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				<title><![CDATA[Dino manda PF investigar suposta onda de ataques a imagens católicas no país]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira, 30 de setembro, que a Polícia Federal (PF) investigue uma aparente disseminação de ataques a imagens religiosas católicas pelo país. 

Dino disse ter recebido uma série de denúncias relativas a ataques a imagens de santos, alguns dentro de igrejas, desde que decidiu, no último domingo (27), restabelecer a publicação na internet de posts com críticas a um projeto de destituição de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. 

“Chegaram ao Gabinete, por vários meios, notícias de várias partes do Brasil demonstrando uma aparente onda de ataques nos últimos meses contra IMAGENS RELIGIOSAS”, escreveu o magistrado

No despacho desta quarta, o ministro citou 11 casos noticiados nos últimos meses, com ataques a imagens católicas nas cidades de Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA). 

“Assim, temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, tais como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio”, elencou o ministro. 

Dino afirmou que a atuação da PF se justifica “considerando a repercussão interestadual, a necessidade de repressão uniforme e a natureza aparente de crimes contra os direitos humanos”.

O ministro também determinou que a Procuradoria-Geral da República atue no caso.

Entenda

Nesta semana, Dino se envolveu em uma polêmica em torno de uma suposta destituição de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.

O tema emergiu no debate público na semana passada, a partir de análises segundo as quais grupos ligados ao presidenciável Flávio Bolsonaro pretendiam levar adiante esse projeto, caso ele vencesse a eleição. 

O candidato nega qualquer intenção nesse sentido e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar publicações que o associassem a qualquer ataque a Nossa Senhora Aparecida. 

O ministro do TSE André Mendonça atendeu ao pedido e concedeu uma liminar (decisão provisória) para retirar as postagens do ar. No dia seguinte, entretanto, Dino acolheu um pedido do humorista Antonio Tabet, que alegou cerceamento da liberdade de expressão, e derrubou a decisão de Mendonça. 

Flávio Bolsonaro recorreu então ao ministro Luiz Fux, relator da ação sobre o Marco Civil da Internet no STF, que decidiu suspender os efeitos da decisão de Dino e restabelecer a ordem de Mendonça.

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 16:21:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Pastora condenada pelo 8 de janeiro deixa prisão após dois anos encarcerada ]]></title>
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				<description><![CDATA[A pastora Sandra Maria Menezes Chaves deixou a prisão na segunda-feira, 28 de setembro, após permanecer mais de dois anos encarcerada por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023.

A informação foi divulgada pela advogada Taniéli Telles, que atua na defesa de pessoas investigadas, processadas e condenadas pelos episódios ocorridos em Brasília.

Segundo a defesa, Sandra deixou a unidade prisional para cumprir a pena em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A mudança de regime permite que ela permaneça em casa durante o prosseguimento do cumprimento da condenação.

Passagem por presídios em Brasília e São Paulo

De acordo com a advogada, a pastora passou os primeiros sete meses de prisão no presídio feminino Colmeia, em Brasília. Posteriormente, foi transferida para a Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, onde permaneceu por mais de dois anos.

Em publicação nas redes sociais, Taniéli Telles afirmou que a cliente deixou a unidade nesta segunda-feira. A advogada classificou Sandra como uma “vítima do sistema judiciário aparelhado brasileiro” e voltou a fazer críticas ao tratamento dado pelo Judiciário aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

A publicação também estabeleceu uma comparação entre a situação dos condenados pelos atos antidemocráticos e a de pessoas responsabilizadas por outros crimes. Segundo a defesa, enquanto alguns condenados por crimes comuns retornariam à sociedade com liberdade e direitos preservados, os envolvidos no 8 de janeiro estariam submetidos a medidas consideradas mais rigorosas.

Condenação pelo STF

Sandra Maria Menezes Chaves foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos e seis meses de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro. A decisão também estabeleceu o pagamento de multa e de indenização por danos morais coletivos.

Em balanço divulgado pelo STF em abril deste ano, a Corte informou que 1.402 pessoas já haviam sido responsabilizadas judicialmente pelos atos ocorridos em Brasília. Na ocasião, 190 pessoas permaneciam presas, sendo 169 em cumprimento de prisão definitiva e outras 21 submetidas à prisão processual.

A saída de Sandra do sistema prisional ocorre, portanto, durante o cumprimento da pena imposta pelo STF, agora sob o regime de prisão domiciliar e com monitoramento eletrônico.
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				<category>Brasil</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 13:45:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Fux derruba decisão de Dino e retoma ordem contra fake news sobre Nossa Senhora Aparecida]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta segunda-feira (28) os efeitos da decisão do ministro Flávio Dino que havia derrubado uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionada a publicações envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

A decisão de Fux restabelece as determinações do TSE contra conteúdos que atribuíam a Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

As ordens da Justiça Eleitoral haviam determinado a retirada das publicações e proibido a republicação de conteúdos que repetissem a mesma narrativa.

Com a decisão do ministro do STF, as plataformas X, Facebook, TikTok e Google têm 24 horas para voltar a cumprir as determinações do TSE. Em caso de descumprimento, as empresas podem sofrer multa por ato atentatório à dignidade da Justiça e responder por crime de desobediência.

A medida foi tomada após pedido apresentado pelo próprio Flávio Bolsonaro. O caso envolve uma disputa judicial sobre os limites da atuação das plataformas digitais e a circulação de conteúdos relacionados às eleições de 2026.

Como começou a disputa sobre Nossa Senhora Aparecida

A narrativa envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida começou a circular na noite de 23 de setembro. No dia seguinte, comentários baseados em recortes de uma publicação jornalística passaram a atribuir ao candidato a intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. Flávio Bolsonaro negou a informação em um vídeo publicado às 23h22.

No dia 25, o candidato acionou o TSE contra o humorista Antonio Tabet, responsável por uma publicação no X que fazia referência à suposta intenção. O ministro André Mendonça determinou a remoção do conteúdo e proibiu a republicação de publicações que reproduzissem a mesma narrativa.

Na decisão, Mendonça fez uma ressalva e manteve permitidas críticas, opiniões e sátiras relacionadas ao assunto.

Posteriormente, diante de relatórios que indicavam 2.086 publicações feitas por 1.674 contas, com mais de 21 milhões de visualizações, o ministro ampliou a determinação para as plataformas. Mendonça classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio Bolsonaro ou sua família pretendiam retirar o título de Padroeira do Brasil e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil por provedor.

As duas decisões foram submetidas ao plenário do TSE

A controvérsia chegou ao STF no fim de semana. No sábado (26), às 21h26, Antonio Tabet apresentou um pedido para estender os efeitos de uma decisão em uma reclamação que já tramitava no Supremo desde maio, sob relatoria de Flávio Dino.

O processo original, porém, tratava de outro assunto: um vídeo publicado no TikTok sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol, que havia sido retirado do ar por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Em junho, Dino havia suspendido essa remoção.

No domingo (27), Dino estendeu o entendimento ao caso envolvendo Tabet e cassou a ordem do TSE. O ministro determinou que as plataformas restabelecessem a publicação do humorista e outros conteúdos que haviam sido removidos pelo mesmo fundamento.

Segundo o registro processual do STF, Dino também indicou que novos pedidos de extensão poderiam ser apresentados no mesmo processo.

Fux determina retorno das ordens do TSE

Foi diante dessa decisão que a defesa de Flávio Bolsonaro recorreu a Luiz Fux. O ministro é relator do processo no STF em que a Corte estabeleceu teses relacionadas à responsabilidade das plataformas por conteúdos publicados na internet, nos Temas 533 e 987 da repercussão geral.

Flávio Bolsonaro foi admitido como terceiro interessado no recurso extraordinário relacionado ao processo.

Ao suspender a decisão de Dino, Fux determinou o retorno das ordens anteriormente estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Com isso, as plataformas digitais devem voltar a cumprir as determinações do TSE no prazo de 24 horas.

A decisão ocorre em meio à campanha para as eleições de 2026 e coloca novamente sob análise judicial a circulação de conteúdos relacionados a candidatos e a atuação das plataformas digitais diante de determinações da Justiça Eleitoral.

O episódio também envolve decisões de diferentes ministros do STF e do TSE em um intervalo de poucos dias. O próprio TSE informou, na segunda-feira (28), que seu presidente, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou ofício ao STF manifestando preocupação com possíveis sobreposições de competência entre as cortes.

A questão deverá seguir em análise no Supremo, enquanto permanecem válidas as determinações restabelecidas por Fux.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 07:55:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Zanin determina que Anatel garanta acesso gratuito a sites da Justiça Eleitoral nas eleições]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira, 28 de setembro, que pessoas com franquia de dados esgotada tenham acesso gratuito aos sites da Justiça Eleitoral durante os dois turnos das eleições.

Com a decisão, o acesso gratuito deverá ser liberado pelas operadoras 72 horas antes dos turnos e 24 horas após a votação.

O ministro determinou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deverá garantir o acesso aos domínios oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo os sites do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos tribunais regionais eleitorais para que os eleitores possam acessar informações sobre local de votação, justificativa eleitoral, entre outros serviços.

A liberação também vale para o tráfego de dados nos aplicativos oficiais, como o e-Título.

O ministro atendeu parcialmente um pedido de liberação total da franquia de dados aos usuários de internet durante o período eleitoral.

Na semana passada, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Partido Verde (PV) entraram com uma ação no STF para garantir acesso à internet móvel para todos os brasileiros, independente do limite da franquia de dados, nas 72 horas que antecedem as eleições. 

As entidades alegaram que a limitação de franquia de dados impede acesso à informação durante o pleito.

Ao decidir a questão, Zanin entendeu que o acesso por meio de velocidade reduzida deve prevalecer sobre o bloqueio total de acesso à internet.

“A impossibilidade de consultar as fontes oficiais e de usar os serviços eleitorais nos dias do pleito não se recompõe depois da votação”, decidiu o ministro.

A Anatel alertou o ministro Zanin que a liberação irrestrita do acesso à internet móvel durante as eleições pode provocar picos de tráfego capazes de interromper a conectividade em aparelhos celulares, em especial na proximidade de zonas eleitorais.

Nesta segunda-feira, um grupo de 12 entidades da sociedade civil pediu ao STF para ingressar como amici curiae no processo que pede garantia de acesso à internet móvel nas eleições. Elas rebatem o argumento da Anatel, alegando que a agência não informou qual seria o real impacto de universalizar o acesso.

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 21:12:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Bets acionam STF contra MP de Lula que proíbe apostas online no Brasil]]></title>
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				<description><![CDATA[A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 28 de setembro, para tentar derrubar a medida provisória editada pelo governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, que proibiu as bets de funcionarem no Brasil.

A norma do governo federal mandou fechar o cerco contra o setor, proibindo de vez o funcionamento, a propaganda e a oferta de apostas esportivas e jogos virtuais no País, além de cancelar as licenças das empresas que já operavam de forma legalizada.

O pedido foi enviado ao gabinete do ministro Luiz Fux, que já cuida das ações que discutem as regras desse mercado.

As associações argumentam que o governo atropelou as regras ao usar uma MP sem demonstrar qualquer urgência real que justificasse a decisão.

Também apontaram a falta de estudos técnicos que embasassem a medida ou exposição clara de motivos que justificassem a proibição.

Em uma passagem da petição, as entidades afirmam que um pedido de acesso à informação foi protocolado ainda em 20 de setembro, cinco dias antes da edição da MP, exigindo do Ministério da Fazenda a exposição de estudos que sustentariam uma eventual proibição das bets.

"A resposta conclusiva, datada de 24/09/2026, véspera da edição da medida provisória, registra a decisão &#39;informação inexistente&#39;: &#39;Não foram identificados estudos, notas técnicas, pareceres, relatórios ou outros documentos especificamente destinados a avaliar os impactos econômicos, fiscais, regulatórios ou sociais decorrentes de eventual proibição&#39;", dizem as associações, no documento enviado ao STF.

A questão das outorgas, uma espécie de "licença para operação", é citada ainda como uma fonte de insegurança jurídica.

As bets pagavam R$ 30 milhões ao governo federal para operarem no País durante um período de cinco anos. Os montantes pagos, entretanto, podem não ser ressarcidos.

A ANJL e o IBJR questionam a mudança abrupta das regras, logo depois que as empresas do setor se adaptaram às exigências de funcionamento impostas pelo próprio Executivo.

"A medida provisória nº 1.394/2026, ao proibir de súbito essas atividades, frustra a confiança legítima e os direitos adquiridos pelos operadores que, de boa-fé, acreditaram nas promessas regulatórias do Estado", apontam as associações.

Além disso, mostram que o dinheiro movimentado em apostas no primeiro semestre de 2026, na verdade, caiu em relação ao mesmo período do ano passado, o que afastaria a tese de um crescimento fora de controle.

De acordo com os dados expostos pelas entidades na petição ao STF, a queda no volume de aportes foi de 12,4%, de R$ 100,9 bilhões nos primeiros seis meses de 2025 para R$ 88,48 bilhões nos primeiros seis meses deste ano. Já a quantidade de apostas subiu 9,5% no mesmo período, de 2,46 bilhões para 2,69 bilhões.

"Disso resulta que o valor médio correspondente a cada aposta registrada caiu de aproximadamente R$ 41,04 para R$ 32,83, redução próxima de 20%", apontam a ANJL e o IBJR. 

Desta forma, não haveria um crescimento extraordinário que justificasse uma medida abrupta, segundo as associações.

Em resposta ao Estadão na semana passada, após a edição da MP, Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, já havia afirmado que avaliava as medidas judiciais cabíveis e não descartava um pedido de danos morais e materiais pelos investimentos feitos por bets no País.

No domingo, 27, Carlos Lima, presidente-executivo do IBJR, também confirmou ao Estadão que atuaria junto ao Congresso. A MP precisa ser votada em até 120 dias para não perder a validade.

"Empresas confiaram nas regras estabelecidas pelo próprio Estado, pagaram outorgas e investiram no Brasil. Não é uma decisão que se possa simplesmente aceitar sem questionamento. E a pergunta vai além das apostas: se uma autorização concedida pelo poder público pode ser interrompida dessa forma, que segurança terá o próximo setor chamado a investir no país?", apontou Lima.

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 19:21:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Dino derruba decisão de Mendonça e manda restaurar post de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do humorista Antonio Tabet para restaurar uma postagem na rede social &#39;X&#39; sobre Nossa Senhora Aparecida, que havia sido removida por decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

O humorista veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.

“A mensagem não trazia o nome de Flávio Bolsonaro ou de qualquer familiar”, ponderou Dino.

Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. O pedido obteve decisão liminar no TSE para a retirada da postagem e de conteúdos semelhantes sob pena de multa diária de R$ 30 mil. 

Durante a semana, surgiram informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de “Padroeira do Brasil”. O candidato do PL nega.

“Não há ilicitude”

A defesa de Tabet alegou que a ordem de Mendonça promovia “censura”.

Dino ponderou que a remoção do conteúdo dependeria de presumir como verdade que “família miliciana” estaria relacionada ao candidato Flávio Bolsonaro. Para o ministro, a ação de Mendonça foi “destituída de motivação e proporcionalidade”. 

A decisão, segundo Dino, abrange também outras postagens que foram excluídas sob o mesmo fundamento que excluiu a do humorista Antonio Tabet. O candidato à Presidência pediu a remoção de mais de 1,5 mil publicações sobre o tema nas redes sociais.

“Concluo que é impossível enxergar na postagem do peticionário (Tabet) o grau de certeza de ilicitude para - sem a adequada instrução processual - extrair duríssimas consequências contra a liberdade de expressão e, em última análise, contra a própria liberdade religiosa (...)”

Para Dino, a cassação da decisão no TSE preserva a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em “Padroeira do Brasil”. 

“Carga depreciativa”

Ao aceitar o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e excluir a postagem de Tabet, o ministro André Mendonça, que é vice-presidente do TSE, afirmou que havia no conteúdo publicado "expressões de elevada carga crítica e depreciativa".

De acordo com as informações fornecidas pela defesa de Flávio Bolsonaro ao TSE, a publicação havia superado 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.

Segundo Mendonça, a mensagem ultrapassava o campo da opinião política e veiculava fato "objetivamente falso, informação fabricada ou grave descontextualização, aptos a interferir na livre formação da vontade do eleitor”. 

Mendonça considerou, na análise preliminar, que os elementos apresentados no processo indicam que essa informação “não encontra suporte na realidade fática”.

Liberdade de expressão

A defesa de Antonio Tabet repudiou a decisão liminar de André Mendonça. “A ordem judicial de exclusão atinge uma manifestação que em momento algum citou o nome do candidato Flávio Bolsonaro”, afirmou o humorista.

Os advogados do humorista apontaram que a liberdade de expressão e a crítica política, por mais ácidas ou incômodas que sejam, constituem elementos protegidos do debate democrático.

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 13:40:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Anatel alerta STF para risco de instabilidade na rede móvel com internet grátis durante eleições 2026]]></title>
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				<description><![CDATA[A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a liberação irrestrita do acesso à internet móvel durante as eleições pode provocar picos de tráfego capazes de interromper a conectividade em aparelhos celulares, em especial na proximidade de zonas eleitorais.

