Críticas

Michelle Bolsonaro afirma que Rosa Weber “militou para assassinar bebês” e chama seu voto de "legado de morte"

No evento do PL Mulher em Fortaleza no sábado, 30 de setembro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um discurso contundente, direcionando suas críticas à ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que recentemente votou a favor da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Michelle referiu-se a esse voto como um “legado de morte” deixado por Weber.

Durante seu discurso no evento, Michelle exibiu no palco uma imagem de um feto de 12 semanas e acusou a “ex-juíza” de estar “militando para assassinar esse bebê”.

“A ex-juíza que deixou seu legado de morte, que sujou suas mãos de sangue”, disparou Michelle em referência a Rosa Weber.

O entendimento da então magistrada do STF, expresso em seu voto durante a última semana em plenário virtual da Corte, priorizou os direitos individuais da mulher em relação à vida que se desenvolve em seu útero. A interpretação de Weber valorizou de forma predominante o direito da mulher, minimizando a existência da outra vida, mesmo que frágil e indefesa. Isso conferiu à mãe uma autoridade arbitrária e suprema sobre a vida alheia, um juízo que, de acordo com muitos, não deveria ser de sua competência.

VEJA MAIS:

>> MICHELLE BOLSONARO: ‘A ESQUERDA tenta legalizar o ASSASSINATO de CRIANÇAS por meio do ABORTO. Quer liberar as drogas e DESTRUIR as famílias’

Rosa Weber, votou para que o aborto realizado até 12 semanas de gestação não seja mais crime no país.

A ministra argumentou que a criminalização fere direitos fundamentais das mulheres, como os direitos à autodeterminação pessoal, à liberdade e à intimidade. Por outro lado, Weber considerou que a proibição não é eficiente para evitar abortos, sendo mais adequado políticas públicas de prevenção à gravidez indesejada, como educação sexual.

“A maternidade é escolha, não obrigação coercitiva. Impor a continuidade da gravidez, a despeito das particularidades que identificam a realidade experimentada pela gestante, representa forma de violência institucional contra a integridade física, psíquica e moral da mulher, colocando-a como instrumento a serviço das decisões do Estado e da sociedade, mas não suas”, escreveu no voto.