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		<title>Portal de Prefeitura - TCU</title>
		
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				<title><![CDATA[Entenda por que o irmão do presidente do PT de Pernambuco foi indiciado pela Polícia Federal]]></title>
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				<description><![CDATA[A Polícia Federal concluiu mais uma fase da Operação Sem Desconto e indiciou o ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, por suspeita de participação no esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Aristides é irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE), atual presidente estadual do Partido dos Trabalhadores em Pernambuco. O parlamentar, entretanto, não é investigado nem foi indiciado pela Polícia Federal neste inquérito.

Por que Aristides Veras foi indiciado?

Segundo o relatório da Polícia Federal, Aristides Veras foi indiciado pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informática e organização criminosa.

A investigação aponta que a Contag, entidade presidida por ele durante parte do período apurado, teria utilizado informações consideradas falsas para autorizar descontos associativos diretamente nos benefícios pagos pelo INSS.

Esses descontos eram realizados nas aposentadorias e pensões de beneficiários e, conforme as investigações, em diversos casos teriam ocorrido sem autorização dos segurados.

O que a PF investiga?

A Operação Sem Desconto apura um suposto esquema de cobranças irregulares em benefícios previdenciários por meio de entidades associativas.

De acordo com a Polícia Federal, a Contag está entre as principais organizações investigadas. As apurações indicam que a entidade arrecadou aproximadamente R$ 3,4 bilhões em descontos associativos entre 2016 e 2025, período que agora é analisado pelos investigadores para verificar a legalidade das cobranças.

Além de Aristides Veras, outros ex-dirigentes da Contag e antigos integrantes da cúpula do INSS também foram indiciados.

Carlos Veras é investigado?

Não. O deputado federal Carlos Veras, presidente do PT em Pernambuco e irmão de Aristides Veras, não figura como investigado nem como indiciado no relatório da Polícia Federal.

A citação ao parlamentar ocorre apenas em razão do vínculo familiar com o ex-presidente da Contag, entidade que está no centro das investigações.

O que acontece agora?

Com a conclusão do inquérito, o relatório será encaminhado ao Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça, solicita novas diligências ou arquiva o caso em relação aos investigados.

A defesa de Aristides Veras informou que nega qualquer irregularidade e afirmou que apresentará sua manifestação durante o andamento do processo.

Até que haja eventual condenação definitiva, os investigados presumem-se inocentes, conforme prevê a legislação brasileira.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 14:04:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Publicidade da Prefeitura do Recife acontece em ônibus de Gravatá além de outdoors pelo estado]]></title>
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				<description><![CDATA[Moradores e visitantes de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, foram surpreendidos nos últimos dias pela circulação de ônibus adesivados com peças publicitárias da Prefeitura do Recife. A campanha institucional da gestão municipal, que destaca ações desenvolvidas na capital pernambucana, passou a ser exibida em veículos que circulam pela cidade do interior.

As propagandas, instaladas no formato outbus, mostram realizações da administração recifense e chamaram a atenção principalmente porque Gravatá recebe, neste fim de semana, um grande fluxo de turistas e visitantes por causa da programação cultural promovida na região.

A presença da publicidade da Prefeitura do Recife fora dos limites da capital também provocou questionamentos sobre a necessidade e a finalidade da divulgação institucional em municípios do interior do estado.

TRE-PE aponta suspeita de irregularidade nos outdoors pelo estado

O caso está sendo analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), após uma representação apresentada pelo PSD. Em decisão preliminar, o desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno afirmou existir uma "séria suspeita de irregularidade" na campanha.

Segundo o magistrado, chamou atenção o fato de a publicidade destacar realizações administrativas da gestão recifense justamente às vésperas do período eleitoral. O relator também observou que uma campanha estritamente turística deveria alcançar outros mercados importantes da região Nordeste, como João Pessoa, Maceió e Natal.

Apesar da manifestação inicial, a Justiça Eleitoral ainda não determinou a retirada imediata das propagandas. A análise do pedido foi adiada até que a Prefeitura do Recife apresente documentos, contratos, planos de mídia e justificativas relacionadas à campanha.

Campanha ultrapassa os limites da capital

A exibição de anúncios da Prefeitura do Recife em Gravatá reacendeu o debate sobre o alcance das campanhas institucionais financiadas com recursos públicos. Críticos da iniciativa questionam se a divulgação de ações administrativas em outras cidades atende ao interesse público ou se representa apenas uma estratégia para ampliar a visibilidade política da gestão recifense.

As peças publicitárias exibidas nos ônibus destacam serviços e obras realizados no Recife, embora estejam sendo apresentadas a um público que não reside necessariamente na capital pernambucana.

Registros feitos por moradores mostram que os adesivos foram aplicados em ônibus que circulam em diferentes pontos de Gravatá, aumentando a exposição da campanha durante um período de intensa movimentação turística.

Publicidade no interior ocorre em meio ao período pré-eleitoral

A exibição de propagandas da Prefeitura do Recife em ônibus que circulam por Gravatá acontece em um momento de intensa movimentação política em Pernambuco, às vésperas das eleições de 2026. O cenário chama atenção porque o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), é apontado como um dos principais nomes para disputar cargos majoritários no próximo pleito.

A presença das peças publicitárias fora da capital tem gerado críticas de adversários políticos, que questionam a utilização de recursos públicos para promover ações da gestão municipal em cidades do interior do estado durante o período pré-eleitoral.