Na quinta-feira , 24 de setembro, Zanin havia dado 48h para a Anatel apresentar um parecer sobre um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Partido Verde (PV) para que a internet móvel seja liberada em todo o país nas 72 horas anteriores e nas 24h posteriores a cada turno de votação.

Entre os principais argumentos do pedido está o de que a limitação provocada por franquias pré-pagas gera uma desigualdade no acesso à informação por parte das camadas mais pobres da população.

Isso porque quando acaba o crédito, a velocidade da internet é drasticamente reduzida, ficando liberado apenas o tráfego em aplicativos patrocinados por empresas, como serviços de mensageria, por exemplo.

Para os autores da ação, isso favorece a desinformação nos dias que antecedem o pleito, uma vez que os eleitores não conseguem checar eventuais notícias falsas em fontes idôneas na internet.

Colapso

Para a Anatel, o argumento não condiz com a realidade. A agência frisou que o combate às chamadas fake news envolve desafios sociais e regulatórios que não passam pela questão da conectividade móvel.

A agência disse que uma pesquisa feita pelo próprio órgão em 2025 constatou que 70% dos usuários de franquias móveis pré-pagas utilizam a internet por meio de conexões wifi fixas, seja em casa ou na rua, de modo a não gastar a franquia pré-paga.

Por outro lado, a Anatel apontou que, diferentemente das conexões fixas, que são em geral via cabos e podem ter a capacidade ampliada sem limite, as conexões móveis dependem de um espectro limitado de transmissão eletromagnética pelo ar.

Dessa maneira, liberar o tráfego em datas específicas pode levar os consumidores a intensificar exponencialmente o consumo naqueles dias, antecipando downloads e streamings, por exemplo. A agência alerta ser provável que isso leve a um congestionamento e à queda de sinal.

Esse cenário pode “levar a um colapso das redes de telecomunicações, dificultando ou impedindo que grande parte da população possa se comunicar adequadamente em período tão relevante para a democracia do país”, diagnosticou a Anatel.

O órgão também levantou uma série de outras questões técnicas e regulatórias que seriam obstáculos para a liberação da internet nos celulares, incluindo o argumento de que isso seria uma invasão da competência exclusiva da Anatel de reger as regras relativas às telecomunicações.

Antes de decidir sobre o pedido de liminar (decisão urgente e provisória), o ministro Cristiano Zanin deve receber o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema.

Eleições

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores deverão votar para os cargos de deputado federal, estadual ou distrital, governador, senador e presidente da República.

Caso necessário, o segundo turno deve ocorrer em 25 de outubro. A nova rodada de votação pode ocorrer somente na disputa para os cargos de governador e presidente, se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Agência Brasil 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 26 Sep 2026 14:29:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Zanin pede manifestação da Anatel sobre acesso à internet móvel livre nas eleições]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestar sobre um pedido para garantir acesso de todos os brasileiros à internet móvel nas eleições.

Pela decisão, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverão opinar sobre a questão.

“A relevância da matéria, a proximidade do primeiro turno das eleições e o fato de as providências postuladas alcançarem prestadoras que não integram a relação processual recomendam a prévia oitiva das autoridades envolvidas”, decidiu o ministro.

Zanin é o relator da ação na qual a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Partido Verde (PV) defendem a liberação de internet nas 72 horas anteriores ao primeiro turno.

As entidades alegam que a limitação de franquia de dados impede acesso à informação durante o pleito.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

Agência Brasil

Candidatos não podem ser presos

Candidatas e candidatos que disputam as Eleições de 2026 não podem ser presos ou detidos a desde o último sábado, 19 de setembro, conforme previsão do Código Eleitoral e do calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A regra começou a valer 15 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e seguirá até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação.

Durante esse período, a prisão ou detenção de candidatos somente poderá ocorrer em caso de flagrante delito. A garantia é válida para todas as candidatas e candidatos registrados para participar da disputa eleitoral, independentemente do cargo ao qual concorrem.

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral. A legislação estabelece que os candidatos passam a contar com essa proteção específica a partir dos 15 dias anteriores à eleição. Em caso de prisão, a legislação também determina que a pessoa seja imediatamente conduzida à presença do juiz competente, que deverá verificar a legalidade da detenção.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 07:43:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado ao ministro Nunes Marques, do STF]]></title>
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				<description><![CDATA[O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta quinta-feira, 24 de setembro, uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília.

O magistrado passou a ser alvo de investigação do CNJ após ser citado em conversas encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As buscas foram determinadas pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e cumpridas pela Polícia Federal (PF). 

A operação ocorreu um dia após o CNJ determinar o cancelamento de precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro que negociaram os créditos com o Banco Master. Os títulos são avaliados em R$ 4,7 bilhões. 

A medida foi motivada por uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU) para cancelar decisões do TRF1 que determinaram o depósito do valor de 16 precatórios em uma conta judicial, sem o trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.

O caso dos precatórios bilionários do Master veio à tona após uma reportagem do Portal Metrópoles revelar a existência de um contrato de R$ 427 milhões entre o Master e escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos. O valor seria pago em caso de sucesso nas causas referentes ao setor sucroalcooleiro.

O acesso da PF ao celular de Vorcaro também revelou que assessores do ex-banqueiro citaram que a advogada e o desembargador seriam da &#39;Turma do KN", em referência ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Defesas

Em nota, Newton Ramos disse que continua no cargo e afirmou que considera “natural e regular” o procedimento de correição do CNJ.

Na terça (23), o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos, que tem Camila Ramos como sócia, declarou que tem contrato formal com o Master para atuar nos processos que envolvem precatórios, mas não recebeu qualquer pagamento "a título de pró-labore ou de êxito".

Nunes Marques declarou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou ninguém a falar em seu nome.

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 21:25:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ficha limpa vale para condenações antigas de homicídio e crime sexual, determina STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/ficha-limpa-condenacoes-homicidio-crime-sexual-determina-stf/632806/</link>
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				<description><![CDATA[ O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que condenações por homicídio e por crime sexual, anteriores a 2010, valem para determinar a inelegibilidade de candidatos de acordo com a Lei da Ficha Limpa

O caso, julgado em sessão virtual, avaliou uma ação movida pelo Partido Progressista (PP) que considera inconstitucional o indeferimento da candidatura de Valdir Padilha ao cargo de vereador do município de São José do Herval, no Rio Grande do Sul, no ano de 2024.

Padilha teve a candidatura cancelada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) por ter cometido crime contra a vida e, segundo o TRE, ainda está no período de 8 anos de inelegibilidade, contados após o cumprimento da pena. Sua pena terminou em maio de 2018; dessa forma, ele seria inelegível até 2026.

O PP, entretanto, argumentou que, uma vez que o crime cometido por Padilha ocorreu antes da sanção da Lei da Ficha Limpa, o indeferimento da candidatura foi inconstitucional e violou o princípio da irretroatividade da lei penal.

No processo, tanto a Procuradoria-Geral da República quanto a Advocacia-Geral da União (AGU) não reconheceram as alegações do partido.

"As hipóteses de inelegibilidade não possuem natureza jurídica de sanção penal, mas de requisito negativo de adequação do indivíduo ao regime jurídico do processo eleitoral, razão pela qual não incidem princípios da irretroatividade da lei penal mais gravosa ou presunção de inocência", escreveu a AGU.

O entendimento das instituições foi acompanhado pelos ministros do Supremo, que julgaram o caso improcedente.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 16:20:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Bolsonaro desiste de pedido para suspender pena por trama golpista 2h após recorrer a Nunes Marques]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/bolsonaro-desiste-de-pedido-para-suspender-pena-por-trama-golpista/632803/</link>
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				<description><![CDATA[A defesa do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) desistiu, nesta quinta-feira, 24 de setembro, do pedido apresentado horas antes ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para suspender a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão enquanto a Corte analisa uma revisão criminal.

O pedido havia sido protocolado às 9h49 e a desistência foi apresentada às 12h21.

Os advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury não apresentaram, no pedido de desistência, uma justificativa para a mudança de posição. Na solicitação inicial, a defesa argumentava que a continuidade do cumprimento da pena durante a tramitação da revisão criminal poderia "produzir dano irreparável".

O pedido havia sido apresentado dentro do processo de revisão criminal que busca contestar a condenação de Bolsonaro.

Entre os argumentos apresentados pela defesa está a alegação de que o ex-presidente deveria ter sido julgado pelo plenário do STF, formado por todos os ministros, e não pela Primeira Turma, que possui cinco integrantes. Esse argumento já havia sido rejeitado durante o julgamento original.

Desistência não encerra revisão criminal

Apesar do recuo em relação à medida cautelar, a defesa não desistiu da revisão criminal. Os advogados pediram apenas que o pedido de suspensão da execução da pena não seja analisado pelo ministro Nunes Marques, mantendo o processo principal em tramitação.

A condenação de Bolsonaro ocorreu em setembro do ano passado. A Primeira Turma do STF fixou a pena em 27 anos e três meses de prisão pelo processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente foi preso em novembro e, posteriormente, passou a cumprir a pena em prisão domiciliar humanitária, concedida em razão de condições de saúde.

A desistência ocorre dez dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, disputa a Presidência da República neste pleito.

*Com informações Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 15:55:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF unifica tempo de licenças-maternidade de 120 dias para mães biológicas e adotantes]]></title>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 23 de setembro, unificar os prazos da licença-maternidade e da licença-adotante para mulheres. Por unanimidade, os ministros julgaram procedente uma ação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questionava a diferença de tratamento entre mães de acordo com o vínculo profissional.

Com a decisão, mães gestantes e adotantes passam a ter direito à licença remunerada de 120 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, independentemente do regime de trabalho. A regra vale tanto para licenças futuras quanto para aquelas que já estão em andamento.

O prazo deve ser contado a partir do parto ou da obtenção da guarda da criança. Em situações nas quais a mãe ou o bebê precisam permanecer internados, a contagem começa após a alta da mãe ou da criança, considerando o momento que ocorrer por último.

Ação foi apresentada pela PGR em 2023

A ação analisada pelo STF foi protocolada pela Procuradoria-Geral da República em outubro de 2023. O objetivo era estender às servidoras públicas e a outras categorias os mesmos períodos de licença previstos para trabalhadoras submetidas à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Antes da decisão, a legislação estabelecia períodos diferentes dependendo do vínculo profissional. Pela CLT, mães biológicas e adotantes tinham direito a 120 dias de licença, com possibilidade de extensão por mais 60 dias para empregadas de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã.

Entre servidoras públicas, porém, havia diferença no período concedido às mães adotantes. Pela Lei nº 8.112/1990, servidoras gestantes tinham direito a 120 dias, enquanto a licença para adoção era de 90 dias. No Ministério Público, o período para adotantes chegava a 30 dias.

A PGR sustentou que a diferença de prazo baseada no regime de contratação da mulher violava a Constituição.

STF concluiu julgamento nesta quarta

O julgamento começou no dia 16 de setembro, quando o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, apresentou seu voto.

Para Moraes, as licenças têm entre seus objetivos possibilitar a formação e o fortalecimento do vínculo entre mães e filhos, não havendo justificativa para estabelecer períodos distintos entre gestantes e adotantes.

Na sequência, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator.

Na sessão desta quarta-feira (23), Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes apresentaram seus votos, concluindo o julgamento de forma unânime.

Nova regra já vale para licenças em andamento

A decisão determina que a uniformização dos prazos seja aplicada às licenças futuras e também às que já estiverem em curso. 

Assim, a diferenciação anteriormente existente entre mães biológicas e adotantes, ou entre diferentes regimes de contratação, deixa de ser aplicada nos casos abrangidos pelo entendimento firmado pelo STF.

A decisão estabelece, portanto, um período de 120 dias de licença remunerada, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias, conforme as regras aplicáveis à extensão do benefício.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 21:05:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Carla Zambelli pede ao STF salvo-conduto para voltar ao Brasil e votar na mãe nas eleições]]></title>
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				<description><![CDATA[A ex-deputada Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para que possa retornar ao Brasil com o objetivo de votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo. 

Na peça protocolada na segunda-feira, 21 de setembro, a defesa afirma haver mandados de prisão em aberto contra a Zambelli e que a Justiça italiana negou a extradição dela para o Brasil, tendo considerado duvidosa a imparcialidade da Primeira Turma do STF, colegiado responsável por duas condenações contra a ex-deputada. 

A defesa também apontou para o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master, que ainda não foi votado pela plenário do STF, o que coloca em dúvida a idoneidade do magistrado, relator dos casos de Zambelli. 

“Circunstâncias que recomendam a preservação cautelar da liberdade até a conclusão da apuração judicial em curso”, escreveram os advogados. 

A peça sustenta que, diante de todo esse quadro, Zambelli tem o direito de vir ao Brasil exercer o direito ao voto sem ser presa.

“O risco de prisão no ingresso, na permanência ou na saída do País inviabiliza o exercício dessa finalidade e torna necessária a tutela preventiva da liberdade de locomoção”, disse a defesa. 

A ação foi enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relator do pedido de investigação contra Moraes. 

Zambelli quer autorização para chegar ao Brasil no 3 de outubro, votar em 4 de outubro e embarcar de volta para a Itália no dia seguinte. 

Entenda

A ex-deputada Carla Zambelli, ainda filiada ao PL de São Paulo, foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo, em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. 

Ela foi considerada culpada por encabeçar uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizada em 2022, com o objetivo de inserir neles um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes.

A motivação, segundo a condenação, foi desmoralizar o Poder Judiciário diante das eleições presidenciais iminentes. 

Ainda em 2025, ela foi condenada de novo pelo STF, dessa vez a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso está relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes do segundo das eleições presidenciais de 2022.

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 19:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ministro Zanin nega pedido para obrigar Senado a instalar CPI do Banco Master]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/zanin-nega-pedido-para-obrigar-senado-a-instalar-cpi-do-banco-master/632718/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na terça-feira, 22 de setembro, o pedido de liminar apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o Senado a dar andamento à CPI do Banco Master.

Para o ministro, não ficou demonstrada, neste momento, uma omissão ilegal do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que justificasse a intervenção do Judiciário.

Vieira recorreu ao STF contra a falta de andamento de um requerimento para a criação da comissão. A solicitação inicial da CPI recebeu 41 assinaturas e foi feita em março, mas Alcolumbre não analisou o documento.

Na decisão, Zanin afirmou que a análise do caso exige informações sobre outros pedidos de CPI relacionados ao Banco Master que já foram apresentados ao Senado.

O ministro considerou especialmente relevante o fato de o próprio senador ter mencionado na ação a existência de um requerimento anterior, também assinado por ele. Segundo Zanin, é preciso verificar a tramitação desse pedido e se há sobreposição entre as propostas antes de concluir que a Presidência do Senado deixou de cumprir uma obrigação.

A decisão também considera a possibilidade de o novo requerimento tratar de um recorte de uma investigação já proposta anteriormente. Por isso, segundo o ministro, não há elementos suficientes para determinar, por meio de liminar, que a comissão seja instalada.

Zanin citou entendimento anterior do STF segundo o qual, para questionar judicialmente uma suposta omissão do presidente de uma Casa do Congresso, é necessária prova pré-constituída e inequívoca da irregularidade.

A decisão não impede que a CPI seja instalada nem encerra a análise do processo. O ministro rejeitou apenas o pedido de medida provisória feito por Vieira.

Estadão Conteúdo
 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:10:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Polícia Federal encontra cerca de cinco mil arquivos com nudez e sexo explícito em celular de Daniel Vorcaro]]></title>
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				<description><![CDATA[A Polícia Federal (PF) identificou aproximadamente 5 mil arquivos com conteúdo de nudez e sexo explícito no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

O material, que reúne cerca de 500 gigabytes de dados, foi encaminhado para análise de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. O conteúdo extraído do aparelho está submetido a restrições determinadas pela Suprema Corte, com o objetivo de impedir a exposição de informações pessoais que não tenham relação com as investigações conduzidas pelas autoridades.

Material reúne fotos, vídeos e áudios

Segundo os investigadores, os arquivos encontrados no aparelho estão distribuídos em diferentes pastas e conversas. Entre os dados estão fotografias, vídeos e áudios, que passaram a ser analisados pelas autoridades.

A quantidade de informações armazenadas fez com que o procedimento de análise ainda não tivesse uma previsão para ser concluído. De acordo com os ministros que tiveram contato com o material, não existe prazo definido para o encerramento da avaliação dos arquivos.

O conteúdo original permanece sob responsabilidade da Polícia Federal. Uma cópia foi disponibilizada para integrantes do Supremo que acompanham o caso.

Ministros tiveram acesso à cópia

Entre os ministros que receberam acesso a uma cópia do material estão Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques.

A determinação para restringir o acesso ao conteúdo busca preservar informações que não tenham relação com os fatos investigados. Dessa forma, os dados pessoais encontrados no aparelho permanecem protegidos enquanto o material é submetido à análise.

Celular foi apreendido em operação

O aparelho utilizado por Vorcaro foi apreendido pela Polícia Federal em novembro do ano passado, durante um dos desdobramentos da Operação Compliance Zero.

A investigação apura suspeitas relacionadas a diferentes crimes envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master. Desde a apreensão, os dados armazenados no celular passaram por procedimentos de extração e análise por parte dos investigadores.

