O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez um comentário em defesa da Tropa de Choque, da Polícia Militar, na quinta-feira, 15 de fevereiro, em virtude da apresentação carnavalesca da escola de samba Vai-Vai, que representou os agentes como figuras demoníacas.

Deputados do PL pedem a Tarcísio e Nunes bloqueio de recursos para Vai-Vai em 2025

O deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) e a deputada estadual Dani Alonso (PL-SP) enviaram ofício ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), em que defendem uma punição para a escola de samba Vai-Vai.

Os parlamentares querem que a agremiação seja impedida de receber recursos públicos tanto da Prefeitura de São Paulo como do Estado no próximo ano.

A escola desfilou no sábado, 10 de fevereiro, e levou ao Anhembi um enredo em homenagem ao hip-hop. Uma das alas era composta por pessoas fantasiadas de policiais do Batalhão de Choque.

Suspeito de chefiar PCC emprestou R$ 300 mil à Vai-Vai

Após retratar policiais como demônios em uma de suas alas, a escola de Samba Vai-Vai chegou a obter um empréstimo de R$ 300 mil de um homem considerado chefe da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) para conseguir desfilar em 2022.

Conforme apontou uma reportagem da Folha de S. Paulo, o credor seria Luiz Roberto Marcondes Machado de Barros, conhecido como Beto Bela Vista, ex-diretor da Vai-Vai e, segundo a polícia, um dos líderes do PCC em São Paulo.

A informação do empréstimo foi verificada em um dos processos de lavagem de dinheiro que tramitam na Justiça contra Luiz.

A Folha apurou ainda que os documentos sigilosos indicaram que o empréstimo foi comunicado à Polícia Civil pelo então presidente do Conselho Deliberativo da Vai-Vai, Luiz Pereira de Mattos Filho, e posteriormente confirmada pelo presidente da agremiação, Clarício Aparecido Gonçalves.

Em um relatório policial referente a um inquérito, a informação era sobre a compra de um terreno para a nova sede da escola de samba. Mattos Filho foi ouvido pela polícia para explicar a escolha do imóvel e disse ter aprovado a compra, mas relatou que não sabia que o local pertencia a Luiz Roberto, então diretor financeiro da escola.