Os questionamentos aumentam pelo fato de a campanha institucional destacar obras, serviços e programas da administração recifense em municípios que não fazem parte da área de atuação da Prefeitura do Recife. Para críticos, a estratégia pode ser interpretada como uma tentativa de ampliar a visibilidade política do ex-prefeito em diferentes regiões de Pernambuco.

Além disso, a divulgação coincide com um momento em que partidos e lideranças intensificam articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026, aumentando o debate sobre os limites entre publicidade institucional e promoção política.

A campanha da Prefeitura do Recife segue sendo alvo de discussões no meio político e também é acompanhada pela Justiça Eleitoral, que analisa questionamentos sobre a legalidade da divulgação em larga escala fora da capital pernambucana.
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				<category>Pernambuco</category>
				<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 15:00:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Governo Lula gastou R$ 154,6 milhões com viagens em apenas 14 dias, diz coluna]]></title>
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				<description><![CDATA[De acordo com levantamento divulgado pelo colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou um aumento de R$ 154,6 milhões nas despesas com viagens oficiais durante as duas primeiras semanas de julho.

Ainda segundo a publicação, os gastos acumulados da administração federal com viagens em 2026 chegaram a R$ 998,6 milhões, valor próximo da marca de R$ 1 bilhão.

Os números apontam que as diárias representam a maior parte das despesas, somando R$ 558,3 milhões, enquanto os gastos com passagens aéreas alcançam R$ 437,6 milhões.

A coluna também informa que as viagens internacionais responderam por R$ 126,8 milhões, o equivalente a cerca de 13% do total desembolsado com deslocamentos oficiais neste ano.

Os dados foram divulgados na coluna de Cláudio Humberto, publicada pelo Diário do Poder, com base em informações sobre as despesas do governo federal.

Caso Master: PF marca novo depoimento de Jaques Wagner

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar um novo depoimento no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master. O interrogatório está marcado para o dia 7 de agosto.

Segundo informações divulgadas pela defesa do parlamentar, a estratégia adotada será o exercício do direito constitucional ao silêncio durante o depoimento.

Investigação avançou após operação da PF

Jaques Wagner passou a integrar formalmente as investigações após ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de junho.

O inquérito investiga um suposto esquema de favorecimentos envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à instituição financeira. Conforme a apuração, os investigadores buscam esclarecer se houve concessão de vantagens indevidas a agentes públicos.

Entre os benefícios atribuídos ao senador estariam o uso de aeronaves vinculadas ao grupo empresarial do banqueiro Daniel Vorcaro, ingressos para eventos e uma negociação envolvendo um apartamento em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

PF apura negociação de imóvel

De acordo com as investigações, há suspeitas de que o imóvel tenha sido adquirido pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, por meio de uma operação que teria beneficiado o parlamentar.

Além disso, a Polícia Federal também investiga a hipótese de que Jaques Wagner tenha atuado em favor de interesses do Banco Master durante discussões no Congresso Nacional.

Outro ponto analisado pelos investigadores envolve um contrato firmado, em março deste ano, entre a empresa da esposa do enteado do senador e uma instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro. O acordo, no valor de R$ 12 milhões, passou a integrar o conjunto de elementos examinados no inquérito.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 16:33:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Perfis fantasmas gastaram R$ 1,3 milhão em anúncios políticos contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma rede de páginas com poucos seguidores e sem identificação clara de seus responsáveis teria investido cerca de R$ 1,3 milhão em anúncios políticos no Facebook e no Instagram para impulsionar conteúdos contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). As informações foram reveladas inicialmente pelo jornal O Globo e posteriormente confirmadas pela Folha de S.Paulo.

Segundo as reportagens, sete páginas que possuíam, no máximo, cerca de 400 seguidores cada utilizaram a ferramenta de anúncios da Meta para ampliar o alcance de vídeos e publicações com críticas aos dois políticos. Parte do material também promovia conteúdos favoráveis ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), apontado como pré-candidato ao governo paulista.

Estratégia chamou atenção pelo alto investimento

O levantamento indica que, apesar da baixa relevância orgânica das páginas, os perfis investiram R$ 1.299.214 em anúncios nos 90 dias anteriores à publicação da reportagem. Os conteúdos eram distribuídos por meio de diversos anúncios de menor valor, estratégia que, segundo especialistas ouvidos pela Folha, pode dificultar o rastreamento e a fiscalização das campanhas digitais.

As páginas identificadas foram Radar do Planalto, Dossier Brasil 24H, O Contra-Fluxo, Panorama Brasil, Olho no Erro, Contra a Maré e Lente Escura. De acordo com a investigação, os perfis apresentavam características semelhantes, como datas próximas de cadastro dos anunciantes, uso de legendas genéricas e ausência de informações que permitissem identificar seus responsáveis. Além disso, alguns estariam vinculados a sites sem conteúdo efetivo.

Especialistas apontam possível conflito com regras eleitorais

Especialistas em Direito Eleitoral ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que a legislação brasileira estabelece que o impulsionamento de propaganda político-eleitoral deve ser realizado por atores autorizados, como partidos, federações, candidatos e pré-candidatos, além de exigir transparência quanto aos responsáveis pelo financiamento das campanhas.