O material localizado no aparelho integra esse conjunto de informações e permanece sob custódia da PF, enquanto a análise do conteúdo continua no âmbito das investigações e do acompanhamento realizado pelo Supremo Tribunal Federal.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 18:11:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dino nega suspender restrição à publicidade de bets em MG; 'tema vai além de bons costumes']]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/dino-suspender-restricao-publicidade-bets-tema-bons-costumes/632567/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira, 21 de setembro, um pedido para suspender um decreto do governo de Minas Gerais, assinado em agosto, que restringe a publicidade, a promoção e o patrocínio de empresas de apostas esportivas em espaços públicos estaduais e em eventos apoiados pelo Executivo mineiro.

A decisão é liminar e foi tomada em uma ação ajuizada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). O mérito do processo ainda será julgado pelo Supremo.

Publicado em agosto, o decreto proíbe a divulgação, direta ou indireta, de empresas de apostas de quota fixa, plataformas de conteúdo adulto e serviços sexuais em bens públicos estaduais e em eventos promovidos, patrocinados ou apoiados pelo governo de Minas.

Na ação, a ANJL sustenta que o decreto é inconstitucional por tratar de matéria que seria de competência legislativa privativa da União. A associação argumenta que o governo mineiro teria extrapolado seu poder regulamentar ao impor, por decreto, restrições que deveriam estar previstas em lei.

Ao rejeitar o pedido de suspensão, Dino afirmou que não existe "direito adquirido" de empresas ou organizadores de eventos a receber patrocínio ou apoio financiado com recursos públicos estaduais.

Segundo o ministro, embora as empresas sejam livres para exercer suas atividades dentro dos limites constitucionais e legais, cabe à administração pública decidir como utilizar seus recursos.

Dino afirmou que a atuação do Estado na repressão aos jogos de azar e a outros vícios não se limita à proteção de "bons costumes".

O ministro recorreu ainda ao relatório final da CPI das Bets para sustentar os riscos associados ao setor de apostas.

Dino destacou que a comissão apontou, entre outros problemas, "exploração por organizações criminosas transnacionais", "vinculação com organizações criminosas e outras atividades ilícitas", "lavagem de dinheiro e utilização de estruturas empresariais e financeiras complexas", "fraudes estruturais para indução do consumidor e manipulação dos jogos", "incentivos econômicos fundados nas perdas dos apostadores" e "danos sociais e repercussões econômicas da atividade".

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 16:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mendonça tem até esta segunda para responder a acusações feitas por Moraes no STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/mendonca-tem-ate-esta-segunda-para-responder-a-acusacoes-feitas-por/632526/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem até esta segunda-feira, 21 de setembro, para apresentar sua manifestação sobre as acusações feitas pelo ministro Alexandre de Moraes a respeito de sua atuação em investigações relacionadas ao Banco Master e a suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A manifestação foi determinada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e encerra a etapa de esclarecimentos antes de uma nova análise do procedimento pela Presidência da Corte. A determinação tem caráter preliminar e, segundo a decisão, não representa uma conclusão sobre a validade das acusações.

Moraes questionou a atuação de Mendonça e atribuiu ao colega suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. As acusações surgiram depois que Mendonça pediu que fossem apuradas as relações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Documento da PF é questionado

Entre os elementos apresentados por Moraes está um relatório interno da Polícia Federal sobre a atuação de Mendonça em investigações envolvendo o Banco Master e o INSS.

O documento é classificado pela própria PF como “sem valor probatório” e reúne informações e hipóteses com diferentes níveis de confiabilidade. A corporação, porém, afirmou posteriormente que o material possui autoria institucional, embora não tenha sido assinado por um delegado.

A defesa de Mendonça deve questionar a utilização do documento e sustentar que ele não poderia servir como fundamento para imputações contra o ministro. A manifestação também deve abordar aspectos relacionados à regularidade do procedimento.

O embate entre os dois ministros ocorre em meio à disputa sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master. Mendonça é relator de processos ligados ao caso e, em setembro, retirou parte dos sigilos dos procedimentos após determinação de Fachin.

Julgamento sobre Mendonça foi adiado

O caso ganhou novo capítulo após Fachin adiar o julgamento que estava previsto para 23 de setembro sobre a atuação de Mendonça no episódio envolvendo Moraes.

A decisão ocorreu depois de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes durante sessão do STF em 15 de setembro. Ele propôs que o procedimento contra Mendonça fosse analisado conjuntamente com o processo relacionado às acusações contra Moraes.

Na ocasião, Flávio Dino, Cristiano Zanin e o próprio Moraes apoiaram a proposta. Dino, porém, pediu vista do processo, o que interrompeu a análise. A sessão foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução das investigações e a atuação de Mendonça e Moraes.

Com a manifestação de Mendonça, a Presidência do STF deverá avaliar os próximos passos do procedimento. A resposta do ministro será apresentada em um momento de disputa interna na Corte sobre os processos relacionados ao Banco Master e às acusações envolvendo seus integrantes.
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 11:04:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família feito por Lula e diz que medida não viola legislação eleitoral]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu na sexta-feira, 18 de setembro, reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.

Mendes atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). 

Para o ministro, o reajuste não afronta as regras eleitorais e representa medida legal para atualizar o piso familiar do programa.


A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, afirmou Mendes.


A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal.

O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.

O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.

* Em atualização
Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 09:48:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF mantém condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses no caso do tarifaço]]></title>
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				<description><![CDATA[A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade o recurso do ex-deputado Eduardo Bolsonaro contra a condenação a quatro anos e dois meses anos de prisão no processo do tarifaço.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. Os votos foram proferidos pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além do relator, Alexandre de Moraes.  

O julgamento virtual do caso começou na semana passada e foi finalizado nesta sexta-feira (18).

Em junho deste ano, Eduardo foi condenado pelo crime de coação no curso do processo.

Por unanimidade, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Agência Brasil 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:11:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Carla Zambelli contrata novo advogado para contestar extradição e condenações no STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/zambelli-contrata-novo-advogado-para-contestar-extradicao-stf/632377/</link>
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				<description><![CDATA[A ex-deputada federal Carla Zambelli contratou o advogado brasileiro Eduardo Maurício para reforçar sua defesa e contestar as condenações impostas a ela pela Justiça brasileira.

O novo advogado passou a atuar no caso na quinta-feira, 17 de setembro, e trabalhará em conjunto com o italiano Pieremilio Sammarco em medidas relacionadas aos processos e ao pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, Maurício afirmou que pretende adotar medidas processuais para tentar anular as duas condenações.

Segundo o advogado, as decisões seriam resultado de "perseguição política" e teriam sido tomadas em processos nos quais, na avaliação da defesa, não foram respeitados o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a busca pela verdade dos fatos.

A defesa também pretende contestar o segundo pedido de extradição feito pelo Brasil à Itália.

De acordo com Maurício, a estratégia inclui questionar a imparcialidade dos julgadores envolvidos nos processos, citando os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.




"Estão sendo tomadas as medidas processuais para afastar a segunda extradição requerida pelo Brasil à Itália, justamente pelo fato dos julgadores serem os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos envolvidos em polêmicas no STF ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro", afirmou o advogado em nota.



Maurício declarou ainda que, na avaliação da defesa, não haveria garantia de um julgamento justo e imparcial caso Zambelli seja entregue ao Brasil. O advogado afirmou que entregar Zambelli ao Brasil seria o mesmo que "condená-la à morte".

Em 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela emissão de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

A ex-deputada também recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso ocorreu no segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, com uma arma em punho, o jornalista Luan Araújo pelas ruas da região dos Jardins, em São Paulo.



A situação de Zambelli na Itália

Carla Zambelli está solta desde maio, após permanecer presa na Itália em meio ao processo de extradição para o Brasil. A Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, o envio da ex-deputada ao País para que ela respondesse às condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

O processo de extradição, porém, não foi concluído. A instância máxima do Judiciário italiano anulou, em duas ocasiões, as decisões que autorizavam a extradição, o que resultou na soltura de Zambelli.

O Brasil voltou a pedir a extradição da ex-deputada, mantendo em aberto o processo para que ela seja enviada ao País e cumpra as penas determinadas pelo STF.

Estadão Conteúdo
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				<category>Brasil</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Nunes Marques diz que 'não é preciso alterar o tom para ser ouvido', após julgamento do STF]]></title>
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				<description><![CDATA[Na sua primeira manifestação pública após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada na última terça-feira,15 de setembro, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou que "não é preciso alterar o tom para ser ouvido. A delicadeza e a gentileza também têm força."

A declaração do membro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi dada durante a abertura da sessão do TSE ocorrida na manhã de quinta-feira, 17.

A fala ocorreu no contexto da despedida do ministro Antônio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que participava da sua última sessão na Corte Eleitoral.

"A música popular brasileira, especialmente a bossa nova, nos ensina que elegância é avessa ao excesso", anunciou Nunes Marques em referência ao colega.

A fala de Nunes Marques ocorre em sua primeira manifestação pública após a sessão de julgamento para abertura de investigação contra o também ministro do STF Alexandre de Moraes A sessão foi marcada por tensão, discussão e troca de ofensas entre os ministros.

O conflito entre os ministros, entretanto, começou antes do julgamento de terça-feira. O Estadão teve acesso a uma série de mensagens enviadas por Gilmar Mendes a Nunes Marques e ao ministro Luiz Fux.

"Assumam que estão ferrados e saiam dos processos", escreveu o decano a Nunes Marques.

Mendes também usou termos como "servis" e "submissos" para se referir a Fux e Nunes Marques.

Antes do início do julgamento, Nunes Marques se declarou impedido de participar em razão do seu mandato como presidente do TSE e da potencial repercussão eleitoral da decisão da sessão

Horas antes, mensagens divulgadas indicavam contato entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro.

Antes de se declarar impedido, o ministro falou sobre as mensagens.

"Eu nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master. Meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca foi remunerado pelo banco. Isso é fato, porque o sigilo já foi quebrado", disse.

A sessão para julgamento de Moraes reservou-se a votação sobre uma questão de ordem: a união do processo com o do ministro André Mendonça. No entanto, não houve decisão definitiva e o julgamento foi adiado por até 90 dias, em razão de pedido de vistas feito pelo ministro Flávio Dino. O placar preliminar é de 4x3 pela separação dos processo.

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:37:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dino manda PF investigar relação de Vorcaro com cemitérios, mas veta apuração sobre Mendonça]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou na quinta-feira, 17 de setembro, que a Polícia Federal (PF) e Comissão de Valores Imobiliários (CVM) investiguem a suposta relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com as concessionárias que administram o serviço funerário do município de São Paulo.

A decisão foi tomada após matérias jornalísticas revelarem que o ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, teve um encontro com Vorcaro, em março de 2025.

Na semana passada, Mendonça confirmou a reunião com o ex-banqueiro e disse que o tema do encontro foi a tramitação de uma ação na qual o Master discutia no STF créditos de precatórios de fundos ligados ao banco.

De acordo com a reportagem, os fundos têm participação societária nas empresas que operam os cemitérios. O caso começou a tramitar em 2023 e está sob a relatoria da presidência do STF.

Decisão

Ao determinar a investigação, Dino disse que a apuração deverá envolver somente a suposta relação entre o Master e as concessionárias e não poderá alcançar Mendonça sem autorização prévia do Supremo. 

Dessa forma, o ministro também enviou sua decisão para o presidente do STF, Edson Fachin, para as “medidas que considerar cabíveis".

Cabe ao presidente decidir sobre a abertura de investigação contra membros da Corte.

“Desde logo, esclareço ser vedado qualquer ato investigativo que possa atingir o ministro André Mendonça, pois este encaminhamento compete exclusivamente ao presidente do STF junto ao colegiado”, afirmou.

Cemitérios

Flávio Dino é relator da ação na qual o PCdoB contesta a legalidade dos preços cobrados pelas empresas que operam os cemitérios de São Paulo.

Em novembro de 2024, Dino determinou que sejam cobrados os valores dos serviços funerários praticados antes da concessão dos cemitérios à iniciativa privada.

Segundo levantamento do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), antes da concessão o custo do pacote mais barato de serviços funerários era de R$ 428,04. Depois da concessão das unidades à iniciativa privada, o menor valor de pacote aos clientes passou para R$ 1.494,14. 

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 07:58:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin desmarca julgamento sobre atuação de André Mendonça no caso Master]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-desmarca-julgamento-atuacao-mendonca-no-caso-master/632325/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária da próxima quarta-feira, 23 de setembro, o julgamento de um pedido de investigação sobre a condução dada pelo ministro André Mendonça como relator do caso Master na Corte, que foi desencadeado pela Operação Compliance Zero. 

Fachin tomou a decisão depois da sessão extraordinária da última terça (15), quando o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, levantou uma questão de ordem em julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação sobre o suposto elo entre o ministro Alexandre de Mores e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. 

Na Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Para Gilmar Mendes, os dois pedidos de investigação são correlatos e devem ser julgados em conjunto. O plenário começou a votar a proposta, mas o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 a 3 para que os processos fossem julgados em separado. 

Ao desmarcar, nesta quinta, o julgamento sobre a atuação de Mendonça, Fachin escreveu que tomou a medida devido à “direta relação” deste processo com ponto levantado na questão de ordem.

“A inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirmou o presidente do Supremo. 

A iniciativa de marcar o pedido de investigação contra Moraes primeiro, na sessão extraordinária da última terça, partiu de Fachin, que ao mesmo tempo marcou o processo contra Mendonça para o dia 23. 

Na semana passada, o presidente do STF negou um pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados juntos. O ministro alega que a análise sobre desvios na relatoria de Mendonça tem efeito direto na análise sobre seu caso. 

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:51:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pesquisa Atlas/Bloomberg: 49,5% dizem que crise no STF prejudica mais Lula]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/pesquisa-atlasbloomberg-495-dizem-que-crise-no-stf-prejudica-mais/632291/</link>
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				<description><![CDATA[Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 17, mostra que para 49,5% dos eleitores entrevistados, a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica mais a candidatura do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 20,9% têm a mesma percepção em relação à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 14,4% dizem que a situação prejudica igualmente os dois candidatos e 6,7% consideram que não afeta ninguém. Eleitores que não sabem são 8,6%.

A AtlasIntel ouviu 5.018 entrevistados, com 16 anos ou mais, pela internet, de 11 a 16 de setembro.

A margem de erro é de 1 ponto porcentual (p.p.), para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.

Estadão Conteúdo 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:54:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Master: Conselho Superior do MPF analisa mensagens de Vorcaro citando o procurador-geral Paulo Gonet]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/master-conselho-superior-do-mpf-analisa-mensagens-de-vorcaro-e-gonet/632243/</link>
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				<description><![CDATA[O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) marcou para 25 de setembro debate sobre o procedimento interno acerca das menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 

O caso é relatado pelo subprocurador-geral da República, Francisco de Assis Sanseverino, um dos conselheiros, e foi aberto após representação de deputados do partido Novo. Eles pediram para Gonet ser afastado das investigações do caso Master. 

O PGR não responde a um processo administrativo, passível de punições. O conselho deverá se ater a discutir se a menção a Gonet em relatório da PF compromete sua imparcialidade no caso Master. 

Em defesa enviada na terça-feira (15), Gonet disse que pode afirmar, em termos bastante diretos e simples, que não tem "com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”. 

Durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), também na terça, Gonet disse ter se encontrado com Vorcaro apenas uma vez, de forma “brevíssima e banal”, em decorrência da participação de um painel jurídico em Londres que tinha o Master entre os patrocinadores. 

Na defesa ao Conselho Superior, o PGR disse que não tinha conhecimento prévio de quem eram os patrocinadores do evento. Gonet enfatiza ainda não ter sido encontrado no telefone de Vorcaro nenhum contato relativo a ele. 

Os investigadores da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro, apontam para menções a Gonet em conversas do ex-banqueiro com o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

“Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei”, diz Vorcaro em uma das mensagens.

Para os delegados responsáveis pela Compliance Zero, tratam-se de Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF). Gonet também aparece em conversas de Vorcaro com o advogado Ciro Soares. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 15:17:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Eu não era presidente": Lula contesta Flávio Bolsonaro sobre indicação de Moraes ao STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/eu-nao-era-presidente-lula-contesta-flavio-bolsonaro-sobre/632218/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 16, que não foi responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao rebater críticas de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o petista, os ataques de Flávio ao magistrado são motivados pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e não pelo caso Banco Master.

"Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte", enfatizou, durante participação no podcast Desce a Letra. Lula afirmou que Flávio divulgou um vídeo na terça-feira, 15, atribuindo a ele responsabilidade por Moraes.

Ao responder ao adversário, porém, Lula errou ao afirmar que Flávio já era senador quando Moraes foi indicado e sugerir que ele teria votado na indicação. O ministro foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017, enquanto Flávio tomou posse no Senado em 2019.

"Ele era senador, ele deve ter votado no Alexandre de Moraes", disse Lula. O presidente também ressaltou que não foi responsável pelas indicações de Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos por Bolsonaro.

Na avaliação do petista, a ofensiva de Flávio contra Moraes está ligada às decisões do ministro contra seu pai e os envolvidos nos atos golpistas. "A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro", afirmou. "Eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master."

