O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira, 8 de julho, tornar público o inquérito das joias sauditas envolvendo Jair Bolsonaro.

O caso agora está nas mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem 15 dias para analisar o documento.

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A investigação busca esclarecer se o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-assessores desviaram peças valiosas do acervo presidencial, que foram presenteadas a ele durante seu mandato.

Recentemente, Bolsonaro e outras 11 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal. Se condenado, o ex-presidente pode enfrentar uma pena que varia de 10 a 32 anos de prisão por associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

Segundo o inquérito da Polícia Federal, Bolsonaro teria usado parte do dinheiro da venda das joias para custear sua estadia nos Estados Unidos no final de 2022.

O pai do coronel Mauro Cid, Mauro Lourena Cid, teria repassado US$ 25 mil em espécie ao ex-presidente.

De acordo com as investigações, Mauro Cid mencionou dificuldades para vender as peças, que não eram completamente feitas de ouro, e evitou utilizar o sistema bancário convencional.

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A Polícia Federal alega que o grupo envolvido na venda ilegal das joias agiu visando o enriquecimento ilícito do ex-presidente, aproveitando-se do aparato estatal para obter vantagens através do desvio de presentes de alto valor do acervo público brasileiro.

Em março de 2023, o coronel Mauro Cid viajou aos EUA para recuperar um “kit de ouro branco” dado a Bolsonaro na Arábia Saudita em 2019.

O inquérito indica que a peça foi vendida em Miami.

Uma conversa por WhatsApp mostra que Bolsonaro foi informado pessoalmente sobre o leilão de um “Kit Ouro Rosé” do acervo presidencial.

O valor total da operação, segundo a PF, é de US$ 1.227.725,12 (R$ 6.826.151,66).

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