Na avaliação da especialista Amanda Cunha, citada pela reportagem, o uso de perfis sem identificação pode representar uma tentativa de dificultar a fiscalização da Justiça Eleitoral e comprometer a transparência do debate político durante o período pré-eleitoral.

Meta não comentou o caso

Procurada pelas reportagens para esclarecer o funcionamento dos anúncios e informar quais medidas adotaria diante dos perfis identificados, a Meta, controladora do Facebook e do Instagram, não respondeu especificamente aos questionamentos sobre o caso. Segundo a Folha, a empresa encaminhou apenas informações gerais sobre suas políticas para anúncios relacionados à política e às eleições de 2026.

Até o momento, não houve divulgação pública sobre a identidade dos responsáveis pelas páginas nem confirmação oficial sobre quem financiou os anúncios impulsionados. Também não há informação sobre eventual investigação da Justiça Eleitoral ou de outros órgãos de controle em relação ao caso.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 15:58:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Descontos indevidos no INSS cresceram quase cinco vezes e maioria ocorreu no governo Lula]]></title>
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				<description><![CDATA[Os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aumentaram de forma expressiva nos últimos anos. Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que o valor das cobranças investigadas passou de R$ 706 milhões em 2022 para R$ 3,3 bilhões em 2024, representando um crescimento de quase cinco vezes no período.

O levantamento permite comparar os números registrados nas diferentes gestões federais. Segundo a CGU, dos valores apurados entre 2019 e 2024, cerca de 62,5% do montante foi contabilizado durante o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Crescimento dos descontos investigados

Os dados da CGU indicam que o aumento das cobranças ocorreu principalmente entre 2023 e 2024, período em que as investigações identificaram a expansão dos descontos associativos realizados diretamente nos benefícios previdenciários.

Entre 2022 e 2024, o valor sob investigação passou de R$ 706 milhões para R$ 3,3 bilhões. O crescimento também foi acompanhado pelo aumento do número de aposentados e pensionistas que relataram descontos não autorizados.

Segundo auditoria realizada pelo órgão, 97,6% dos 1.273 beneficiários entrevistados afirmaram não ter autorizado as cobranças, enquanto 96% disseram não fazer parte das associações responsáveis pelos descontos.

Governo foi alertado durante avanço das irregularidades

Documentos da investigação mostram que o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi informado sobre o crescimento das reclamações em junho de 2023, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social.

Apesar do alerta, o tema passou a integrar oficialmente a pauta do conselho apenas em abril de 2024. Nesse intervalo, conforme os dados da CGU, os valores descontados continuaram crescendo.

As investigações deram origem à Operação Sem Desconto, que apura a atuação de entidades suspeitas de realizar cobranças sem autorização dos beneficiários.

CPMI terminou sem aprovação do relatório

O caso também foi investigado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O relatório final propunha o indiciamento de 216 pessoas, entre elas o ex-ministro Carlos Lupi, o empresário conhecido como "Careca do INSS" e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Entretanto, o documento foi rejeitado pela maioria da base governista e não chegou a ser aprovado pela comissão.

Ressarcimento será feito com recursos da União

O governo federal anunciou o ressarcimento dos aposentados e pensionistas que sofreram descontos considerados indevidos. A devolução dos valores será realizada com recursos da União por meio de crédito extraordinário.

Embora as investigações incluam fatos iniciados antes de 2023, os dados da Controladoria-Geral da União mostram que a maior parte do volume financeiro apurado no período de 2019 a 2024 foi registrada durante a atual gestão federal, tornando o caso um dos principais temas de debate político envolvendo a administração do INSS e o sistema previdenciário brasileiro.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 04 Jul 2026 14:57:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[André Fernandes (PL-CE) acusa governo do Ceará de enterrar pés de maconha após operação policial]]></title>
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				<description><![CDATA[Uma nova polêmica envolvendo a erradicação de plantações de maconha no Ceará ganhou repercussão nacional após o deputado federal André Fernandes (PL-CE) divulgar um vídeo em que afirma ter encontrado pés de maconha enterrados em uma área onde havia sido realizada uma operação das forças de segurança estaduais.

Segundo o parlamentar, a visita ocorreu dias após uma ação policial em uma propriedade rural conhecida como "Fazenda da Maconha", localizada no município de Acopiara, no interior do Ceará. De acordo com André Fernandes, a droga deveria ter sido completamente destruída por meio de incineração, mas parte do material teria sido apenas coberta por terra.

As imagens publicadas nas redes sociais mostram o deputado utilizando uma pá para retirar do solo o que ele identifica como pés de maconha. O caso passou a gerar debate político e motivou novos pedidos de investigação sobre os procedimentos adotados durante a operação.

Deputado diz que encontrou droga enterrada

No vídeo divulgado, André Fernandes afirma que retornou ao local para verificar se toda a plantação havia sido destruída, conforme compromisso anunciado pelo Governo do Ceará após denúncias anteriores.

Durante a gravação, o parlamentar mostra marcas de máquinas no terreno e aponta uma área onde, segundo ele, havia movimentação recente de terra. Em seguida, cava o solo e retira plantas que afirma serem pés de maconha.

O deputado sustenta que o material encontrado demonstra que parte da droga não teria sido incinerada, como determina o procedimento normalmente adotado em operações de combate ao tráfico de drogas.

Ainda durante a gravação, agentes da Polícia Civil chegam ao local e conversam com o parlamentar, que informa estar no terreno para verificar uma possível irregularidade na destinação do material apreendido.