Apesar de defender a atuação do magistrado, Lula afirmou que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos. "O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas, se a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço. Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin", declarou.

O presidente disse que Moraes prestou "dois grandes serviços à democracia brasileira" e destacou sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022. Segundo Lula, Bolsonaro tentou destruir a credibilidade das urnas eletrônicas.

O ex-presidente cumpre pena após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado relacionada aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ele também foi tornado inelegível por conta de uma reunião com embaixadores em 2022, quando proferiu ataques infundados e espalhou desinformação sobre a segurança das urnas.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 11:13:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Geramos intranquilidade": Cármen Lúcia lamenta crise no STF durante julgamento sobre Moraes]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/geramos-intranquilidade-carmen-lucia-lamenta-crise-no-stf/632217/</link>
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				<description><![CDATA[A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou a exposição negativa da Corte nas últimas semanas, em função das denúncias de envolvimento de magistrados do tribunal no caso do Banco Master. A manifestação da magistrada ocorreu nesta terça-feira, 15 de setembro, durante julgamento que decidiria sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

"Estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, mas eu disse que estava triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias", afirmou a ministra.

Segundo Cármen Lúcia, houve uma espetacularização desse caso, o que fez grande mal à sociedade, que deveria estar discutindo os rumos do país em meio ao processo eleitoral. "Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade, essa é a minha percepção. Inebriamos o sentimento de justiça da cidadania estes últimos dias", apontou.

A sessão acabou sendo suspensa, após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Com isso, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3 a favor da análise separada sobre a conduta de Moraes e os atos praticados pelo então relator do caso Master, ministro André Mendonça, que encaminhou denúncias contra o colega e outras autoridades, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A própria ministra Cármen Lúcia acompanhou a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de votar em separado as denúncias contra Mendonça e Moraes. O mesmo entendimento foi seguido pelos ministros Luiz Fux e pelo próprio Mendonça, formando a maioria parcial.

Já os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos por Gilmar Mendes, formulador da questão de ordem, além de Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Como Dino pediu vista, sua posição a favor do julgamento em separado não foi considerada no placar.

Voto de Luiz Fux

Antes do voto de Cármen Lúcia, o ministro Luiz Fux também registrou a posição a favor do julgamento em separado das suspeitas envolvendo Moraes e Mendonça.

"Não há mais tênue conexão entre essas duas petições. Uma alega abuso de autoridade [de Mendonça] e outra alega atos supostamente ilícitos praticados por um membro dessa corte [Moraes]. Uma coisa é abuso de autoridade, outra é essa investigação. Não há causas penais, não há processo criminal, não há inquérito", disse.

"O que houve foi uma divergência entre dois ministros para deliberar sobre determinados fatos. No meu modo de ver, a presidência foi instada a compor essa divergência e o fez pela via administrativa que o Regimento [do STF] lhe faculta", acrescentou Fux.

Entenda

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário.

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes.

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro.

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente.

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Alexandre de Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado nem contém o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e "sem valor probatório".

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

Agência Brasil 
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 10:39:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Lula defende reforma profunda no Judiciário e propõe discutir mandato de ministros do STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/lula-defende-reforma-profunda-no-judiciario-e-propoe-discutir-mandato/632207/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 15, em entrevista à Record, que é preciso ter uma reforma profunda no Poder Judiciário. Segundo Lula, é preciso discutir tempo de mandato de ministros e redefinir os critérios de escolha dos magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida", declarou o presidente.

Lula também defendeu o estabelecimento de "critérios de moralização", declarando que membros do Judiciário não podem querer enriquecer e nem ter parentes advogando em processos relacionados ao STF.

"Tem que ter uma coisa clara: quem for ministro ou estiver no Poder Judiciário, não pode querer ficar rico. As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e um filho advogando, uma mulher advogando e um pai advogando na própria Suprema Corte. É preciso criar critérios de moralização", disse Lula.

Lula passou a defender, com mais ênfase, uma reforma no Judiciário como forma de mitigar os impactos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) em sua campanha. Seu partido, o PT, já tem defendido ao menos desde o início deste ano esta posição.

O presidente não tem sido explícito sobre quais medidas estariam presentes em uma eventual reforma do Judiciário em seu quarto mandato. O estabelecimento de mandatos para ministros dos tribunais superiores, por exemplo, é um dos pontos citados de forma lateral. Limites às decisões monocráticas também estão entre os pontos citados para uma reforma. O PT tem defendido maior representatividade da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O STF vive uma crise institucional que se intensificou nas últimas duas semanas. O último capítulo, responsável por mergulhar o STF em uma crise de vez, foi a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Moraes. A investigação também mostrou que o ministro do Supremo editou o contrato firmado entre o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Master.

Estadão Conteúdo 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 08:12:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF encerra sessão com 4x3 para julgar Alexandre de Moraes e André Mendonça separados; Dino pede vista]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf-encerra-sessao-julgar-moraes-mendonca-separados-dino/632188/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir se os casos dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser julgados simultaneamente.

O pedido foi feito após os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes iniciarem um bate-boca sobre a condução do caso Master.

Com o pedido de vista, a análise do caso não tem data para ser retomada. O placar parcial do julgamento ficou em 4 votos a 3.

Os votos pelo julgamento conjunto foram proferidos pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Apesar de ter defendido o julgamento conjunto, Dino pediu para não computar sua posição no placar provisório por ter pedido vista. 

O presidente do STF, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça votaram pelo julgamento separado.

Entenda

Nesta terça-feira (15), o plenário do STF analisava um relatório da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF) que vincula Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. A sessão extraordinária foi marcada pelo presidente da Corte, Edson Fachin. 

O relatório com menções a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo sobre o documento. O ato desencadeou uma crise institucional sem precedentes no STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a Fachin a anulação do relatório parcial. O órgão argumenta que o documento é irregular porque Mendonça permitiu que a investigação avançasse sobre um ministro do Supremo sem comunicar isso ao presidente da Corte ou ao plenário. 

A PGR sugere que isso pode representa direcionamento por parte de Mendonça, entre outros argumentos. O nome do procurador-geral da República, Paulo Gonet, contudo, também aparece nas mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

O relatório divulgado por Mendonça apresenta 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro aparenta ter uma relação de proximidade com o ministro. 

Em um trecho do que aparenta ser uma conversa, Vorcaro sugere ter enviado para a consideração de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. Segundo a PF, as mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Em defesa apresentada na madrugada desta terça (15), o ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e classificou o relatório que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como inconstitucional e ilegal.

Reação

Em reação ao relatório da PF, Moraes divulgou, em 2 de setembro, o que disse ser um relatório de inteligência também da PF, no qual se sugere que Mendonça possa ter direcionado as investigações da Operação Compliance Zero para atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro.

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 19:12:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF: presidente eleito poderá indicar três ministros até 2030 por conta de aposentadorias; veja quem sai]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf-presidente-eleito-podera-indicar-ministros-aposentadoria/632184/</link>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) passará por uma mudança significativa de composição nos próximos quatro anos. Três dos 11 ministros da Corte atingirão a idade-limite para a aposentadoria compulsória, são eles: Luiz Fux, em 2028; Cármen Lúcia, em 2029; e Gilmar Mendes, no fim de 2030. Pela legislação atual, ministros do STF devem deixar o cargo ao completar 75 anos.

O calendário abre espaço para que o presidente eleito nas eleições deste ano indique, ao longo do mandato iniciado em 2027, os substitutos dos três magistrados. Juntas, as vagas equivalem a quase um terço da composição do Supremo.

O número de indicações ainda poderá aumentar caso algum outro ministro opte por se aposentar antes da idade compulsória.

Depois desse ciclo, a próxima aposentadoria obrigatória será a de Edson Fachin, prevista para 2033. Os demais integrantes do tribunal, pela regra atual, poderão permanecer no STF por mais de uma década.

O Supremo, no entanto, já tem uma cadeira aberta desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.

A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi rejeitada pelo Senado. Lula ainda não fez nova indicação para a vaga.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 18:42:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes diz ter provas e testemunhas de pressão por delação e Mendonça rebate: "Mentira"; veja vídeo]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que tem testemunhas para atestar que o ministro André Mendonça, seu colega na Corte, exigiu da Polícia Federal para que o envolvesse no caso do Banco Master (assista vídeo abaixo).

As declarações ocorreram nesta terça-feira, 15, durante julgamento no STF sobre a petição que aponta supostas mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Moraes disse que, depois de ser julgado, também é necessário que o STF julgue Mendonça na próxima semana.

Em seguida, disse que é preciso levar ao plenário as testemunhas de que o seu colega de Tribunal interferiu na Polícia Federal. Moraes afirmou ainda que houve uma "investigação fraudulenta" contra ele.

"Não há como julgar hoje sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal, presidente? Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na delação premiada? E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar", disse.

Moraes continuou:

"Não só policiais. Advogados, testemunhas. Eu tenho testemunhas que o ministro André, em reunião, disse...". No mesmo momento, Mendonça disse "isso é mentira". Moraes rebateu: "Então, vamos chamar as testemunhas?". Mendonça então afirmou que as testemunhas podem ser chamadas, mas que vão mentir.

Moraes continuou, alegando que Mendonça chamou a Polícia Federal para interferir no processo.

"Chamou. &#39;Inclui o ministro Alexandre&#39;. Por quê? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste País. É isto, presidente", disse Moraes.

Veja vídeo:





 


 

 



 




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O ministro também negou ter feito uso de um documento apócrifo para pedir que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

É classificado como "apócrifo" o documento sem valor probatório. O ministro se refere a um relatório de inteligência interno da Polícia Federal.

"Não tem nenhum documento apócrifo. Todos sabem o que é um relatório de inteligência. Os relatórios de inteligência estavam registrados. É só pegar o registro, quem fez e vamos chamar aqui neste Supremo Tribunal Federal", afirmou.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:54:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dino pede a Fachin investigação de relação de instituto fundado por Mendonça com Banco Master]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/dino-pede-a-fachin-investigacao-de-instituto-fundado-mendonca-master/632156/</link>
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				<description><![CDATA[Uma hora antes do início da sessão de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes com Vorcaro, Flávio Dino proferiu uma decisão na qual acusa André Mendonça de favorecer interesses do Banco Master e da Prefeitura de São Paulo em troca de verbas para o instituto Iter, fundado por Mendonça.

Em uma ação movida pelo PCdoB sobre a concessão dos serviços cemiteriais de São Paulo, que identificou a participação do cunhado de Daniel Vorcaro no conselho da concessionária, Dino proferiu uma decisão nesta terça-feira, 15, pedindo documentos à Prefeitura de São Paulo e ao Ministério Público de SP sobre o assunto e lançando acusações contra André Mendonça.

A justificativa apresentada pelo ministro seriam "outros fatos conexos (...) que demandam esclarecimento". A decisão foi tomada de ofício, sem uma provocação pelas partes, e divulgada pouco antes do julgamento contra Moraes.

O ministro Flávio Dino escreveu que proferiu uma decisão em 13 de março determinando medidas para coibir preços abusivos das concessionárias do serviço funerário, mas afirmou que o julgamento do assunto foi suspenso por um pedido de vista de André Mendonça. Em seguida, Dino insinua que André Mendonça tomou medidas com o objetivo de beneficiar o Banco Master, beneficiar seu irmão, que ocupava cargo na prefeitura, e obter recursos para o instituto.




Ocorre que, em 14 de março de 2025 - um dia antes da formulação do referido pedido de vista -, consoante informações confirmadas pelo próprio Ministro André Mendonça, Sua Excelência recebeu, na sede de uma empresa privada, em São Paulo, o Sr. Daniel Vorcaro. Como vimos acima, havia elevados interesses de fundos geridos pelo Banco Master exatamente em temas atinentes à privatização de cemitérios. Vale recordar que o Sr. Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) é vinculado à Igreja Batista da Lagoinha, e simultaneamente exercia cargo diretivo na empresa Cortel (concessionária de cemitério em São Paulo)", escreveu Dino.



Aliado de Moraes, Dino afirma que Mendonça votou contra sua medida cautelar e de forma favorável aos cemitérios privados. Em seguida, acusa o colega de ter feito isso por interesses próprios.




Conforme noticiado, em 24 de setembro de 2025 - após o voto do Exmo. Ministro André Mendonça no sentido de não referendar a medida por mim deferida -, o Instituto celebrou com a Prefeitura do Município de São Paulo, por intermédio da Secretaria Municipal de Gestão, o Termo de Contrato nº. 32/SEGES/2025, mediante contratação direta fundada no art. 74, III, "f", da Lei nº. 14.133/2021. O contrato, no valor de R$ 380.000,00, teve por objeto a prestação de serviços especializados de treinamento e aperfeiçoamento de agentes públicos municipais, mediante os cursos "Governança e Gestão Estratégica em Contratações Públicas" e "Excelência na Gestão e Fiscalização Contratual", realizados no âmbito da Escola Municipal de Administração Pública de São Paulo (EMASP)", diz na decisão.



Ao final, Flávio Dino pede que cópia da decisão seja enviada ao presidente do STF, Edson Fachin, para instruir um procedimento que acusa André Mendonça de quebra da imparcialidade e direcionamento das investigações do Banco Master.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 14:38:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Julgamento do STF: Nunes Marques se declara impedido para analisar conversas entre Moraes e Vorcaro]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/julgamento-do-stf-nunes-marques-se-declara-impedido-para-analisar/632144/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito no julgamento que vai decidir sobre a abertura de investigação relacionada ao ministro Alexandre de Moraes devido às supostas conversas do magistrado com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O ministro disse que, como também exerce a função de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve ser declarado impedido por eventual impacto na eleição. "Eu não tenho dúvida de que este julgamento eventualmente pode, também, impactar no cenário político e eleitoral. Então, na condição de presidente do TSE, eu não me sinto confortável para participar deste julgamento e afirmo o meu impedimento", declarou.

A decisão de Nunes Marques, manifestada nesta terça-feira, 15, foi tomada após vazamentos de mensagens terem citações de seu nome como envolvido com o Banco Master. Antes de se declarar impedido, Nunes Marques disse que nunca julgou processos relacionados ao Banco Master e que o seu filho nunca prestou serviços à empresa de Vorcaro, nem sequer foi remunerado. "Quanto a isso, eu tenho absoluta isenção. E minha isenção está calcada e absolutamente comprovada nos votos que eu proferi", disse.

O magistrado continuou: "Se eu me sentisse desconfortável ou cooptado de alguma forma, jamais teria votado pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, de seu pai e de outras pessoas envolvidas. Mas nós sabemos que os impedimentos e as suspeições não decorrem tão somente de culpabilidade".

Nunes Marques argumentou que, não só ministros de STF, mas também de outras esferas do Judiciário e de Estado, "sempre irão sofrer algum tipo de influência de pessoas que tentam se aproximar, às vezes com objetivo imediato, e outros, sem objetivo algum, apenas por estar perto de Cortes".

O ministro pontuou: "Nenhum de nós estará livre disso enquanto erguermos as nossas togas. É bom que registrem que, em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem, não há registro de nenhuma mensagem minha com Daniel Vorcaro".

Como mostrado pelo Estadão/Broadcast, mensagens em celular de Daniel Vorcaro indicam pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques.

Além disso, foram encontradas mensagens enviadas por uma mulher que informou ao banqueiro, em fevereiro de 2025, que "as meninas estão prontas" e pediu um endereço. Em 7 de março, a mulher mandou outras mensagens a Vorcaro: "A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né? Ela disse que ficou com o Kássio! Ela tá me cobrando aqui".

Aliado de André Mendonça, Nunes Marques acompanhou o colega para confirmar a decisão que havia afastado o diretor-geral da Polícia Federal (PF) na semana passada. A expectativa era que seu voto fosse a favor da abertura de investigação de Moraes.
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 12:22:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes diz que vai intimar testemunhas para reforçar acusações contra André Mendonça com base em relatório da PF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/moraes-diz-que-vai-intimar-testemunhas-para-reforcar-acusacoes-contra/632140/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/moraes-diz-que-vai-intimar-testemunhas-para-reforcar-acusacoes-contra/632140/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou na sua peça de defesa que vai intimar testemunhas para corroborar as acusações dos relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre suposta parcialidade e direcionamento das investigações por seu colega André Mendonça.

Moraes usou os relatórios de inteligência da PF para incluir Mendonça no inquérito das fake news e acusá-lo de abuso de autoridade. Como mostrou o Estadão, os relatórios eram apócrifos e se classificavam como sem valor probatório.

Na sua defesa, o ministro admitiu que os relatórios não tinham valor de prova, mas afirmou que poderiam ser usados como "meios de obtenção de prova" da mesma forma como um acordo de delação premiada. Os próprios relatórios, porém, afirmam que servem apenas para informar a direção da PF para adotar medidas de gestão e que não podem ser usados como instrumento de acusação.

Com base nesse raciocínio, Moraes afirmou que vai intimar testemunhas para corroborar as acusações contra André Mendonça.

Moraes classificou de "patética" a afirmação de que os relatórios demonstravam o monitoramento de ministros do STF e disse que tomou conhecimento dos documentos "por indagações de vários jornalistas sobre minha eventual ciência de que estaria sendo investigado pelo ministro relator, André Mendonça".

