Ricardo Vélez, ministro da Educação (Foto: Fábio França/G1)

Ricardo Vélez, ministro da Educação (Foto: Fábio França/G1)

O Presidente Jair Bolsonaro anunciou a demissão do ministro da Educação, Ricardo Vélez. Bolsonaro também comunicou que Abraham Weintraub ocupará o cargo de Vélez. O presidente e o ex-ministro tiveram uma reunião no Palácio do Planalto nesta segunda, pouco antes do anúncio da demissão.

“Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao prof. Veléz pelos serviços prestados”, informou o presidente.

Vélez Rodríguez  é um colombiano naturalizado brasileiro e tomou posse no cargo em 1º de janeiro junto ao presidente e os demais ministros. Ele enfrentava uma “guerra interna” no MEC provocada por desentendimento entre militares e admiradores de Olavo de Carvalho. Em dois meses e meio à frente do Ministério, Vélez falou em mudanças nos livros didáticos para revisar a visão que tratam a ditadura militar e o golpe de 64. Também demitiu o secretário-executivo da pasta, Luís Antônio Tozi e o presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues. Ele é a segunda baixa no Governo Bolsonaro.

Novo ministro

Novo ministro da Educação, Abraham Weintraub (Foto: Reprodução)

Novo ministro da Educação, Abraham Weintraub (Foto: Reprodução)

Weintraub será o novo ministro, já trabalhava no governo Bolsonaro. Ele era secretário-executivo da Casa Civil, segundo cargo mais importante dentro da pasta.

 Junto com o irmão, Arthur Weintraub, foi responsável pela área de Previdência no período. Os dois foram indicados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O ministro da Casa Civil conheceu os irmãos Weintraub em um seminário internacional sobre Previdência realizado, em 2017, no Congresso Nacional.

O novo ministro da Educação é formado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (1994) e mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atuou no mercado financeiro por mais de 20 anos. Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.