 


 

 



 




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Governo do Ceará acompanha investigação

Após a repercussão do caso, o Governo do Ceará informou anteriormente que a atuação dos policiais envolvidos já está sendo analisada pelos órgãos competentes.

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) instaurou procedimento para apurar todas as circunstâncias relacionadas à operação.

Além disso, o governador Elmano de Freitas (PT) declarou que as denúncias apresentadas pela oposição contribuíram para que os fatos fossem analisados pelos órgãos de controle, reforçando que eventuais irregularidades deverão ser esclarecidas durante a investigação.

Até o momento, não houve manifestação oficial confirmando que a droga encontrada pelo deputado fazia parte do material apreendido na operação ou explicando os procedimentos adotados no local.

PL do Ceará aciona órgãos de investigação

Após a divulgação das novas imagens, o diretório estadual do Partido Liberal anunciou que encaminhará representações aos órgãos de controle para que o caso seja investigado.

Segundo o partido, os documentos serão enviados ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal e ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), com pedido para apuração da destinação da droga e da atuação dos agentes responsáveis pela operação.

A legenda afirma que pretende acompanhar o andamento das investigações até que todas as circunstâncias sejam esclarecidas pelas autoridades competentes.

Caso amplia debate sobre procedimentos policiais

O episódio reacendeu discussões sobre os protocolos utilizados em operações de erradicação de plantações de drogas ilícitas e sobre a necessidade de fiscalização durante a destruição do material apreendido.

Especialistas em segurança pública destacam que a legislação prevê procedimentos específicos para a destruição de entorpecentes, normalmente acompanhados por autoridades responsáveis e registrados oficialmente para garantir a rastreabilidade das apreensões.

No entanto, a confirmação de eventual irregularidade depende da conclusão das investigações conduzidas pelos órgãos competentes.

Enquanto isso, o caso segue repercutindo no cenário político cearense, com troca de críticas entre oposição e governo estadual. A expectativa é de que os laudos periciais e as apurações oficiais esclareçam se houve falha operacional durante a ação policial ou se o material encontrado possui outra origem.

Até a conclusão das investigações, as alegações apresentadas pelo deputado permanecem sob análise das autoridades responsáveis.
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				<category>Polícia</category>
				<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 18:05:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Governo teme desgaste eleitoral com programa que prevê devolução de celulares roubados]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/governo-teme-desgaste-eleitoral-com-programa-que-preve-devolucao-de/625158/</link>
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				<description><![CDATA[Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam com cautela os impactos políticos da nova fase do programa de combate ao roubo e furto de celulares. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, auxiliares do Palácio do Planalto demonstraram preocupação com o potencial desgaste eleitoral da medida, que prevê a notificação de usuários que estejam utilizando aparelhos com registro de roubo ou furto.

A iniciativa, desenvolvida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi lançada nesta semana com o objetivo de enfraquecer o mercado ilegal de celulares e reduzir um dos crimes que mais preocupam a população brasileira.

De acordo com O Globo, setores do governo alertaram para a possibilidade de que consumidores que compraram aparelhos sem saber da origem irregular possam responsabilizar o governo pela perda do equipamento, criando um ambiente de insatisfação em pleno período pré-eleitoral.

Planalto discutiu riscos da medida

Ainda segundo a publicação, a proposta passou por semanas de análise dentro do governo federal antes de ser oficialmente apresentada.

Auxiliares ligados à Casa Civil e à Secretaria de Comunicação Social (Secom) teriam levantado dúvidas sobre a repercussão da medida entre os eleitores. Um dos receios seria a interpretação de que o governo estaria "retirando" celulares de cidadãos que acreditavam ter adquirido os aparelhos de forma legítima.

Outro ponto debatido internamente foi a possibilidade de erros no sistema de notificações. A preocupação é que eventuais falhas possam atingir usuários sem qualquer relação com aparelhos roubados, gerando críticas adicionais ao programa.

Apesar das ponderações, Lula decidiu acelerar o lançamento da iniciativa.

Governo aposta em redução dos roubos

O Ministério da Justiça sustenta que a medida pode atingir um dos principais pilares que sustentam o roubo de celulares: a revenda dos aparelhos.

A avaliação da pasta é que, ao aumentar o risco para quem compra dispositivos sem procedência comprovada, o mercado ilegal tende a perder força, reduzindo o incentivo econômico para a prática criminosa.

O governo também argumenta que o programa pode contribuir para conscientizar consumidores sobre a importância de verificar a origem dos aparelhos antes da compra.

Programa foi inspirado em experiência do Piauí

Conforme destacou O Globo, a iniciativa nacional foi inspirada em ações desenvolvidas no Piauí, onde o governo estadual implantou um sistema de identificação de aparelhos roubados por meio do número IMEI.

Segundo dados divulgados pelo governador do estado, Rafael Fonteles, a estratégia ajudou a reduzir significativamente os índices de roubo de celulares nos últimos anos.

O Ministério da Justiça afirma que a versão federal incorpora aperfeiçoamentos tecnológicos e procedimentos adicionais para ampliar a precisão das notificações.

Segurança pública e eleição se cruzam

A nova fase do programa surge em um momento em que a segurança pública ocupa espaço central no debate político nacional. O roubo de celulares aparece entre as principais preocupações da população em pesquisas sobre violência urbana.