"Importante salientar que Relatórios de Inteligência tem a mesma força probante de Colaborações Premiadas, ou seja, são meios de obtenção de prova, que devem ser comprovados por outras provas. Exatamente por isso, em relação a essa conduta absurda do Ministro relator, irei solicitar ao Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que intime diversas testemunhas que presenciaram, em várias reuniões, os diversos pedidos do Ministro André Mendonça para a Polícia Federal solicitar medidas contra o Ministro Alexandre de Moraes, bem como, incluí-lo, juntamente com o Presidente do Senado Davi Alcolumbre, na colaboração premiada, mesmo sempre sendo informado que não havia nenhum mínimo indício para isso, por total ausência de prática de infração penal de ambos. As testemunhas serão indicadas no momento adequado", escreveu.

Estadão Conteúdo 
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 10:38:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Motivação político-eleitoral": defesa de Moraes nega irregularidades no Banco Master e chama investigação de "ilegal"]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/defesa-de-moraes-nega-irregularidades-no-caso-banco-master-e-chama/632135/</link>
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				<description><![CDATA[Às vésperas do Plenário da Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, em manifestação enviada à Corte, ter cometido qualquer irregularidade relacionada ao Banco Master. No documento, ele também afirma que a investigação aberta a partir de uma determinação do ministro André Mendonça foi conduzida de forma “ilegal” e com “motivação político-eleitoral”.

A manifestação, de 44 páginas e dividida em 121 tópicos, foi enviada nesta segunda-feira, 14 de setembro, ao presidente do STF, Edson Fachin. Embora tenha sido apresentada no âmbito da Petição 16.704, aberta pela Presidência do Supremo, Moraes esclarece que suas informações tratam especificamente da Petição 16.662.

O processo será analisado pelo Plenário do STF em sessão extraordinária nesta terça-feira, 15 de setembro, às 10h. O julgamento terá como foco o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório produzido pela Polícia Federal (PF) e extinguir a petição.

A Petição 16.662 havia sido inicialmente conduzida por Mendonça e surgiu a partir de informações produzidas no âmbito das investigações sobre o Banco Master. No sábado (12), Fachin determinou que o processo passasse para a Presidência do Supremo.

Moraes contesta acusações e questiona relatório da PF

Logo no início da manifestação, Moraes afirma que a apuração não encontrou indícios de que ele tivesse conhecimento prévio da operação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro também nega ter procurado autoridades, vazado informações ou praticado qualquer ato com o objetivo de favorecer o empresário ou o Banco Master.

Na defesa, Moraes afirma que não há elementos que comprovem a prática de infração penal e defende a “nulidade” do relatório produzido pela Polícia Federal.

Ao tratar das acusações, o ministro afirma que houve uma “farsa montada e divulgada” e relaciona a investigação a uma tentativa de “vingança” ligada às condenações decorrentes da trama golpista.

Moraes também sustenta que a tentativa de golpe de Estado não teria terminado em 8 de janeiro de 2023, mas apenas mudado de método. Segundo ele, o Supremo deverá novamente “resistir” para defender a Constituição, o Estado de Direito e a democracia.

A manifestação também apresenta críticas à atuação de André Mendonça. Moraes afirma que o colega teria direcionado a investigação e determinado diligências envolvendo um ministro do STF sem pedido da Polícia Federal, manifestação prévia da PGR ou autorização do Plenário.

Segundo Moraes, diante de eventuais indícios contra um integrante da Corte, Mendonça deveria ter encaminhado o material à Presidência do Supremo, para que o caso fosse submetido à Procuradoria e posteriormente analisado pelo colegiado.

O ministro cita relatórios internos da PF para afirmar que Mendonça demonstrava interesse na abertura de uma investigação formal contra ele. Ainda segundo Moraes, o colega teria solicitado mais de uma vez que policiais apresentassem alguma provocação que permitisse o avanço da apuração.

A manifestação também menciona o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Moraes sustenta que o direcionamento da investigação teria atingido o senador e acusa Mendonça de agir por motivos “pessoais e políticos”.



Arte: Portal de Prefeitura

Ministro levanta hipótese de interferência estrangeira

Outro ponto da defesa é a contestação à forma como o relatório da Polícia Federal foi produzido. Moraes afirma que teria ocorrido uma quebra da cadeia de custódia do material analisado e questiona se o documento foi elaborado integralmente dentro da PF.

Na manifestação, o ministro levanta a hipótese de participação de um órgão externo, “provavelmente órgão estrangeiro”, na produção do relatório. Ele relaciona essa possibilidade a uma suposta tentativa de interferência nas eleições brasileiras de 2026.

A afirmação, porém, é apresentada por Moraes como uma hipótese. No trecho mencionado da defesa, o ministro não identifica qual seria o suposto órgão estrangeiro envolvido nem apresenta uma prova conclusiva de participação externa.

Para Moraes, o relatório seria “imprestável” como prova porque não permitiria verificar de maneira segura a origem e a integridade dos dados utilizados. Ele também afirma que os metadados indicariam que o documento foi aberto e finalizado no mesmo dia em computadores da Polícia Federal.

A defesa ainda contesta a interpretação dada às anotações encontradas no celular de Daniel Vorcaro. Moraes afirma que, das 52 notas analisadas, 47 não foram localizadas em conversas no WhatsApp.

O ministro sustenta também que não há mensagem de sua autoria indicando favorecimento, consultoria jurídica ou conhecimento antecipado da operação policial.

Outro argumento apresentado é que Moraes jamais julgou processo envolvendo o Banco Master ou Daniel Vorcaro. Segundo ele, não existe decisão ou ato de ofício de sua autoria relacionado ao empresário ou à instituição financeira.

Moraes também nega ter mantido contato com autoridades responsáveis pela Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Vorcaro.

Na avaliação apresentada pelo ministro, a própria prisão do banqueiro contraria a hipótese de vazamento de informações. Ele afirma que Vorcaro foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos quando embarcava com o passaporte verdadeiro e portava o próprio telefone celular, posteriormente apreendido e incorporado às investigações.

 
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:48:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Julgamento do STF: Plenário decide hoje se Moraes será investigado por mensagens de Vorcaro; veja onde assistir]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/julgamento-do-stf-plenario-decide-hoje-se-moraes-sera-investigado-por/632134/</link>
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				<description><![CDATA[Há poucas horas! O futuro de uma possível investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes será definido nesta terça-feira, 15 de setembro, quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa o caso envolvendo mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ao integrante da Corte.

O julgamento está previsto para começar às 10h e será transmitido ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.

A inclusão do processo na pauta do Plenário ocorre após uma sequência de decisões relacionadas ao caso. O processo foi incluído no calendário de julgamento para esta terça-feira (15), conforme registro oficial do STF.

O que será analisado pelo STF

A discussão envolve o conteúdo de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e a possibilidade de abertura de uma investigação sobre a relação do empresário com Alexandre de Moraes.

O caso passou anteriormente pela Segunda Turma do Supremo. Em 8 de setembro, o ministro André Mendonça, relator, votou pela manutenção de uma decisão anterior, sendo acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Na ocasião, o ministro Gilmar Mendes pediu vista dos autos, suspendendo o julgamento.

Posteriormente, o processo foi encaminhado para análise do Plenário, que reúne os 11 ministros do STF. O julgamento foi oficialmente incluído no calendário para 15 de setembro.

O processo também passou por mudanças de tramitação nas últimas semanas. Em 1º de setembro, André Mendonça determinou o levantamento do sigilo dos autos, permitindo que informações do caso viessem a público.

Onde assistir ao julgamento

A sessão extraordinária será transmitida a partir das 10h pelos canais oficiais do Supremo. O julgamento poderá ser acompanhado pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.

A análise ocorre em meio à crise interna que envolve diferentes integrantes da Corte e às discussões sobre as relações entre autoridades públicas, empresários e o funcionamento do Judiciário.

O resultado da sessão desta terça-feira deverá definir os próximos passos do processo relacionado às mensagens de Daniel Vorcaro e à eventual investigação envolvendo Alexandre de Moraes.
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 08:08:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Bolsa Família: STF vai discutir se Governo Federal pode limitar ingresso de beneficiários que moram sozinhos]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/bolsa-familia-stf-governo-ingresso-beneficiarios-sozinhas/632129/</link>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se o governo pode limitar a 16%, em cada município, a quantidade de pessoas que moram sozinhas (“famílias unipessoais”) que ingressam no Programa Bolsa Família, mesmo que a lei não tenha estabelecido esse percentual.

Por unanimidade, a matéria, tratada no Recurso Extraordinário (RE) 1614224 teve repercussão geral reconhecida (Tema 1.472) no Plenário Virtual, e a tese a ser definida no julgamento de mérito (sem data definida) será aplicada a todos os casos semelhantes em andamento na Justiça. 

A restrição foi estabelecida inicialmente pela Portaria 911/2023 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Depois, a Lei 15.077/2024 incluiu o artigo 12-A na Lei 14.601/2023, que criou o novo Bolsa Família, autorizando a administração pública a estabelecer limite para famílias unipessoais, mas sem definir percentual. 

O caso  

A controvérsia começou depois que um beneficiário do programa federal deixou de receber o Bolsa Família. Morador de Carpina (PE), desempregado e vivendo de trabalhos informais, ele mora sozinho.  

Mesmo após atualizar os dados no Cadastro Único (CadÚnico) e tentar novamente entrar no programa, não recebeu o benefício. Com apoio da Defensoria Pública da União (DPU), recorreu à Justiça para receber as parcelas não pagas desde março de 2023 e ser incluído na folha regular do programa. 

O caso chegou à Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais (TNU), que entendeu que cabe ao Executivo definir critérios de prioridade e seleção para o acesso ao programa. Segundo a TNU, essas regras podem ser estabelecidas por atos infralegais, mesmo sem previsão específica em lei. Dessa decisão, a DPU recorreu ao STF.   

Impacto nacional 

Em manifestação pelo reconhecimento da repercussão geral, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, considerou que a questão tem relevância econômica, política, social e jurídica e ultrapassa os interesses das partes.

Ele destacou o alcance do Bolsa Família, que atende milhões de famílias em situação de vulnerabilidade e é uma das principais políticas de proteção social e transferência direta de renda do país. 

Para Fachin, a discussão envolve a compatibilidade da limitação com os princípios da legalidade e da isonomia, além dos limites das competências do Executivo, da eficiência na gestão dos recursos públicos e do equilíbrio orçamentário.

Supremo Tribunal Federal
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 21:12:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF define rito de sessão que vai analisar conversas de Moraes e Vorcaro nesta terça (15); veja detalhes]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf-define-rito-de-sessao-analisar-conversas-moraes-vorcaro/632126/</link>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou o rito que será adotado durante a sessão desta terça-feira, 15 de setembro, que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com o procedimento definido pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, a sessão será aberta às 10h.

Em seguida, a secretária da sessão fará a leitura da ata da sessão anterior da Corte, e Fachin vai realizar as saudações de praxe a todos os ministros.

O ministro chamará o processo para julgamento e passará a palavra ao ministro André Mendonça, que fará a leitura do relatório. O caso chegou a Fachin após Mendonça, informar sobre possíveis conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Depois, a palavra será dada à Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a manifestação da procuradoria, a votação será iniciada. O STF não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar da sessão.

O plenário também é composto pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino, Nunes Marques, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

A participação de Dias Toffoli também não está confirmada. No início deste ano, Toffoli se declarou impedido de participar de julgamentos sobre o caso Master após a imprensa revelar que o ministro é dono de um resort que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao banco.

Mais cedo, o STF confirmou que a sessão da Corte terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet. 

A Corte também adotou medidas de segurança durante o julgamento. A entrada do plenário contará com detectores de metais e equipamento de raio-X e todos as pessoas deverão passar pelos procedimentos de segurança.

O uso de celulares durante a sessão será totalmente proibido, e os aparelhos deverão ser lacrados na entrada do plenário. O trânsito na Esplanada dos Ministérios será interditado na altura do Congresso Nacional. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 19:56:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF confirma transmissão pela internet de sessão sobre Alexandre de Moraes ]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf-confirma-transmissao-pela-internet-de-sessao-sobre-moraes/632110/</link>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta segunda-feira, 14 de setembro, que a sessão da Corte que vai analisar as conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro terá transmissão ao vivo pela TV Justiça e pela internet, acessível a todo o público.

A Corte também adotou medidas de segurança durante o julgamento, que está previsto para começar às 10h desta terça-feira (15). As vagas no plenário serão destinadas a pessoas previamente inscritas pelo cerimonial do STF.

A entrada do plenário contará com detectores de metais e equipamento de raio-X e todos as pessoas deverão passar pelos procedimentos de segurança.

O uso de celulares durante a sessão será totalmente proibido, e os aparelhos deverão ser lacrados na entrada do plenário.

O trânsito na Esplanada dos Ministérios será interditado na altura do Congresso Nacional. 

Entenda

No início deste mês, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, informou a Edson Fachin que a Polícia Federal encontrou mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, e afirmou que é necessário que o plenário decida sobre a abertura de uma investigação.

Após a divulgação do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas.

Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 17:22:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Master: Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Daniel Vorcaro]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/master-mendonca-retira-sigilo-de-processo-pagamentos-vorcaro/632102/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira, 14 de setembro, o sigilo sobre um processo que trata da rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

A medida foi tomada após determinação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Mais cedo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia opinado pela retirada do sigilo que ainda vigorava sobre o processo. 

Fachin, por sua vez, havia sido acionado pelo ministro Alexandre de Moraes, que em ofício disse ser essencial a quebra do sigilo da petição sobre os pagamentos de Vorcaro antes do julgamento marcado para terça-feira (15). Amanhã, o plenário decidirá sobre a abertura de investigação sobre Moraes. 

Com a nova retirada de sigilo, o STF derrubou o segredo judicial sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Julgamento 

No julgamento de terça, os ministros devem se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal (PF) que traz 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes, com quem o ex-banqueiro demonstra ter relação próxima. 

O material foi recuperado do celular apreendido de Vorcaro. As mensagens foram enviadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, dia em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Nas mensagens, Vorcaro aparenta compartilhar com Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre a operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. 

O relatório veio à tona no início de setembro, quando o sigilo sobre o material foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O ato desencadeou uma crise sem precedentes na Corte, com embate entre os ministros. 

A PGR pediu ao Supremo a anulação do relatório, devido a supostas irregularidades na sua produção. Segundo o órgão, o relator não poderia ter autorizado o avanço das investigações sobre um ministro do Supremo sem ter informado ao plenário previamente. 

Reação

Em resposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual haveria direcionamento das investigações do caso Master por Mendonça, com objetivo de atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:21:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Polícia Federal entrega a Gilmar e Zanin íntegra dos dados do celular de Vorcaro]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/pf-entrega-a-gilmar-e-zanin-integra-dos-dados-do-celular-de-vorcaro/632080/</link>
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				<description><![CDATA[Os gabinetes dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes confirmaram nesta segunda-feira, 14 de setembro, terem recebido da Polícia Federal (PF) a íntegra do material extraído do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. 

O material foi entregue após os ministros terem enviado ofícios à PF determinando a entrega dos dados, depois de o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, ter resistido na liberação. 

No sábado (13), Mendonça alegou que disponibilizar o material colocaria em risco investigações em curso e “somente contribuiria para tumultuar” um julgamento sobre a ligação entre Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. 

A entrega da íntegra do material foi requerida na semana passada por Zanin e Gilmar Mendes. Eles alegam que precisam analisar todas as mensagens enviadas por Vorcaro, e não apenas o recorte feito pelos investigadores da PF, antes de participar do julgamento. 

Moraes também cobrou que Fachin determinasse a remessa do espelhamento do celular de Vorcaro a todos os ministros do Supremo, afirmando que "não cabe ao relator escolher quais os documentos acessíveis ao colegiado para realizar seu julgamento".

Mendonça, por sua vez, alegou que o acesso ao material não seria necessário ao julgamento, que possui acesso “exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”.

Julgamento

Nesta terça (15), o plenário do STF tem marcado o julgamento de um relatório da PF segundo o qual Vorcaro enviou 52 mensagens a Moraes, com quem aparentava ter relação próxima, entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. 

Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter enviado para a apreciação de Moraes um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro trecho, o ex-banqueiro busca informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. 

Até o momento, Moraes nega qualquer contato com Vorcaro. A PF informou que as respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser recuperadas. 

Ainda não foi esclarecido pelo Supremo qual será o rito do julgamento, nem se Moraes e Mendonça deverão participar da sessão plenária. A Constituição e o regimento interno preveem a competência exclusiva do plenário para processar e julgar ministros da Corte, mas não trazem detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

Entenda 

O plenário do STF deverá decidir, no julgamento marcado para terça, se abre ou não uma investigação sobre a ligação entre Vorcaro e Moraes. 

Os ministros deverão decidir sobre um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o relatório da PF sobre o tema seja anulado. O órgão alega que a produção do documento foi irregular, pois Mendonça não comunicou à presidência do Supremo nem pediu aval do plenário antes de autorizar o avanço das investigações contra um colega. 

Ao retirar o sigilo sobre o relatório da PF com citação a Moraes, o relator do caso Master pediu que o plenário decidisse sobre a abertura de investigação sobre o ministro. 

