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No Brasil, 18,4 milhões de pessoas não tem acesso à coleta de lixo, revela IBGE

De acordo com o instituto, a proporção da população atendida por coleta direta ou indireta de lixo vem aumentando nas últimas décadas.

No Brasil, milhões de pessoas não tem acesso à rede de esgosto.
Esgoto a céu aberto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Sem acesso a um sistema de coleta de lixo ou mesmo a caçambas próprias para descarte, 18,4 milhões de pessoas no Brasil fazem o descarte final nas próprias casas ou em terrenos baldios.

Conforme o Censo 2022 do IBGE, 15,9 milhões de brasileiros queimam o lixo em suas propriedades e mais de meio milhão o enterra no entorno das moradias.

No ano passado, a coleta direta ou indireta de lixo atendia a 90,9% da população do Brasil.

A maior parte desse contingente (82,5% do total da população) tinha acesso à coleta domiciliar por meio de serviços de limpeza, enquanto os outros 8,4% depositavam seu lixo em caçambas próprias do serviço de limpeza. Um em cada dez brasileiros, porém, faz descarte irregular.

Segundo o IBGE, a proporção da população atendida por coleta direta ou indireta de lixo vem aumentando nas últimas décadas.

No recenseamento realizado no ano 2000, 76,4% da população informou ser atendida por serviços de coleta de lixo. O porcentual aumentou para 85,8% em 2010, e no ano passado atingiu 90,9%.

Ainda assim, há grandes discrepâncias regionais. Com 99% do seu lixo recolhido, o Estado de São Paulo apresentou o maior porcentual de população atendida por serviços de coleta, enquanto que os 69,8% dos moradores atendidos no Maranhão fazem com que aquele Estado apresente o pior indicador entre todas as unidades federativas.

Apesar disso, o Maranhão foi o Estado brasileiro que mais expandiu a cobertura da coleta de lixo em 12 anos, subindo 16,3 pontos porcentuais em relação ao Censo 2010.

Estadão Conteúdo