Por outro lado, conforme revelou O Globo, integrantes do governo reconhecem que a medida pode produzir efeitos políticos imprevisíveis, especialmente entre consumidores que se sintam prejudicados pela devolução dos aparelhos.

Enquanto o Planalto aposta no potencial da iniciativa para combater o crime, o sucesso da medida também será observado sob a ótica eleitoral, já que a repercussão junto à população poderá influenciar a percepção sobre uma das principais apostas do governo federal na área de segurança pública.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:45:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Após operação da PF, Bispo Renato Cardoso fala em perseguição e defende Igreja Universal]]></title>
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				<description><![CDATA[A repercussão da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal, ganhou um novo capítulo nesta semana após o pronunciamento do bispo Renato Cardoso, uma das principais lideranças da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Em vídeo divulgado nas redes sociais e canais da instituição, o religioso afirmou que a igreja volta a ser alvo de acusações que, segundo ele, seguem um padrão histórico de perseguição enfrentado pela denominação ao longo de sua trajetória.

A manifestação ocorreu poucos dias após o avanço das investigações relacionadas ao Banco Digimais, instituição financeira associada ao grupo empresarial ligado ao fundador da Universal, o bispo Edir Macedo.

Durante o pronunciamento, Renato Cardoso buscou tranquilizar os fiéis e defendeu a história da igreja diante das novas acusações. O líder religioso afirmou que a Universal já enfrentou diversas investigações ao longo de quase cinco décadas de existência e que, em sua avaliação, a instituição sempre conseguiu comprovar sua regularidade perante os órgãos competentes.

Pronunciamento foi gravado no Templo de Salomão

O vídeo foi gravado no Templo de Salomão, sede mundial da Igreja Universal localizada em São Paulo. No local, Renato Cardoso apareceu diante de um painel com recortes de jornais e revistas que retratam episódios envolvendo a igreja e seus líderes ao longo dos anos.

Segundo o bispo, o espaço simboliza momentos em que a instituição foi alvo de denúncias, investigações e questionamentos que posteriormente tiveram desdobramentos favoráveis à igreja na esfera judicial.

Durante a fala, Cardoso declarou que os ataques enfrentados pela Universal não seriam novidade e afirmou que a fé cristã historicamente convive com perseguições e críticas.

Operação amplia debate sobre investigações financeiras

A Operação Miragem tem como foco apurações relacionadas ao sistema financeiro e a possíveis irregularidades apontadas por órgãos de fiscalização. Entre os elementos analisados pelas autoridades estão movimentações contábeis, balanços financeiros e práticas de gestão que estariam sendo investigadas pelos órgãos competentes.

Até o momento, as investigações seguem em andamento e não há decisão judicial definitiva sobre o caso.

Enquanto isso, representantes do Banco Digimais informaram publicamente que a instituição está colaborando com as autoridades e fornecendo as informações solicitadas durante o processo investigativo.

Reação mobiliza fiéis e lideranças religiosas

A declaração de Renato Cardoso repercutiu entre membros da Igreja Universal e também entre lideranças evangélicas de diferentes denominações. Nas redes sociais, apoiadores destacaram a trajetória da instituição e manifestaram solidariedade à liderança da igreja.

Por outro lado, especialistas em governança e transparência ressaltam que investigações conduzidas por órgãos de controle fazem parte do funcionamento normal das instituições democráticas e devem seguir seu curso até a conclusão dos fatos.

A repercussão do caso mostra que o tema ultrapassa o campo jurídico e alcança também o debate religioso, envolvendo uma das maiores denominações evangélicas do país.

Universal completa 49 anos em meio à polêmica

A nova controvérsia surge justamente às vésperas do aniversário de 49 anos da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo em 1977.

Com presença em dezenas de países e milhões de fiéis, a instituição atravessa mais um momento de forte exposição pública enquanto aguarda os desdobramentos das investigações.

A expectativa agora é que novas informações sobre a Operação Miragem sejam divulgadas pelas autoridades nos próximos dias, enquanto a Igreja Universal mantém o discurso de que as acusações serão esclarecidas ao longo do processo.
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				<category>Religião</category>
				<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 12:35:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[TCU aceita denúncia de Eduardo Moura e abre processo sobre irregularidades no Hospital da Criança]]></title>
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				<description><![CDATA[O Tribunal de Contas da União (TCU) aceitou a denúncia apresentada pelo vereador do Recife Eduardo Moura (NOVO) e instaurou o processo TC 009.028/2026-9 para apurar possíveis irregularidades envolvendo contratos relacionados ao Hospital da Criança, localizado no bairro de Areias, na Zona Oeste da capital pernambucana.

Conforme ofício encaminhado ao denunciante, o caso ficará sob relatoria do ministro Benjamin Zymler e será analisado pela Unidade de Auditoria Especializada em Contratações do TCU, responsável pela apuração técnica dos fatos apontados na representação apresentada pelo parlamentar.

A denúncia foi protocolada pelo vereador após o caso do menino Benjamin, cuja morte reacendeu o debate sobre a estrutura e o funcionamento da unidade hospitalar inaugurada pela Prefeitura do Recife.

Na representação encaminhada ao TCU, Eduardo Moura sustenta que há indícios de irregularidades envolvendo recursos federais destinados ao Hospital da Criança.

Segundo o documento, parte dos recursos empregados no Contrato nº 2601.4016/2025 tem origem em transferências federais do Sistema Único de Saúde (SUS), no valor aproximado de R$ 54,2 milhões.