Em reposta, Moraes divulgou o que disse ser um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça poderia estar direcionando as investigações da Compliance Zero de modo a atingir desafetos políticos. 

O documento, contudo, não é assinado nem traz o timbre da corporação, além de trazer na capa o alerta de que o material foi produzido como uma conjectura e “sem valor probatório”. 

Moraes pediu a Fachin a abertura de investigação contra Mendonça por suspeita de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O presidente do Supremo marcou o julgamento deste pedido para 23 de setembro. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:16:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mendonça diz que acesso a celular de Vorcaro pode "tumultuar julgamento" no STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/mendonca-diz-que-acesso-a-celular-de-vorcaro-pode-tumultuar/632062/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, neste domingo, 13 de setembro, que disponibilizar aos colegas de Corte todos os dados do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro contribuiria para “tumultuar o julgamento” marcado para a próxima terça-feira, 15 de setembro e colocar as investigações em risco.

Na data, a Corte terá uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito de supostas relações do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro.

Segundo o ministro Mendonça, “todo o material utilizado para o julgamento” do dia 15 já está disponível aos ministros. Por outro lado, ele questionou a pertinência de revelar a todos os ministros todo o conteúdo extraído do telefone do ex-dono do Banco Master.

“A inserção de elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento, o que inclui a abertura de todas as informações contidas no celular do senhor Daniel Vorcaro, somente contribuiria para tumultuar o julgamento, bem como colocaria em risco todo o seguimento e êxito das investigações, dando ensejo à suscitação de questionamentos de toda ordem, para desviar o feito especificamente apregoado para julgamento de seu caminho natural”, disse Mendonça em despacho publicado hoje.

O posicionamento de Mendonça veio como resposta a uma demanda de outros ministros para ter acesso à integra dos dados encontrados no aparelho do dono do Banco Master. Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber esses dados.

Crise interna

Até o momento, foram tornados públicos dados do celular de Vorcaro relativos a conversas com o ministro Alexandre de Moraes.

Mendonça também derrubou o sigilo de conversas de Vorcaro com aliados sobre o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A revelação das conversas envolvendo o banqueiro, atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com Moraes, desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de farpas entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu tirar de Moraes a relatoria do inquérito das Fake News.

Além disso, no próximo dia 23 está marcada uma outra sessão na Corte, para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça.

Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

Agência Brasil 
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 08:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Datafolha: 76% dos brasileiros afirmam que há poder excessivo no STF; maioria diz que não mudou voto após crise]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/datafolha-brasileiros-afirmam-que-poder-excessivo-no-stf/632042/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/datafolha-brasileiros-afirmam-que-poder-excessivo-no-stf/632042/</guid>
				<description><![CDATA[Para 76% dos brasileiros, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) possuem poderes excessivos, mostra pesquisa Datafolha.

O levantamento ouviu 2002 eleitores de 125 cidades entre terça-feira, 8, e quinta-feira, 10, ou seja, em meio a maior crise institucional da história da Corte e seus desdobramentos, que ainda estão vindo à tona.

Outros 18% ouvidos pela pesquisa disseram que discordam que os ministros tenham poderes demais no País. Já 3% afirmaram não concordar nem discordar da frase, enquanto outros 4% não souberam responder.

A mesma pesquisa constatou, porém, que 71% dos eleitores avaliam o Supremo como essencial para a democracia. Para 77% dos eleitores, contudo, a população acredita menos na Corte hoje do que no passado.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01833/2026.

Mudança de voto

O levantamento do Datafolha também revelou que a maioria dos eleitores do País não mudou ou não irá mudar seu voto nas eleições presidenciais após os recentes escândalos envolvendo ministros do Supremo.

Questionados sobre se a revelação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, poderia mudar a escolha para presidente, 85% responderam que não.

Outros 7% disseram que não mudaram a escolha, mas deixaram dúvida sobre em quem votar para presidente Apenas 4% disseram que as revelações contra Moraes fizeram mudar o voto, mesma proporção daqueles que não souberam responder à pergunta.

O Datafolha também questionou os eleitores sobre o impacto do pedido de investigação contra outro ministro da Corte, André Mendonça, por supostos vazamentos seletivos das investigações sobre o Master.

Para 86% dos respondentes, o pedido de investigação não alterou ou irá alterar o voto. Outros 7% afirmaram que o episódio não mudou a preferência eleitoral, mas deixou dúvida sobre em quem votar, enquanto apenas 2% disseram que mudaram de voto. Outros 4% não souberam responder.

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 19:04:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF: Fachin marca sessão sobre André Mendonça para 23 de setembro]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado, 12 de setembro, o pedido de Alexandre de Moraes para que dois procedimentos envolvendo integrantes da Corte fossem analisados conjuntamente. Com a decisão, os casos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça terão sessões separadas.

A sessão extraordinária marcada para terça-feira, 15 de setembro, a partir das 10h, permanece destinada à análise da Petição 16.662, relacionada ao relatório da Polícia Federal sobre mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a um número de telefone que, segundo a investigação, seria utilizado por Moraes.

Já a Petição 16.704, que reúne questionamentos sobre a atuação de André Mendonça, será analisada em 23 de setembro. Fachin justificou a separação afirmando que os processos tratam de objetos diferentes e estão em fases processuais distintas.

Fachin nega pedido de Moraes

Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.

Fachin não acolheu o pedido. Segundo o presidente do STF, manter apenas a Petição 16.662 na próxima sessão permite delimitar com precisão o objeto que será analisado pelos ministros.

Esse procedimento havia sido liberado para julgamento por Mendonça em 6 de setembro. A Petição 16.704, por sua vez, ainda depende de manifestações e informações solicitadas pela Presidência do Supremo. Parte dos prazos termina na segunda-feira, 14 de setembro, enquanto outros avançam para depois da sessão de terça.

STF analisará mensagens atribuídas a Vorcaro

O julgamento de terça-feira deverá se concentrar no relatório da Polícia Federal que identificou mais de 50 mensagens enviadas por Vorcaro a um telefone que, de acordo com a investigação, seria utilizado por Moraes.

O material surgiu no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master e foi elaborado a pedido de Mendonça.

A divulgação provocou divergências dentro do Supremo. Moraes questionou a forma como documentos foram tornados públicos e afirmou ter ocorrido divulgação seletiva do material, enquanto outras peças permaneceram sob sigilo.

O ministro também solicitou o levantamento integral do sigilo de procedimentos relacionados ao caso.

Questionamentos sobre Mendonça

A Petição 16.704 reúne questionamentos feitos por Moraes sobre a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao Banco Master e ao INSS.

Entre os pontos apresentados estão alegações de possível usurpação da direção das investigações, irregularidades em tratativas relacionadas a delação premiada, suposto direcionamento de apurações e possível atuação seletiva na condução dos procedimentos.

Esses pontos são objeto de questionamento e não representam conclusões definitivas sobre a conduta do ministro. Segundo Fachin, levar o processo ao plenário na terça-feira faria com que os ministros analisassem uma matéria cuja instrução preliminar ainda não foi concluída.

Moraes também pediu retirada de sigilos

Moraes solicitou ainda a retirada de “todo e qualquer sigilo” dos procedimentos relacionados à Petição 15.556. Também pediu que integrantes da magistratura mencionados nos procedimentos fossem intimados para prestar informações e adotar providências relacionadas à defesa das prerrogativas do Judiciário.

Fachin informou que uma solicitação semelhante sobre os sigilos já havia sido apresentada pelo ministro Cristiano Zanin e que as providências correspondentes foram adotadas. O pedido relacionado aos magistrados deverá ser examinado posteriormente.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 16:59:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin define julgamento sobre Moraes para terça-feira (15) e adia análise de conduta de Mendonça]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que a sessão plenária extraordinária marcada para terça-feira, 15, se restrinja à decisão sobre investigar ou arquivar a apuração das mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Já o julgamento sobre suposto crime de responsabilidade e abuso de autoridade atribuído ao ministro André Mendonça, que levantou o sigilo das mensagens após reportagens do Estadão, ficará para 23 de setembro.

Na semana passada, o Estadão detalhou os principais destaques da relação entre Moraes e Vorcaro, entre elas pedidos reiterados do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao delegado Andrei Rodrigues e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o objetivo de travar as investigações sobre negócios fraudulentos do Master; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Moraes e Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

Neste sábado, Fachin afirmou que "a manutenção em pauta tão somente da Pet 16.662", que trata da investigação das mensagens entre Moraes e Vorcaro, "assegura a precisa delimitação do objeto da deliberação deste Tribunal, viabilizando a apreciação de matéria cujo contraditório e elucidação preliminar já se terá aperfeiçoado, sem prejuízo do posterior exame das questões afetas à Pet 16.704", relativa à apuração sobre supostas irregularidades em investigações da Polícia Federal e supostas práticas abusivas atribuídas a Mendonça.

O pedido à Presidência do Supremo para que os dois processos fossem analisados em conjunto partiu do próprio Alexandre de Moraes, que argumentou, na ocasião, que a análise conjunta evitaria "risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual".

Dois dias após a revelação das mensagens entre Vorcaro e Moraes, o ministro retaliou André Mendonça, o relator da Operação Compliance Zero e responsável por levantar o sigilo das conversas. Em 3 de setembro, Moraes recorreu ao inquérito das fake news para acusar Mendonça de quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos na condução da investigação.

Segundo Moraes, Mendonça teria usurpado a direção das investigações conduzidas pelas autoridades policiais, inclusive ao determinar medidas administrativas que teriam comprometido a observância da cadeia de custódia e prejudicado a produção de provas; conduzido de forma irregular as tratativas de uma eventual colaboração premiada de Vorcaro; e direcionado determinados alvos para investigação, entre eles o próprio Moraes e o presidente do Senado Davi Alcolumbre, por razões pessoais e políticas, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal.

Estadão Conteúdo 
]]></description>
				
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				<category>Justiça</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:34:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar Mendes pede a Fachin acesso a dados brutos do celular de Vorcaro antes de julgamento sobre de Moraes no STF]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou neste sábado, 12, que o presidente da Corte, Edson Fachin, adote as "providências necessárias" para que todos os magistrados tenham acesso aos dados brutos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro antes do julgamento da próxima terça-feira, 15, que definirá se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por suposto envolvimento com o caso Master.

Gilmar faz coro ao ministro Cristiano Zanin, que pediu as informações duas vezes na sexta-feira, 11. "Reitero, no ponto, os fundamentos deduzidos pelo eminente ministro Cristiano Zanin, no sentido de que tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento", afirmou.

O pedido surge após Fachin pedir para o relator do caso, André Mendonça retirar o sigilo das investigações do caso do Banco Master. "Dá-se notícia de que foi fornecida ao gabinete do eminente ministro André Mendonça cópia da mídia extraída do aparelho celular do investigado Daniel Vorcaro, sem que idêntico acesso tenha sido franqueado aos demais ministros", argumenta Gilmar.

O decano da Corte pede que, caso os dados não sejam fornecidos por Mendonça, "que se requisite à Polícia Federal, com urgência, por intermédio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF), o fornecimento das aludidas cópias".

Mendonça respondeu a Zanin ainda na sexta-feira afirmando que o material está lacrado. Acrescentou ainda que nunca o manuseou e que o objetivo da cópia é servir como "contraprova" caso os originais sejam perdidos.

Ele disse ainda que disponibilizar a íntegra dos dados encontrados no celular de Vorcaro pode prejudicar investigações que estão em curso.

"[A medida] Resultaria na violação do dever estatal de investigar as condutas penalmente relevantes, uma vez que comprometeria o sigilo e a eficiência da persecução penal, dando azo a inúmeras possibilidades de mácula aos procedimentos investigatórios", afirmou Mendonça.

Ele negou que haja "violação da igualdade entre os julgadores", ou seja, de que teria mais informações para julgar o caso do que outros ministros.

"Este relator também não tem acesso aos elementos de informação que não estejam devidamente formalizados", disse, acrescentando que a defesa de Vorcaro tem acesso à cópia da íntegra do celular porque o material é devolvido aos advogados após a extração dos dados.

Por fim, Mendonça afirmou que os demais ministros têm acesso, na íntegra, "a todo o material utilizado para o julgamento da próxima terça-feira".

Em paralelo, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que Mendonça protege "determinado grupo político" ao liberar só parte dos processos. "O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizada pelo Ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados", disse.

Estadão Conteúdo 
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:16:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mendonça levanta sigilo de 39 processos no STF e inclui investigação sobre filme Dark Horse]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/mendonca-levanta-sigilo-de-39-processos-no-stf-e-inclui-investigacao/631980/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 11 de setembro, o levantamento do sigilo de 39 processos que tramitam na Corte. A decisão atende, em parte, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que havia solicitado a abertura de 18 processos.

Entre os procedimentos estão investigações e petições relacionadas a políticos e apurações conduzidas pelo STF.

Segundo Mendonça, os processos não têm relação com o objeto da sessão extraordinária do STF marcada para a próxima terça-feira (15), que vai decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Além dos 18 procedimentos indicados pela PGR, o ministro determinou por iniciativa própria o levantamento do sigilo de outros 21 processos, incluindo os Inquéritos 5.050 e 5.070 e diversas petições.  

Entre os procedimentos com sigilo derrubado está a Petição 16.369, relacionada à investigação sobre o filme Dark Horse, que apura suspeitas envolvendo recursos destinados à produção da obra, que é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.  O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro são alvo da investigação. 

A lista inclui ainda a Petição 15.873 que trata da investigação da Operação Compliance Zero sobre a suposta atuação de Ciro Nogueira em favor de interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a decisão que autorizou a operação, a PF apontou suspeitas de recebimento de vantagens indevidas pelo senador.

Já as Petições 16.210 e 16.229 estão relacionadas às investigações que envolvem Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, também no contexto da 9ª fase da Compliance Zero. 

Mais cedo, Mendonça havia afirmado ao presidente do STF, Edson Fachin, ter disponibilizado integralmente os procedimentos "contidos" ou "relacionados" ao julgamento do caso Master pautado para a sessão da semana que vem. A manifestação foi uma resposta ao ofício do ministro Alexandre de Moraes que alegou "seletividade" na liberação dos sigilos.

Agora, o sigilo levantado envolve outros procedimentos que não haviam sido abertos anteriormente por Mendonça.

Agência Brasil 
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Sat, 12 Sep 2026 08:36:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin solicita a Mendonça quebra do sigilo de todo o caso Master em até 24 horas]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-solicita-mendonca-quebra-do-sigilo-caso-master-em-ate/631953/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu pedidos feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo ministro Alexandre de Moraes e solicitou ao ministro André Mendonça que levante, em até 24h, todo o sigilo sobre o caso do Banco Master.

Mendonça tornou parte do processo público na noite de quinta-feira, 10, mas manteve sob sigilo a investigação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por causa do dinheiro recebido pelo banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme "Dark Horse".

Em áudios revelados pelo Intercept Brasil, Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro para custear o projeto. Desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos, segundo a Polícia Federal (PF).

Mendonça autorizou a PF a investigar Flávio em julho. Fachin ressaltou que o sigilo deve permanecer "exclusivamente" para diligências em andamento que possam ser comprometidas pela divulgação.

Mais cedo, nesta sexta, Moraes encaminhou ofício ao presidente do Supremo em que requeria que fossem tornados públicos, "sem exceção", todos os procedimentos contidos ou relacionados ao inquérito do Master, "evitando-se escolha seletiva e direcionamento subjetivo e garantindo-se total isonomia e o respeito ao Devido Processo Legal".

O magistrado incluiu no documento uma tabela, para argumentar que, além de manter processos inteiros sob sigilo, Mendonça também teria deixado de fora 180 peças nos 15 processos que foram tornados públicos ontem, 10.

Na tarde desta sexta, o vice-procurador-geral da República, Hildenburgo Chateaubriand Filho, também questionou o fato de a lista de documentos liberados por Mendonça sobre o caso Master não conter "grande parte dos procedimentos correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero".

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Caso Master: Zanin pede a Fachin acesso a todo material do celular de Daniel Vorcaro]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/caso-master-zanin-fachin-acesso-material-celular-vorcaro/631948/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira, 11 de setembro, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, acesso à íntegra do material extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

O pedido de Zanin foi feito pouco depois de o ministro Alexandre de Moraes ter requerido a Fachin a retirada do sigilo sobre todos os documentos da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Moraes apontou o que disse ser uma seletividade subjetiva do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, ao levantar o sigilo da investigação, na noite de quinta-feira (10). 

Zanin, por sua vez, afirmou em ofício a Fachin que deseja ter acesso diretamente à mídia que contém a íntegra do material extraído do celular de Vorcaro, apreendido na primeira fase da Compliance Zero. 

O ministro destacou que a mídia requerida “está diretamente relacionada” ao julgamento marcado para a próxima terça-feira (15), quando o plenário deve analisar um relatório da Polícia Federal (PF) que indica ligações entre Vorcaro e Moraes. 

Em decisão de quarta-feira (9), Fachin marcou para a próxima terça uma sessão plenária para julgar um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que quer a anulação do relatório sobre Moraes, sob o argumento de que Mendonça não tinha competência para autorizar investigação contra um colega. 

O STF ainda não informou como se dará o rito do julgamento. A Constituição e o Regimento Interno preveem que somente o plenário possui competência para processar e julgar um de seus integrantes, sem trazer, contudo, detalhes sobre a condução do processo. 

