Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Reprodução/@realdonaldtrump.
Um novo embate entre Donald Trump e a imprensa ganhou destaque nesta quinta-feira, 18 de setembro. O presidente dos Estados Unidos declarou a possibilidade de revogar licenças de emissoras de televisão que, segundo ele, se posicionam de forma “negativa” contra seu governo.
A fala ocorreu um dia após a ABC suspender por tempo indeterminado o talk-show de Jimmy Kimmel, que fez comentários sobre o caso envolvendo a morte de Charlie Kirk.
Ao conversar com jornalistas, Trump afirmou, sem apresentar provas, que 97% das emissoras de TV americanas se colocaram contra ele durante as eleições de 2024. Ainda assim, ressaltou que venceu “com facilidade”.
“Li em algum lugar que as emissoras estavam 97% contra mim novamente, 97% negativas, e mesmo assim eu venci. Acho que talvez a licença delas devesse ser retirada. Caberá a Brendan Carr decidir”, disse.
O presidente citou Brendan Carr, atual chefe da Comissão Federal de Comunicações (FCC), órgão regulador responsável pelas emissoras de rádio e TV nos Estados Unidos.
O próprio Carr comentou o episódio em entrevista ao podcast Benny Show. Durante a conversa, ele classificou o apresentador Jimmy Kimmel como “sem talento” e criticou duramente a imprensa americana.
“Uma licença concedida por nós traz consigo a obrigação de operar no interesse público. Temos regras que proíbem a distorção de notícias e fraudes em transmissões. A FCC se absteve de aplicá-las ao longo dos anos, e isso não beneficiou ninguém. Basta olhar para a credibilidade da mídia tradicional, que está completamente destruída”, afirmou Carr.
Essa não foi a primeira vez que Trump levantou a possibilidade de tirar emissoras do ar. No fim de agosto, o presidente já havia feito críticas às redes ABC e NBC, acusando-as de serem “braços do Partido Democrata”.
Na ocasião, ele afirmou em postagem na rede Truth Social que muitos pediam a revogação das licenças dessas emissoras, por causa do que chamou de cobertura “tendenciosa e mentirosa”.
“As fake news da ABC e da NBC, duas das piores emissoras da história, me rendem 97% de notícias ruins. Se for esse o caso, deveriam ter suas licenças revogadas pela FCC. Eu seria totalmente a favor disso”, declarou na época.
As falas de Trump e a suspensão do programa de Kimmel repercutiram fortemente no cenário político. A ex-vice-presidente Kamala Harris, que concorreu contra ele nas últimas eleições, classificou a postura do governo como perigosa para a democracia.
“O que estamos testemunhando é um abuso de poder flagrante. Este governo está atacando críticos e usando o medo como arma para silenciar qualquer um que se manifeste. Corporações de mídia, de redes de TV a jornais, estão se rendendo diante dessas ameaças. Não podemos ficar em silêncio diante desse ataque frontal à liberdade de expressão”, escreveu Harris na rede X.
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As apurações incluem mais de mil páginas de documentos, além de áudios e conversas de WhatsApp, que ajudam a traçar o caminho de parte do dinheiro.
O instituto ouviu 2.002 eleitores entre os dias 2 e 4 de dezembro, antes, portanto, do anúncio do senador.
Antes de anunciar sua posição, o Coronel conversou com deputados federais e estaduais do partido.
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