O vereador aponta ainda a existência de possíveis irregularidades relacionadas à vinculação desses recursos aos objetos contratados, extrapolação dos limites legais de aditivos contratuais, utilização de dotações orçamentárias incompatíveis com o objeto das despesas e falhas de transparência na divulgação das informações referentes à obra.

De acordo com a denúncia apresentada ao órgão de controle, os indícios apontados poderiam representar potencial dano ao erário federal superior a R$ 211 milhões, caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da instrução processual.

Nos pedidos formulados ao TCU, Eduardo Moura solicitou a concessão de medida cautelar para suspensão de pagamentos realizados com recursos federais vinculados ao Contrato nº 2601.4016/2025, além da realização de inspeção técnica para verificar a regularidade dos contratos, aditivos e apostilamentos relacionados à obra do Hospital da Criança.

O parlamentar também requereu que o Município do Recife apresente documentos como boletins de medição, memórias de cálculo dos aditivos, instrumentos de transferência federal e pareceres jurídicos que fundamentaram os atos administrativos questionados na denúncia.

Além disso, pediu a apuração de responsabilidades dos gestores envolvidos e a comunicação ao Ministério da Saúde para avaliação de eventual glosa de recursos e suspensão de novos repasses, caso sejam constatadas irregularidades.

Para Eduardo Moura, a decisão do Tribunal representa um avanço no processo de fiscalização dos recursos públicos destinados à saúde.

"A abertura desse processo pelo TCU demonstra que os fatos apresentados possuem relevância suficiente para serem apurados pelos órgãos de controle. Nosso objetivo é garantir transparência na aplicação dos recursos públicos e assegurar que a população tenha acesso a uma saúde pública de qualidade", afirmou.

O vereador destacou ainda que a atuação do mandato tem sido pautada pela fiscalização técnica da administração pública.

"Essa decisão mostra que a fiscalização exercida pelo nosso mandato é técnica, possui embasamento jurídico e busca garantir que toda denúncia com indícios consistentes seja devidamente investigada pelos órgãos competentes", disse.

Eduardo Moura também criticou a condução da obra pela gestão municipal.

"Desde as primeiras fiscalizações, apontamos que o Hospital da Criança estava sendo tratado como uma obra eleitoreira, inaugurada antes da conclusão efetiva dos serviços prometidos à população. Agora, cabe ao TCU investigar se houve irregularidades na aplicação dos recursos públicos destinados ao empreendimento", declarou.

A instauração do processo pelo Tribunal de Contas da União não representa conclusão antecipada sobre a existência de irregularidades, mas marca o início da fase de análise técnica do caso, podendo resultar na adoção de diligências, inspeções e outras medidas necessárias para o esclarecimento dos fatos.

Confira a denúncia





Confira a representação do TCU





 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 17:53:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[TCU aponta insuficiência de metas fiscais para estabilizar dívida pública do Governo Lula]]></title>
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				<description><![CDATA[O Tribunal de Contas da União (TCU) disse na quarta-feira, 3 de junho, que há "insuficiência das metas fiscais vigentes" para a estabilização da dívida bruta do governo geral (DBGG) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de bens e serviços.

Também foi destacada a trajetória ascendente da dívida em todos os cenários projetados até 2029. As conclusões são da equipe técnica da Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal).

O plenário da Corte de Contas determinou que o Tesouro Nacional passe a deixar evidente o nível de resultados fiscais "consistente com a estabilização" da dívida bruta em relação ao PIB no horizonte de dez anos. A obrigação é para os próximos projetos de lei de diretrizes orçamentárias.

A equipe do TCU avaliou as projeções oficiais publicadas pelo Tesouro Nacional nos relatórios de Projeções Fiscais (RPFs) e de Projeção da Dívida Pública (RPDPs).

Os cálculos da fiscalização mostraram que, mesmo com o cumprimento das metas fiscais, a estabilização da relação dívida/PIB não está assegurada.

"A equipe concluiu que as metas fiscais efetivas são insuficientes para assegurar a estabilização da DBGG até 2029 em todos os cenários projetados, inclusive naquele que pressupõe o cumprimento integral das metas de resultado primário efetivo estabelecidas na LDO 2026 (para os próximos anos)", detalha o acórdão.

Nos cenários de referência das projeções, o TCU vê como um problema central a "dependência crescente" das chamadas receitas condicionais. Exemplos são as estimativas de arrecadação que dependem da aprovação prévia de novas medidas legais.

A lei do arcabouço fiscal, aprovada em 2023, passou a exigir a compatibilidade das metas fiscais com o objetivo de médio prazo de estabilização da relação dívida/PIB.

Outras inconsistências apontadas pela fiscalização do TCU incluem: deterioração dos indicadores de capacidade de pagamento; hiato entre o resultado primário efetivo e o estabilizador estimado; e transparência insuficiente das projeções oficiais de DBGG/PIB quanto à sensibilidade a receitas condicionais.

O indicador "juros/receita" foi o que apresentou pior evolução no triênio de 2023 a 2025, ainda de acordo com a fiscalização.

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:55:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Bolsa Família: TCU aponta falhas estruturais no acompanhamento de benefícios]]></title>
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				<description><![CDATA[O Tribunal de Contas da União (TCU) informou na quarta-feira, 27 de maio, que identificou uma "assimetria disfuncional" na operação das condicionalidades do Bolsa Família, em auditoria que apontou falhas estruturais no acompanhamento de beneficiários nas áreas de saúde e educação.

