Foto: Divulgação/Montagem

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Em uma entrevista coletiva para falar sobre os prejuízos causados pelas chuvas na cidade do Rio de Janeiro, Crivella se irritou com a repórter da emissora e a afastou dos outros jornalistas. Além disso, ele afirmou que a emissora “faz drama sobre coisas corriqueiras, que acontecem nas nossas vidas desde que eu nasci aqui”.

“O que a Globo quer é dinheiro na sua propaganda. O que ela quer é que a gente faça uma festa no Carnaval e ela possa vender R$ 240 milhões com a prefeitura pagando o Carnaval” disparou o prefeito, que defende o fim do monopólio da emissora.

Em nota a Rede Globo se manifestou repudiando a fala do parlamentar. “A Globo cobriu uma tragédia que tirou a vida de dez cariocas. E cumpriu a obrigação jornalística de mostrar que a prefeitura demorou a acudir a população. A Globo compra os direitos de transmissão das escolas de samba e paga um valor quase seis vezes maior do que aquele que elas recebem de subvenção da prefeitura” declarou o canal de TV através do editorial lido no JN e no RJ2. O âncora do Jornal Nacional William Bonner leu uma nota da emissora durante o telejornal da última quinta-feira (11).

Crivella contra-ataca

Por meio da Subsecretaria de Comunicação Governamental da Prefeitura do Rio de Janeiro, ele manifestou surpresa e repúdio à linha editorial da emissora. Ele destacou em dez pontos, através de sua nota de repúdio.

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella voltou a se manifestar contra a Rede Globo. Por meio da Subsecretaria de Comunicação Governamental da Prefeitura do Rio de Janeiro, ele manifestou surpresa e repúdio à linha editorial da emissora.

1) De forma desrespeitosa, os jornalistas da TV Globo têm dirigido perguntas ao prefeito Marcelo Crivella, na tentativa de pôr na boca do prefeito declarações que não foram feitas pelo alcaide;

2) A TV Globo tem faltado ao respeito com milhões de cidadãos cariocas, que passam horas do dia assistindo a um simulacro das ações do governo municipal, que sozinho luta para recuperar a infraestrutura de uma cidade que há décadas não recebe investimentos suficientes;

3) É importante destacar que os milhões de reais que a TV Globo recebeu de publicidade para divulgar ações marqueteiras da gestão anterior seriam mais do que suficientes para concluir as obras nas 31 comunidades, paralisadas ainda na gestão passada;

4) A verdade é que as Organizações Globo têm sangue nas mãos. Os mais de R$ 170 milhões recebidos da gestão passada, para divulgar o “Sonho Olímpico”, poderiam ter salvado vidas de pessoas que, lamentavelmente, nos deixaram, por falta de recursos que hoje não temos;

5) Esses mesmos inquisidores (que não podem ser chamados de jornalistas), que hoje se arvoram em condenar uma administração que herdou uma cidade quebrada, não viram os desmandos de anos que levaram o Estado e a Cidade do Rio à bancarrota?

6) O Rio estava com suas contas comprometidas, desde 2016, como mostra o extenso voto do conselheiro do TCM, Ivan Moreira. Em sua exposição, “destacou pontos frágeis como a municipalização dos hospitais Rocha Faria e Alberto Schweitzer, que contribuiu sobremaneira para o déficit orçamentário verificado; a não adoção de ações sanativas para a situação do Funprevi; e os cancelamentos de empenhos, entre outros”, está escrito no site do TCM;

7) E sabe por que os jornalistas das Organizações Globo não viram isso? Porque muitos deles recebiam polpudas remunerações por palestras encomendadas pelo ex-presidiário Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ e que hoje tem que explicar os desvios de milhões de reais;

8) Matéria do site “Intercept”, de 9/11/2017, traz a lista de alguns desses valorosos e independentes jornalistas. Detalhe: alguns são apresentadores de Telejornais da TV Globo e que hoje cobram do prefeito Marcelo Crivella a aplicação de recursos. Caso consciências tivessem, devolveriam esse dinheiro aos cofres do Sistema S, que vive de subsídios que fazem falta aos gestores públicos;

9) Esse linchamento público voltou a acontecer hoje (11/4). Em entrevista coletiva, no Palácio da Cidade, o prefeito falava sobre as medidas já tomadas para trazer o município, em especial na área de trânsito, ao seu ritmo normal. De forma imperial, a repórter tratou o prefeito como se este estivesse em um tribunal e não numa entrevista coletiva.

10) Não vamos ceder a pressões financeiras de um grupo de mídia que insiste em editorializar a cobertura sobre as chuvas, deixando de lado a prestação de serviço público, informação e orientação à uma população tão sofrida como a carioca.