em curso. Kajuru e Traci ainda não se manifestaram sobre as falas do dono da SAF do Botafogo.

ENTENDA A ORIGEM DA DISCUSSÃO ENTRE LEILA PEREIRA E JOHN TEXTOR

Após a virada histórica do Palmeiras sobre o Botafogo por 4 a 3 no Campeonato Brasileiro de 2023, o time alvinegro reclamou bastante de um cartão vermelho direto ao zagueiro Adryelson, quando a partida estava 3 a 1. Os cariocas ainda tiveram um pênalti desperdiçado por Tiquinho Soares antes da virada histórica. Ao fim da partida, Textor reclamou da arbitragem e afirmou que a CBF era uma entidade corrupta. O presidente Ednaldo Rodrigues entrou com um processo contra o acionista alvinegro.

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Neste ano, Textor veio a público afirmar que a existe manipulação de resultados no futebol brasileiro, afirmando que o Palmeiras era beneficiado há pelo menos duas temporadas. As alegações do acionista botafoguense são baseadas em relatórios da empresa francesa Good Game!, empresa francesa especializada em checar e analisar lances de arbitragem, como cartões vermelhos, impedimentos e gols anulados, por meio de inteligência artificial.

A denúncia motivou o Palmeiras a entrar com uma ação na Justiça do Rio contra Textor, exigindo a apresentação de provas concretas de manipulação. Leila disse considerar as alegações “uma vergonha”.

Por causa da declaração, Textor entrou com ação contra Leila Pereira no TJ-SP, alegando “injúria e difamação”.

Estadão Conteúdo.