Segundo o tribunal, famílias que permanecem visíveis ao sistema e descumprem regras do programa sofrem punições progressivas, enquanto beneficiários não localizados continuam recebendo pagamentos de forma automática.

"A auditoria identificou vários problemas que impedem a interrupção no ciclo de pobreza no Brasil. O pior é a assimetria disfuncional criada na operacionalização do programa. A família que permanece visível e desconfia da condicionalidade sofre consequências progressivas, começa com alerta e chega-se ao cancelamento do benefício. Por outro lado, a família que desaparece absolutamente da sociedade não sofre nenhuma consequência e os pagamentos continuam a ser feitos de forma absolutamente automática", afirmou o ministro relator, Walton Alencar, durante sessão plenária.

De acordo com a auditoria, por causa de família sem paradeiro conhecido, 35,8% das crianças vinculadas ao programa na área da saúde - mais de 6,8 milhões - não são acompanhadas pelo sistema.

Na educação, 13,7% dos beneficiários, o equivalente a cerca de 5,2 milhões de crianças, estão classificados como não localizados.

Para o TCU, a situação representa "falha estrutural de extrema gravidade", diante do risco de crianças estarem fora da escola, sem vacinação ou acompanhamento nutricional adequado

O relator criticou o desenho operacional das repercussões aplicadas às famílias que descumprem as condicionalidades do programa.

Segundo Walton, o tempo mínimo para cancelamento do benefício pode ultrapassar 18 meses na educação e 30 meses na saúde, prazos considerados incompatíveis com a urgência do acompanhamento da primeira infância.

A auditoria também apontou baixa cobertura do trabalho social voltado às famílias em fase de suspensão do benefício.

Segundo o levantamento, apenas 7% dessas famílias recebem acompanhamento social. Para os ministros, a ausência desse monitoramento reduz a capacidade do programa de interromper o ciclo intergeracional da pobreza, limitando a atuação estatal ao pagamento da transferência de renda.

O Tribunal determinou que o ministério elabore, em até 180 dias, plano de ação para enfrentar a inclusão de beneficiários no ciclo de repercussões após esgotadas tentativas de busca ativa.

Entre as medidas propostas estão a criação de canais simplificados e remotos para atualização cadastral das famílias e a revisão dos prazos de repercussão, especialmente na área da saúde.

Para o TCU, "não é razoável que o sistema trate de forma mais gravosa a família que permanece visível, mas descumpre algum critério, enquanto a família que desaparece do radar não sofre consequências".

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 28 May 2026 16:31:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[TCE-PE aponta sobrepreço de 63% e empresa sem funcionários em compra de elétricas no Recife]]></title>
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				<description><![CDATA[Um relatório técnico de auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) analisou os procedimentos e a execução de um contrato firmado pela Prefeitura do Recife. A apuração gira em torno da aquisição de 1,1 mil veículos elétricos, incluindo 606 bicicletas elétricas, realizada na reta final da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB).

O documento de 36 páginas, elaborado pela unidade de fiscalização de licitações da Corte de Contas, detalha os elementos que compõem o processo licitatório, com foco em dois aspectos principais: o valor unitário das bicicletas contratadas e a estrutura operacional da empresa vencedora do certame.

Análise de custos e a ausência de orçamento estimativo

De acordo com o levantamento dos auditores do TCE-PE, a Empresa Municipal de Informática (Emprel) estipulou o pagamento de R$ 8.270,00 por cada bicicleta elétrica à empresa Bandeira Distribuidora de Alimentos e Cosméticos Ltda.

Contudo, a pesquisa de mercado realizada pelo Tribunal em quinze contratações com objetos semelhantes identificou que o preço médio praticado no mercado para o equipamento é de R$ 5.067,28.


	Diferença por unidade: R$ 3.202,72 acima da média amostral.
	Diferença global: R$ 1,94 milhão de impacto potencial nos cofres públicos.


O relatório aponta que a gestão municipal não anexou ao processo documentos que comprovassem a realização de pesquisas de preços prévias ou a elaboração de um orçamento estimativo formal para balizar a licitação, o que contraria as diretrizes padrão da Lei de Licitações.

Estrutura operacional e dados do cadastro de empregados

Outro aspecto verificado pela equipe técnica trata da capacidade operacional da empresa contratada para atender à demanda de quase R$ 10 milhões. Com sede localizada em um galpão no Centro de Abastecimento de Pernambuco (Ceasa), a distribuidora atua originalmente nos segmentos de alimentos e produtos de beleza.

Ao cruzarem os dados do CNPJ com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), os auditores constataram a inexistência de vínculos empregatícios ativos vinculados à empresa.


"A constatação de que a licitante não possui nenhum funcionário registrado revela uma grave lacuna no planejamento da contratação", registrou a equipe de auditoria no parecer técnico.


Além da questão de pessoal e do ramo de atividade econômica registrado, o TCE-PE avaliou o pedido de medida cautelar apresentado pelo jornalista e economista Manoel Medeiros, listando os seguintes pontos em análise:


	Relação entre o capital social da microempresa e o montante financeiro do contrato;
	Validação e autenticidade dos atestados de capacidade técnica apresentados no processo;
	Alterações promovidas no contrato social da firma;
	Declarações públicas da gestão sobre o andamento do projeto antes da homologação final de todos os trâmites.


