Rodolfo Albuquerque- Foto Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

Foto Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

Rodolfo Albuquerque, 23 anos, candidato a Deputado Federal pelo PR. Com apenas 17 anos foi eleito 1º Tesoureiro da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP), uma entidade com mais de 70 anos de existência. Hoje é Secretário Geral da UEP, é presidente do DCE da Faculdade de Igarassu (licenciado há seis meses), pelo segundo mandato, tendo sido reeleito com mais de 90% dos votos. Ele também é vice-presidente estadual da Juventude do PR e estudante de Direito e Comércio Exterior.

Rodolfo destaca que sempre lutou muito pela Educação pública de qualidade e pelo protagonismo juvenil em Pernambuco. Sua militância não vem de hoje, ele afirma que seu engajamento nas entidades estudantis começou aos 13 anos de idade.

Desde o ano passado Rodolfo percorre cidades para conhecer melhor os anseios da população. Na sua conta já são quase cem municípios pernambucanos percorridos. “Estamos dialogando com as pessoas e com segmentos da sociedade para construir uma candidatura que represente os anseios da coletividade e dialogue com o que o povo espera”, declarou o candidato do PR.

O jovem Rodolfo Albuquerque nunca exerceu cargo político. Perguntamos o motivo de ter escolhido Brasília para representar Pernambuco. O candidato nos disse que as pautas centrais que definem o que acontecem no Estado são debatidas em Brasília. Ele acredita que reúne as condições necessárias para fazer diferença política aonde as leis são debatidas e decididas, e, dessa forma, mudar a história política de Pernambuco. Ele exemplificou da seguinte maneira: “Quando foi aprovada a Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos investimentos na Educação, na Saúde e em Programas Sociais, esse debate não ocorreu aqui. Ocorreu lá. Foi acordado lá, e agora o povo paga a conta. São universidades e institutos federais que estão com o orçamento suprimido, e o Estado está sofrendo com esses cortes”.

Rodolfo Albuquerque- Foto Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

Foto Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

Ao discorrer mais sobre a escolha para concorrer a um cargo de Deputado Federal, Rodolfo também nos declarou que o Congresso Nacional precisa de uma mudança urgente. Ele afirmou: “Temos mais de um terço da população até os 35 anos, ou seja, de jovens, e há menos de 10% de jovens no Congresso. Temos menos de 1% de ruralistas na sociedade, mas são mais de 50% no Congresso. Precisamos inverter essa lógica. É nessa perspectiva que nós entendemos que precisamos renovar a nossa representação em Brasília. É por isso que nos colocamos neste desafio para Deputado Federal”.

Rodolfo Albuquerque falou do que pretende levantar como prioridade em Brasília, se eleito Deputado Federal. A Educação e a Empregabilidade dos Jovens serão pautas às quais terão por ele uma atenção especial.

O candidato comentou que os jovens entre 18 e 24 anos enfrentam dificuldades na hora de se empregar. E sua preocupação não é apenas com quem busca o primeiro emprego, mas com o jovem que também busca empreender. “Podemos fazer o incentivo à micro e pequena empresa, que é quem gera mais de um terço dos postos de trabalho formal do país, como também o próprio empreendedorismo da juventude. Nós temos uma juventude em Pernambuco muito criativa, com garra com luta, com ideias espetaculares. É preciso uma política de incentivos fiscais, na abertura e na gestão dos negócios, políticas de crédito com taxas diferenciadas. Aquele que não quiser empreender poderá ter espaço no mercado de trabalho através de ações especificas para abrir esses espaços”.

Ao especificar a Educação, Rodolfo quer retomar a expansão do ensino público gratuito e de qualidade da cidade para o interior. Os jovens de regiões como sertão, agreste e zona da mata não serão esquecidos pelo candidato.

Perguntamos a Albuquerque se ele tem alguém, na vida pública, cuja história o inspira. Ele foi conclusivo ao falar o que o ex-presidente Lula representa. “Lula me inspira. Era um menino quando saiu de Caetés, do Agreste do Estado, com a mãe que foi abandonada e foi para São Paulo. Lula descascou laranja, engraxou sapato, deu o jeito dele, e se tornou torneiro mecânico. Do chão da fábrica, tonou-se uma liderança sindical que formou o maior partido de esquerda da América Latina. Lula foi Deputado Constituinte, chegou em 2002 à Presidência, e foi o melhor presidente que já tivemos. Mesmo hoje, sofrendo injustiças, e na condição de preso político, Lula transforma tudo isso em luta e em resiliencia. O Lula não é mais o Lula, é um símbolo”, afirmou Rodolfo.

Rodolfo Albuquerque- Foto Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

Foto Beto Dantas/ Portal de Prefeitura

Perguntamos ao candidato do PR qual é a visão que ele tem da opinião do universo estudantil pernambucano em relação ao nome e ao governo de Lula. Rodolfo nos disse que a juventude pernambucana reconhece, majoritariamente, os avanços sociais e econômicos que o governo do ex-presidente trouxe ao país. Por isso os jovens do Estado respeitam o nome de Lula e torcem para que ele volte ao cenário político em breve. Rodolfo fez questão de pontuar melhor a questão: “Quem tem a minha idade viveu um Brasil com mais oportunidades. Essa juventude que viveu esse período de avanços, que se acostumou com esse constante avanço, e hoje vê o país como está, com a voz do conservadorismo ao invés da voz da democracia, percebe que há uma mudança clara de projetos. Você tem um Brasil de oportunidades e um Brasil atual, e esse Brasil de oportunidades é representado por Lula. A maioria da juventude que eu converso hoje, e nem sempre são pessoas politicamente militantes, reconhecem o que representa o projeto de Lula.

No fim de nossa conversa com Rodolfo Albuquerque perguntamos qual legado ele gostaria de deixar, se eleito Deputado Federal. Ele resumiu da seguinte maneira: “Gostaria de ser visto como alguém que enfrenta tantas adversidades, que não tem apoio nenhum, mas que foi eleito pela vontade do povo. E gostaria de ser um Deputado que conseguiu fazer um mandato participativo, transparente, de diálogo, e que conseguiu promover importantes mudanças que nosso Estado precisa. O nosso diferencial é a coragem de fazer diferente, de romper com as práticas da velha política e exercer um papel de proximidade com a sociedade”.