Ainda não foi anunciado, por exemplo, se o julgamento será aberto ou fechado. Não foi informado ainda se o ministro Alexandre de Moraes vai participar da sessão. 

Entenda o caso

Na noite de quinta-feira (10), a pedido de Edson Fachin, presidente da Corte, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso Master. 

Mendonça manteve, contudo, algumas apurações sob sigilo. Uma delas trata do suposto repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça diz respeito à ligação do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o advogado Augusto Ferreira Lima, antigo sócio do Master.

,Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:20:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Campanha de Flávio Bolsonaro solicita quebra de sigilo do inquérito das fake news]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/campanha-de-flavio-bolsonaro-solicita-quebra-de-sigilo-do-inquerito/631924/</link>
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				<description><![CDATA[O senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin precisa pedir também a quebra do sigilo do inquérito das fake news e das milícias digitais, que até a quarta-feira, 9 de setembro, eram relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ao comentar sobre a divulgação dos conteúdos sobre a investigação do caso Master, Marinho, que coordena a campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), disse que Fachin atendeu a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Vou parabenizar o ministro Fachin que atendeu o pedido do Lula, e esperar que a mesma régua seja utilizada no famigerado inquérito das fake news e milícias digitais, para que a sociedade possa entender o nível de perseguição e descumprimento da lei praticados por AM [Alexandre de Moraes]", disse Marinho no X.

Na noite da quinta-feira, 10 de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo do inquérito que apura as fraudes financeiras do Banco Master. O magistrado afirmou "que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias" para enviar cópia integral dos autos aos demais membros da Corte.

Mendonça atendeu a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, que justificou o pedido por causa do julgamento marcado para terça-feira, 15, sobre o relatório da Polícia Federal que traz supostas conversas entre Moraes e o dono do Master, Daniel Vorcaro.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:18:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PF investiga suspeita de R$ 35 milhões de Vorcaro ligado a Dias Toffoli, em paraíso fiscal, diz revista]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/pf-investiga-suspeita-de-r-35-milhoes-de-vorcaro-a-dias-toffoli/631920/</link>
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				<description><![CDATA[Um relatório da Polícia Federal (PF) indica a suspeita de que o ministro Dias Toffoli seja o "beneficiário final" ou "proprietário de fato" do fundo de investimento Arleen, que recebeu repasse de R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O documento da PF foi mantido em sigilo há sete meses sob a relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e revelado pela revista Piauí na sexta-feira, 10 de setembro.

Segundo o relatório, o repasse de R$ 35 milhões, revelado ainda em fevereiro pelo Estadão, teria ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe, por meio de uma transação com a holding Egide I.

O ministro já negou ter amizade com o banqueiro ou ter recebido valores dele. Procurado pelo Estadão na manhã desta sexta-feira (11), ainda não se manifestou sobre a posse de recursos no exterior.

Segundo o relatório, o fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no interior do Paraná, ligado à família de Toffoli e pertencia a Vorcaro, mas mudou de proprietário, sendo assumido por um empresário amigo do ministro do STF. Meses depois, transferiu seus ativos para o paraíse fiscal no Caribe.


Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos", afirma o relatório revelado pela revista.


Como mostrado pelo Estadão, o ministro é sócio da empresa Maridt, que tinha participação societária em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua participação a fundos de investimento que tinham Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro, como acionista.

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro. "Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim", escreveu o banqueiro. O cunhado respondeu: "Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim".

Meses depois, em agosto de 2024, Vorcaro novamente relatou ao cunhado as cobranças de pagamentos. "Aquele negócio do Tayayá não foi feito?", perguntou o banqueiro. Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

Por causa disso, Vorcaro se irritou. "Cara, me deu um p*** problema. Onde tá a grana?", afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: "No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele". Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. "Me fala tudo que já foi feito até hoje". Zettel, então, respondeu: "Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões".

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 12:39:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mendonça abre inquérito para investigar Flávio Bolsonaro por financiamento do filme Dark Horse]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/mendonca-abre-inquerito-para-investigar-flavio-bolsonaro-por/631897/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/mendonca-abre-inquerito-para-investigar-flavio-bolsonaro-por/631897/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A investigação apura, em tese, possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da obra. Embora as apurações sobre o filme já fossem conhecidas, a informação de que a participação de Flávio Bolsonaro passou a ser investigada veio a público após a retirada do sigilo de documentos relacionados ao caso Master.

A decisão de Mendonça foi tomada em julho, mas só se tornou pública agora porque o despacho foi incluído no inquérito principal do caso Master, cuja documentação teve o sigilo retirado. O procedimento específico que trata da investigação sobre Flávio Bolsonaro, no entanto, continua sob sigilo.

Com isso, ainda há diligências em andamento no âmbito da apuração conduzida pela Polícia Federal (PF). A abertura da investigação foi solicitada pela PF e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em sua decisão, Mendonça autorizou a criação de um procedimento investigatório separado, vinculado ao Inquérito 5026, para apurar a hipótese de crimes relacionados ao financiamento da produção cinematográfica “Dark Horse”.

Mensagens apontam pedidos de recursos para produção

Mensagens divulgadas pelo portal Intercept Brasil indicam que Flávio Bolsonaro teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para a produção do filme. De acordo com planilhas apreendidas pela Polícia Federal, R$ 60 milhões teriam sido pagos.

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade relacionada ao financiamento da obra. Durante uma agenda de campanha em Roraima, na quinta-feira, ele voltou a afirmar que não foram utilizados recursos públicos na produção.

“Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, declarou o candidato.

Segundo as informações apresentadas, a prestação de contas completa do filme ainda não foi divulgada. A produtora responsável apresentou à Justiça os gastos relacionados à obra, mas permanecem desconhecidos detalhes sobre o financiamento, realizado por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos.

O Supremo Tribunal Federal possui diferentes linhas de apuração relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”. Uma delas está sob a relatoria de André Mendonça e surgiu como desdobramento do caso Master, após a revelação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Essa investigação busca esclarecer o destino de recursos ligados ao banqueiro e verificar se valores foram encaminhados à produção do filme por meio de um fundo sediado nos Estados Unidos.

Também há suspeitas de que recursos possam ter sido utilizados para custear despesas no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos.

Delação e investigação sobre emendas são outros braços do caso

Nesta semana, André Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele é proprietário da Entre Investimentos e Participações, empresa utilizada para transferências de recursos entre Daniel Vorcaro e a produção do filme.

De acordo com informações apresentadas à Procuradoria-Geral da República, Mineiro afirmou ter realizado sete transferências bancárias para o fundo Havengate ao longo do ano passado, a pedido de Vorcaro. Os valores teriam somado US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 69 milhões na cotação da época.

Outro braço das investigações sobre “Dark Horse” envolve a suspeita de utilização irregular de emendas parlamentares. Na quinta-feira, o ministro Flávio Dino, também do STF, determinou uma operação que teve entre os alvos o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, ligada à produtora Go Up, responsável pelo filme.

Em 2024, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Gama. Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025.

A suspeita da Polícia Federal é que os recursos tenham passado por um circuito de empresas e, posteriormente, sido utilizados na produção do filme.

Segundo a PF, esse inquérito investiga uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo seria suspeito de direcionar recursos recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação efetiva da prestação dos serviços.

As investigações apontam que o suposto esquema teria permanecido em funcionamento até julho deste ano. Os envolvidos são investigados, em tese, por peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

A Polícia Federal também informou ter identificado movimentações financeiras de centenas de milhões de reais entre empresas que fazem parte do esquema investigado.

As diferentes frentes de investigação relacionadas ao financiamento de “Dark Horse” seguem em andamento. Enquanto o inquérito que apura a atuação de Flávio Bolsonaro permanece sob sigilo, documentos relacionados ao caso Master passaram a ser acessíveis após a decisão do STF de retirar parte das restrições sobre os autos.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 09:00:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin determina fim do sigilo no caso Master, e Mendonça atende pedido e envia autos ao STF]]></title>
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				<description><![CDATA[A pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo do inquérito que investiga fraudes cometidas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros 14 processos relacionados às investigações. Fachin havia feito a solicitação em despacho publicado na noite da quinta-feira, 10. O presidente do STF também pediu que os autos fossem enviados aos demais integrantes da Corte. Segundo Fachin, Mendonça poderia preservar o sigilo de documentos cuja publicidade possa prejudicar a apuração.

"Registro que estão sendo adotadas as providências administrativas necessárias à remessa de cópia integral dos referidos autos, em HD próprio, à presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros", informou Mendonça.

Na quarta-feira, 9, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a quebra de sigilo das investigações envolvendo o Master. Em publicação nas redes, ele afirmou que, considerando a gravidade dos fatos e a escalada da crise no Poder Judiciário, o nome de todos os envolvidos deveria vir a público.

Na quinta, antes da decisão de Fachin sobre o fim do sigilo, Lula elogiou, em entrevista ao SBT, a conduta do presidente do STF. No dia anterior, o ministro havia reagido à desordem na Corte. "Fachin agiu corretamente. Tem que colocar ordem na casa e fazer o STF apurar e divulgar tudo", disse o petista. "Espero que ele faça mais coisa para colocar ordem na casa." O presidente disse ainda que pediu a Fachin que retirasse o sigilo de todas as investigações. "Todo mundo tem que ser investigado, do presidente da Suprema Corte ao presidente da República. Do mais simples catador de papel de qualquer rua ao mais rico empresário."

Julgamento

A presidência do Supremo marcou para a terça-feira, 15, o julgamento em plenário que vai decidir se as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro serão alvo de investigação ou se o caso será arquivado. A análise do plenário foi solicitada por Mendonça. Os votos de Fachin e da ministra Cármen Lúcia são contabilizados como decisivos para sacramentar o destino de Moraes. Fachin conversou na quinta com ministros da Corte e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sobre a sessão. Ele liberou para todos os gabinetes de ministros a íntegra do processo que trata do caso envolvendo Moraes.

O presidente do STF tenta um consenso sobre o formato da sessão. Inicialmente, previu que seja realizada de forma presencial e aberta ao público. Parte dos ministros defende a discussão a portas fechadas.

Moraes ensaiou uma manifestação pública sobre o tema. Após dez dias de silêncio desde a revelação, pelo Estadão/Broadcast, de mensagens enviadas a ele pelo banqueiro, o ministro marcou um pronunciamento para a manhã da quinta no plenário da Primeira Turma do STF, mas cancelou a fala poucos minutos depois. O movimento ocorreu um dia depois de Moraes ser retirado da relatoria do inquérito das fake news por Fachin, que assumiu o caso.

Nos bastidores, seis votos na sessão da próxima terça-feira são dados como garantidos. Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin se posicionariam contra a abertura da investigação. Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux seriam favoráveis ao procedimento. Moraes não votaria, porque é o alvo da discussão. Dias Toffoli já se declarou suspeito para participar de decisões sobre o caso Master.

Restariam os votos de Fachin e Cármen Lúcia. Os dois ainda não teriam definido posição e devem ser pressionados pelos dois lados até o julgamento. Também há pressão para que Toffoli participe da votação, por não haver ligação direta com o tema principal da investigação envolvendo as fraudes bilionárias do banco.

O motivo do pronunciamento de Moraes e da desistência não foi esclarecido. Ele deve se pronunciar na próxima segunda-feira. Um dos temas de sua fala seria justamente o inquérito das fake news, segundo informou a interlocutores.

De acordo com pessoas próximas a Moraes, ele teria avaliado que o timing na quinta não era bom, porque a Polícia Federal cumpria mandados de busca para investigar a destinação de emendas para o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

PGR

No julgamento de terça, outro ponto de dúvida é se Gonet poderá se manifestar em processo no qual será analisada uma petição que requer seu afastamento do caso. Em ofício enviado a Fachin, a OAB pediu que Gonet se abstenha de atuar na ação. Isso porque o PGR foi mencionado no relatório, por mensagens enviadas a Vorcaro por intermediário.

O PGR já se manifestou pelo arquivamento da investigação, por entender que Mendonça não poderia ter determinado à PF a produção de um relatório sobre os diálogos sem autorização do plenário.

Ainda será definido, também, se a discussão será iniciada por aspectos formais do caso. O grupo ligado a Moraes defende que haja arquivamento logo no início da sessão, porque Mendonça não poderia ter pedido para a PF apurar fatos sobre um ministro sem antes ter submetido isso ao plenário. No caso de haver votação sobre o mérito - ou seja, se deve ou não ser aberto procedimento contra Moraes -, é preciso definir se o ministro terá direito a apresentar defesa em plenário e se poderá ser acompanhado de um advogado.

Em 1.º de setembro, o Estadão/Broadcast detalhou as principais vertentes da relação entre Vorcaro e Moraes, como pedidos do banqueiro para que o ministro interviesse junto ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a Gonet, para travar investigações; a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, com Vorcaro; conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País antes de sua prisão; cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes; e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro. Após isso, Mendonça tirou o sigilo da investigação.

Resposta

Depois que as mensagens vieram a público, Moraes usou o inquérito das fake news para acusar Mendonça de improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Citou relatórios de inteligência da PF segundo os quais haveria um "quadro indicativo de que André Mendonça adota posturas diferentes diante de ilicitudes aparentes relacionadas a Dias Toffoli e Nunes Marques, em comparação com sua percepção no que toca a Alexandre de Moraes".

O relatório da PF, sem valor probatório e usado por Moraes, provocou uma liminar de Mendonça que afastou do cargo o chefe da PF e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. A decisão de Mendonça, proferida na terça-feira e referendada pela maioria da Segunda Turma, ganhou um novo capítulo no dia seguinte, quando Flávio Dino determinou o retorno de Andrei ao comando da PF. Na noite da quarta-feira, 9, Fachin suspendeu as duas decisões.

Estadão Conteúdo 
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 07:52:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes planeja remarcar pronunciamento para véspera de julgamento sobre investigação no STF]]></title>
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				<description><![CDATA[ O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deve fazer na próxima segunda-feira, 14 de setembro, um pronunciamento a respeito da sua situação atual na Corte - em especial, em relação ao inquérito das fakes news, cuja relatoria foi assumida nesta quarta-feira, 9, pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

É essa a informação que ele tem dito a interlocutores, depois que suspendeu sua fala prometida inicialmente para esta quinta-feira, 10.

De acordo com pessoas próximas ao ministro, Moraes teria avaliado que o timing não seria bom porque a Polícia Federal cumpria na manhã desta quinta mandados de busca para investigar a destinação de emendas parlamentares para o financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele, porém, não teria desistido do pronunciamento, mas decidiu adiá-lo, mantendo sua fala na véspera da sessão plenária marcada por Fachin para terça-feira, 15.

Assim como estava previsto para esta quinta, Moraes não concederá uma entrevista coletiva à imprensa na semana que vem. Ele fará apenas um pronunciamento. Nestes casos, a autoridade se dispõe a passar sua mensagem e não responde a perguntas de jornalistas.

O ministro, conforme apurou o Estadão/Broadcast, tinha o interesse de se pronunciar antes da próxima sessão plenária, inicialmente prevista para esta quinta, mas que foi cancelada justamente por causa da sessão convocada para a próxima terça.

Na ocasião, os ministros vão analisar os diálogos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados pelo Estadão, e decidir se o ministro deve ser investigado.

Antes de afastar Moraes da relatoria do inquérito das fake news, Fachin conversou com ele e com os demais ministros ao longo do dia na última quarta-feira. Nos bastidores, ministros têm dito que consideram que a saída encontrada pelo presidente da Corte não resolve todo o problema, mas já provoca ganhos institucionais.

O inquérito das fake news já está aberto há sete anos. Moraes havia sido designado relator do caso pelo então presidente do Tribunal, Dias Toffoli, por meio de uma portaria editada em 2019 O inquérito foi aberto de ofício por Toffoli para investigar ataques à Corte e seus ministros.

Para tirar Moraes do caso, Fachin revogou a portaria de Toffoli e decidiu que inquéritos e investigações em andamento retornam à relatoria da presidência. As ações penais, com denúncias já aceitas pelo Tribunal, permanecem sob a condução de Moraes.

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 20:12:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin cancela novamente sessão do STF em meio à crise envolvendo ministros da Corte e a Polícia Federal]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-cancela-novamente-sessao-do-stf-em-meio-a-crise/631849/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu cancelar pela segunda vez consecutiva uma sessão do Plenário da Corte.

O colegiado voltaria a se reunir na tarde desta quinta-feira, 10 de setembro, porém a Presidência do STF informou que a sessão não será realizada.

 A suspensão ocorre em meio ao impasse institucional envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e a cúpula da Polícia Federal (PF).

Na quarta-feira (9), Fachin já havia determinado o cancelamento da sessão prevista para as 14h, interrompendo a agenda do Plenário em um momento de forte tensão entre ministros.

Justificativa para o novo cancelamento

Diferentemente do primeiro adiamento, desta vez a Presidência apresentou uma explicação oficial para a mudança.

Conforme comunicado divulgado pelo STF, a sessão marcada para esta quinta-feira (10) tinha caráter extraordinário e foi cancelada porque outra reunião extraordinária já havia sido convocada para a próxima terça-feira (15).