O escopo do projeto de entrega

Anunciado oficialmente no último dia do ano de 2025, o projeto previa um investimento total de quase R$ 10 milhões, viabilizado por meio de um convênio federal com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo era ceder as motos e bicicletas elétricas para trabalhadores de aplicativos de entrega cadastrados no Recife. Pelo programa, após 24 meses de uso regular e comprovado, a propriedade dos bens seria transferida em definitivo para os beneficiários.

Em março, a administração municipal informou que os veículos estavam em fase de produção, embora etapas dos processos licitatórios e de empenho orçamentário estivessem pendentes de finalização legal. O caso segue sob análise do tribunal regulador.





 
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				<category>Pernambuco</category>
				<pubDate>Tue, 19 May 2026 14:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Transnordestina: TCU determina suspensão de novos gastos no trecho Salgueiro-Suape]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/transnordestina-tcu-suspensao-gastos-trecho-salgueiro-suape/621647/</link>
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				<description><![CDATA[O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, na última na quarta-feira, 13 de maio, a suspensão de novos compromissos financeiros relacionados à retomada das obras da Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape.

A atinge diretamente o Ministério dos Transportes e a Infra S.A., responsáveis pela condução do projeto ferroviário.

De acordo com o relatório da fiscalização, o empreendimento ainda não possui estudos técnicos, econômicos e ambientais suficientes que comprovem que os benefícios sociais da obra superam os custos previstos.

O ministro relator do processo, Jhonatan de Jesus, afirmou que o cenário atual apresenta incertezas sobre a viabilidade socioeconômica da ferrovia.

Segundo o magistrado, os documentos analisados demonstram fragilidades nos estudos apresentados pela administração pública, além de indícios que levantam dúvidas sobre a efetiva vantagem econômica e social da retomada do trecho ferroviário entre Salgueiro e Suape.

O acórdão também determina que a Infra S.A. apresente, em até 30 dias, um plano de ação para conclusão do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) referente à futura concessão do trecho Salgueiro–Suape da EF-232, conforme previsto nas diretrizes do Novo PAC.

Além disso, os ministros do TCU decidiram que a área técnica da Corte deverá acompanhar continuamente o cumprimento das medidas determinadas, monitorando possíveis atrasos ou riscos relacionados ao projeto.

O tribunal ainda recomendou ao Ministério dos Transportes e à Infra S.A. a avaliação da criação de uma instância interinstitucional para coordenar soluções voltadas aos entraves socioambientais, fundiários e operacionais que envolvem a execução da obra.

Em nota, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) afirmou respeitar a atuação constitucional do TCU, mas destacou que considera a Transnordestina uma obra estratégica para o desenvolvimento do Nordeste.

A autarquia argumentou que a ferrovia pode gerar impactos positivos na economia regional, com fortalecimento das cadeias produtivas, aumento da competitividade, integração logística e geração de emprego e renda.

A Sudene informou ainda que pretende apresentar estudos técnicos atualizados para comprovar a viabilidade econômica e social do empreendimento.

Segundo o órgão, a retomada do trecho entre Salgueiro e Suape segue alinhada ao compromisso do Governo Federal com a integração regional e a conexão entre áreas produtoras do interior nordestino e os portos da região.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 16 May 2026 16:21:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[TCU arquiva processo contra Nikolas Ferreira por uso de jatinho de Vorcaro nas eleições de 2022]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/tcu/tcu-arquiva-processo-nikolas-ferreira-jatinho-de-vorcaro/620527/</link>
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				<description><![CDATA[O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação apresentada pelo Ministério Público contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A denúncia questionava o uso de um jatinho pertencente ao ex-banqueiro Daniel Vorcado durante a campanha eleitoral de 2022.

Relator do caso, o ministro Antonio Anastasia argumentou que os fatos apontados dizem respeito ao financiamento de campanha e à forma de custeio de despesas eleitorais.

Segundo ele, a análise técnico-contábil e o julgamento sobre a regularidade dessas contas são competências da Justiça Eleitoral, e não do TCU. Os demais ministros da Corte acompanharam o voto do relator, resultando no arquivamento do processo.

Entenda o caso

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Guilherme Batista, da Igreja Lagoinha, utilizaram um jatinho pertencente ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

O parlamentar e o pastor viajaram na aeronave na caravana Juventude pelo Brasil, ao longo de dez dias no mês de outubro daquele ano, no segundo turno do pleito. A informação foi revelada pelo jornal O Globo.

Nikolas e o pastor utilizaram a aeronave Embraer 505 Phenom 300 para viajar por todas as capitais do Nordeste, durante a caravana pró-Bolsonaro.

Além disso, foram a Brasília, ao Vale do Jequitinhonha e ao Triângulo Mineiro, entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022 - o segundo turno das eleições ocorreu em 30 de outubro.

Nikolas Ferreira confirmou ao Estadão que utilizou a aeronave durante a caravana, no segundo turno das eleições, mas afirmou que não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário.

"Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vocaro", afirmou o deputado.

O deputado disse que foi convidado a participar da caravana "Juventude pelo Brasil", que se tratava de um evento político, e que o avião foi disponibilizado à equipe para os deslocamentos.
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				<category>TCU</category>
				<pubDate>Sun, 03 May 2026 11:14:00 -0300</pubDate>
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