Ex-prefeito de Tracunhaém Belarmino Vasquez Neto. Ex-prefeito de Tracunhaém Belarmino Vasquez Neto.
Auditoria especial realizada pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) apontou irregularidades na gestão do patrimônio histórico-cultural do município de Tracunhaém.
O processo (n० 20100702-2), de relatoria do conselheiro substituto Ruy Ricardo Harten, foi julgado pela Primeira Câmara, e se refere ao exercício financeiro de 2019.
A fiscalização avaliou o desempenho da prefeitura no período e as ações realizadas pela então administração voltadas à preservação do patrimônio histórico municipal.
A cidade possui uma importante riqueza histórico-cultural, com sobrados, e igrejas erguidas no período do Brasil colonial, conjuntos arquitetônicos, e antigos engenhos de cana-de-açúcar – um acervo que, segundo os auditores, sofre um processo de desgaste ao longo dos anos.
Entre os problemas identificados no relatório de auditoria estão a falta de estrutura técnica e operacional das secretarias que atuam na preservação do patrimônio, a inexistência de planos de ação, operações e fiscalizações da conservação do acervo, bem como a ausência de uma legislação urbanística voltada à proteção dos bens patrimoniais.
O conselheiro relator votou então pela irregularidade do objeto da auditoria, aplicando multa ao ex-prefeito Belarmino Vasquez Neto no valor de R$ 10.303,91.
O voto determina também que, caso já não tenha realizado, a administração adote medidas no sentido de melhorar a gestão do patrimônio histórico, entre elas a criação de um sistema municipal de cultura, a implementação de um plano de preservação do acervo, e a definição, por meio de lei específica, das edificações e dos conjuntos arquitetônicos que devem ser preservados.
O voto foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros do TCE-PE presentes à sessão. O interessado ainda pode recorrer da decisão.
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A corte aceitou a desculpa de "falta de acervo da gestão anterior", uma vez que os ofícios exigiam explicações sobre atos praticados pela atual administração
Relatório técnico aponta potencial prejuízo de R$ 1,9 milhão em contrato firmado na reta final da gestão anterior; Prefeitura não apresentou pesquisa de preços.
A resolução reforça os princípios constitucionais da administração pública, como impessoalidade, moralidade, transparência, legalidade e economicidade.
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