Segundo Fachin, a sessão da próxima semana está mantida.

O encontro foi marcado para as 10h e deverá concentrar as discussões sobre os relatórios produzidos pela Polícia Federal contendo informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Crise teve início após decisões conflitantes

O primeiro cancelamento ocorreu poucas horas depois de o ministro Flávio Dino determinar o retorno aos cargos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada. Ambos haviam sido afastados no dia anterior por decisão do ministro André Mendonça.

Ao cancelar a sessão de quarta-feira, Fachin evitou que os ministros debatessem publicamente a crise durante a reunião do Plenário.

Na ocasião, a Corte não apresentou uma justificativa oficial para o adiamento. Entre os processos que seriam analisados naquela tarde estava um julgamento relacionado justamente aos poderes de investigação da Polícia Federal.

Posteriormente, o presidente do STF adotou novas medidas para conter o conflito. Fachin suspendeu tanto a decisão de André Mendonça, que havia determinado o afastamento dos dirigentes da PF, quanto a decisão de Flávio Dino, responsável por restabelecê-los aos cargos.

Na avaliação do presidente da Corte, a sequência de decisões tomadas em processos distintos, mas envolvendo os mesmos fatos e autoridades, poderia gerar determinações incompatíveis e criar uma sobreposição processual.

Além disso, Fachin estabeleceu que qualquer procedimento relacionado à eventual investigação de integrantes do Supremo Tribunal Federal deverá ser previamente submetido à Presidência da Corte.

O ministro também suspendeu a tramitação da Petição 16.662, que está sob relatoria de André Mendonça, até que o tema seja apreciado pelo Plenário.

Julgamento na próxima terça-feira (15)

A sessão extraordinária marcada para terça-feira será a primeira oportunidade para que todos os ministros do STF analisem conjuntamente os desdobramentos da crise.

Durante o julgamento, o Plenário deverá avaliar a legalidade da decisão de André Mendonça que determinou o aprofundamento da análise dos dados relacionados a Daniel Vorcaro.

Os ministros também discutirão a validade dos relatórios produzidos pela Polícia Federal e o pedido apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o procedimento seja anulado.

Outro ponto previsto para análise será o destino das informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Caberá ao colegiado decidir se esses elementos podem fundamentar a abertura de uma investigação contra o magistrado ou se deverão ser considerados inválidos e descartados.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 14:35:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Flávio Dino proíbe Mario Frias de deixar o país e manter contato com investigados da Operação Make Up]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/flavio-dino-proibe-mario-frias-de-deixar-o-pais-e-manter-contato-com/631836/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 10 de setembro, a aplicação de medidas cautelares contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar está proibido de deixar o país e de manter contato com os demais investigados no inquérito que apura suspeitas de desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

As determinações fazem parte da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Distrito Federal.

As restrições impostas pelo ministro também atingem todos os 29 alvos da operação realizada nesta quinta-feira. Entre as medidas cautelares está a proibição de manter contato entre os investigados e de sair do Brasil.

Além de Mario Frias, a produtora Karina Gama aparece entre os principais alvos da investigação. Duas entidades de propriedade dela — o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC) — também foram alvo de buscas durante a ação.

PF apura suspeita de desvios de recursos públicos

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam para a atuação de uma suposta organização criminosa formada por agentes públicos e privados. O grupo teria direcionado recursos públicos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas de forma irregular.

Ainda segundo os investigadores, não haveria comprovação de que os serviços contratados com os recursos públicos foram efetivamente prestados.

Durante a apuração, foram identificadas movimentações financeiras que envolvem centenas de milhões de reais, além de tentativas de ocultação dos supostos desvios. Conforme as investigações, essas movimentações teriam continuado até julho deste ano.

Os envolvidos são investigados por suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

A operação busca aprofundar as investigações sobre o caminho percorrido pelos recursos públicos e a possível utilização de entidades e empresas na movimentação dos valores sob suspeita.

Auditoria identificou indícios em emendas indicadas por Mario Frias

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União, por determinação de Flávio Dino, identificou indícios de irregularidades no direcionamento de R$ 2 milhões em emendas parlamentares indicadas por Mario Frias.

Os recursos teriam sido destinados a entidades ligadas à produtora Karina Gama, que também é alvo da Operação Make Up.

A investigação ocorre no contexto da fiscalização sobre a aplicação de recursos provenientes de emendas parlamentares. O caso está sob análise das autoridades responsáveis, enquanto a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União seguem com os trabalhos para esclarecer as suspeitas envolvendo o repasse e a utilização dos valores.

Mario Frias também figura como roteirista e produtor-executivo do longa-metragem "Dark Horse", filme ainda não lançado que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal.

Com as medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal, Mario Frias e os demais investigados deverão cumprir as restrições estabelecidas no âmbito da investigação. As apurações continuam para identificar o possível envolvimento dos alvos e esclarecer as suspeitas relacionadas ao direcionamento e à utilização dos recursos públicos.
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 12:28:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PT mobiliza militância contra André Mendonça após Lula pedir transparência no caso Master]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/pt-mobiliza-militancia-contra-andre-mendonca-apos-lula-pedir/631818/</link>
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				<description><![CDATA[A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou, nesta quarta-feira, 9, uma campanha nas redes sociais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Banco Master. Depois de Lula dar uma declaração pública pedindo a quebra integral do sigilo da investigação, petistas vieram a público criticar o juiz e iniciaram uma campanha de mobilização da militância em oposição a Mendonça.

"Na minha opinião, ou o STF abre o sigilo e mostra ao Brasil os segredos ocultos sobre Flávio Bolsonaro ou a integridade da eleição está comprometida. É preciso revelar toda a verdade sobre o candidato suspeito", disse Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT.

Poucos minutos antes, Lula pediu "explicações e medidas imediatas" para enfrentar a "crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário" em seu perfil nas redes sociais. "Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", afirmou o presidente e candidato à reeleição. "Por isso é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja a quem for, doa a quem doer."

Nos bastidores, alguns dos principais conselheiros de Lula veem André Mendonça como o responsável pelo momento ruim do presidente nas pesquisas de intenção de voto. Eles apontavam o entorno do ministro do STF como responsável pelos vazamentos da investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha - a situação piorou após a queda do sigilo de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A gota d’água ocorreu após a divulgação de pesquisas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o que mergulhou a campanha de vez numa crise.

Para alguns desses conselheiros, a situação envolvendo Moraes complicou ainda mais a situação de Lula. Para esse grupo, é inevitável que parte do eleitorado brasileiro não associe Moraes a Lula. Além disso, dizem eles, ainda existe gratidão do Planalto ao que ministro fez no julgamento da tentativa de golpe de Estado, que levou, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão.

A campanha pediu apoio da militância nos grupos de WhatsApp. "Faltam só 25 dias para as eleições, gente! Não tem para onde correr: a missão de hoje é para agora, hein? Precisamos falar sobre as atitudes do ministro André Mendonça no caso envolvendo a blindagem de Flávio Bolsonaro e defender que as instituições cumpram o seu papel com independência", disse um dos textos divulgados no grupo de WhatsApp "Lulaverso", criado pela campanha de Lula em 2022 e ativo até hoje. Essa publicação foi feita antes da declaração pública de Lula. "Bora botar a boca no trombone! Cada compartilhamento, postagem e conversa importam muito. Está proibido deixar a tarefa para depois."

Éden Valadares defendeu em publicação nas redes que o momento pede reação imediata. "A situação política no Brasil é muito grave. O que eram suspeitas se confirmam em evidências, e precisamos denunciar e reagir agora. A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações do banqueiro Daniel Vorcaro, ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo Dark Horse", afirmou. "A condução do processo claramente tenta influenciar as eleições brasileiras ao proteger o candidato bolsonarista à Presidência da República."

Na semana passada, o Estadão revelou que Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro trocaram 51 mensagens ao longo de 21 dias. A investigação mostrou que Vorcaro pedia auxílio e orientações ao ministro do Supremo sobre as investigações do Master. Também aparecem conversas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, intermediadas por um advogado.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no segundo turno. O cenário não era registrado desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

Estadão Conteúdo 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 08:16:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dark Horse: Mendonça homologa delação de empresário responsável por repasses ao filme]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/andre-mendonca-homologa-delacao-empresario-filme-bolsonaro/631812/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira, 9 de setembro, o acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.

A decisão ocorreu após o empresário confirmar, em audiência realizada no gabinete do ministro, que aderiu à delação de maneira espontânea.

O acordo havia sido negociado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que encaminhou o caso ao STF para que Mendonça analisasse a homologação. A audiência ocorreu na terça-feira (8), um dia antes da decisão.

Mineiro é proprietário da Entre Investimentos, empresa que, segundo as informações apresentadas na delação, foi utilizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro para repassar recursos destinados ao filme Dark Horse, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No acordo de colaboração, o empresário relatou aos investigadores que era responsável por entregar dinheiro em espécie a destinatários indicados por Vorcaro. Segundo o conteúdo revelado pela coluna, Mineiro afirmou ainda possuir vídeos que registrariam algumas dessas entregas.

A delação também teria mencionado um ex-ministro do governo Jair Bolsonaro como um dos supostos receptores de malas de dinheiro. De acordo com as informações apresentadas, o empresário teria declarado aos investigadores que possui vídeos relacionados às entregas.

Delação cita recursos para filme sobre Bolsonaro

Na proposta de colaboração, Antônio Carlos Freixo Júnior admitiu ter sido responsável pelo repasse do dinheiro que Daniel Vorcaro teria destinado ao filme Dark Horse. O patrocínio da produção, conforme o relato, foi negociado pelo banqueiro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A participação de Mineiro, segundo o relato apresentado na delação, estaria relacionada à execução dos repasses. Aos investigadores, porém, o empresário afirmou que não conhecia o destino efetivo dos recursos que movimentava para Vorcaro.

Entre os valores mencionados estaria justamente o dinheiro destinado ao filme sobre Bolsonaro.

O empresário também relatou que os recursos foram enviados a um fundo nos Estados Unidos administrado pelo advogado brasileiro Paulo Calixto. Ele é apontado no relato como aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive no Texas.

A homologação do acordo por André Mendonça formaliza a colaboração premiada e ocorre depois da confirmação, pelo próprio empresário, de que a decisão de colaborar com as investigações foi tomada voluntariamente.

O conteúdo da delação inclui relatos sobre movimentações financeiras e supostas entregas de dinheiro feitas em nome de Daniel Vorcaro, além de informações relacionadas aos recursos destinados ao filme Dark Horse. Entre os pontos apresentados aos investigadores está a afirmação de Mineiro sobre a existência de registros em vídeo das entregas.

A homologação, portanto, incorpora formalmente o acordo ao processo sob análise do Supremo, enquanto as informações apresentadas pelo empresário passam a integrar os elementos da colaboração encaminhada pela PGR ao ministro André Mendonça.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 20:47:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin retira Moraes da relatoria do inquérito das Fake News e assume o caso em meio à crise do STF]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, assumiu nesta quarta-feira (9) a relatoria do inquérito das Fake News, que até então estava sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

A mudança foi determinada pelo próprio Fachin e envolve também procedimentos investigatórios que haviam sido distribuídos a Moraes por prevenção ao caso.

Segundo o presidente da Corte, a alteração busca garantir maior segurança jurídica e estabelecer uma delimitação institucional para o exercício das atribuições previstas no artigo 43 do Regimento Interno do STF.

“A presente medida decorre da necessidade de estabelecer segurança jurídica e adequada delimitação institucional dentro do regime de exercício da atribuição prevista no art. 43 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal por esta Presidência”, afirmou Fachin na decisão.

Apesar da mudança na relatoria do inquérito, as ações penais que tiveram origem nas investigações continuarão sob a responsabilidade de Alexandre de Moraes. Fachin também determinou a preservação dos atos processuais realizados durante o período em que Moraes esteve à frente do caso.

De acordo com o ministro, a medida é necessária para evitar questionamentos sobre a validade dos atos já praticados e preservar a estabilidade dos processos.

“Em homenagem à segurança jurídica, à estabilidade dos atos processuais e à confiança legítima na atuação jurisdicional, devem ser preservados os atos regularmente praticados durante o período de vigência da designação”, afirmou.

A decisão ressalva, contudo, que eventuais questionamentos sobre esses atos poderão ser analisados pelos instrumentos processuais previstos na legislação.

Procedimentos serão devolvidos à Presidência

Além de assumir a relatoria do inquérito das Fake News, Fachin determinou que inquéritos, petições e outros procedimentos investigatórios que chegaram a Alexandre de Moraes por prevenção ao caso sejam devolvidos à Presidência do Supremo.

Os procedimentos deverão retornar no estágio em que se encontram para análise da Presidência da Corte. Depois dessa avaliação, os casos poderão ser encaminhados à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Caberá à PGR avaliar os elementos reunidos e decidir sobre os próximos passos, incluindo a possibilidade de apresentação de denúncia ou eventual arquivamento dos procedimentos.

A decisão de Fachin ocorre em meio a uma série de medidas tomadas nesta quarta-feira envolvendo investigações relacionadas ao Supremo e à Polícia Federal.

Fachin suspende decisões sobre diretores da PF

Também nesta quarta, o presidente do STF suspendeu a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Fachin também suspendeu a decisão posterior do ministro Flávio Dino que havia determinado a reintegração dos dois dirigentes aos cargos.

Outra determinação do presidente do STF foi a suspensão de “todo e qualquer procedimento” de investigação contra integrantes da própria Corte.

As medidas fazem parte de uma intervenção de Fachin sobre procedimentos e decisões relacionados ao inquérito das Fake News e a investigações que tiveram conexão com o caso.

A iniciativa busca reorganizar a tramitação dos processos e definir os limites institucionais para a condução dessas apurações dentro do Supremo.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 19:14:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e mantém diretores da PF nos cargos]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira, 9 de setembro, a decisão de André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

A medida amplia a atuação do presidente da Corte diante da crise que envolve decisões de ministros e investigações relacionadas ao chamado caso Banco Master.

Na decisão, Fachin afirmou que existe um cenário de conflito entre integrantes do próprio Supremo e destacou que já estão em andamento outras análises relacionadas ao caso.

Segundo o ministro, tanto um julgamento na Segunda Turma do STF quanto um pedido de suspensão de liminar estão pendentes de apreciação.

“É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência”, escreveu Fachin.

O presidente do Supremo também justificou a suspensão das decisões como uma forma de evitar a sobreposição de procedimentos dentro da própria Corte.

“Considero necessária a suspensão das decisões ora analisadas, porquanto, para além de qualquer juízo meritório sobre o afastamento ou não de autoridades, o qual será realizado oportunamente, cumpre obstar quadro de conflitos e sobreposições processuais que, por si só, configuram lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal”, continuou.

Fachin assume relatoria e suspende investigações

Além de suspender o afastamento dos diretores da Polícia Federal, Fachin levou para si a relatoria de investigações relacionadas ao chamado Inquérito das Fake News. O ministro também determinou a suspensão de “todo e qualquer procedimento” de investigação envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A decisão alcançou ainda uma apuração conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma possível interferência na elaboração de um relatório da Polícia Federal.

O documento havia apontado uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso durante a Operação Compliance Zero.

A sequência de decisões ocorre em meio à crise no Supremo envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O conflito teve origem em medidas relacionadas às investigações sobre o Banco Master e passou a envolver outros integrantes das instituições responsáveis pelo caso.

Entre os nomes envolvidos estão o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; o presidente do STF, Edson Fachin; e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.

Antes mesmo da divulgação do relatório que desencadeou a série de decisões, já existiam divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da Polícia Federal sobre a condução das investigações relacionadas ao caso Master.

Mendonça é responsável pela relatoria de apurações envolvendo o banco e também de um inquérito relacionado a repasses destinados à produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar Mendonça para discutir a relação entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro responsável pelas investigações.

Com a decisão desta quarta-feira, Fachin passa a concentrar novas atribuições relacionadas aos procedimentos que estão no centro da crise institucional.

A medida também busca, segundo os fundamentos apresentados pelo ministro, impedir a continuidade de conflitos e sobreposições processuais dentro do Supremo.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 17:52:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[André Mendonça pede atuação de Fachin após decisão de Flávio Dino ampliar crise no STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/andre-mendonca-pede-atuacao-de-fachin-apos-decisao-de-flavio-dino/631776/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), procurou o presidente da Corte, Edson Fachin, nesta quarta-feira, 9 de setembro, para solicitar providências diante do agravamento da crise institucional envolvendo integrantes do tribunal.

A iniciativa ocorreu após o ministro Flávio Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), revertendo uma decisão anterior de Mendonça.

O movimento intensificou o embate entre ministros do STF e ampliou as discussões nos bastidores da Corte sobre os limites das decisões individuais e a condução dos processos relacionados ao caso.

Reação à decisão de Flávio Dino

O pedido encaminhado por André Mendonça foi motivado pela decisão de Flávio Dino, que anulou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Nos bastidores, pessoas próximas a Mendonça interpretaram a medida como um desrespeito à atuação do presidente do Supremo.

Segundo esse entendimento, a decisão de Dino representou um "atropelamento" da atuação de Edson Fachin. Isso porque, na noite da terça-feira (8), o presidente do STF havia concedido prazo de 72 horas para que André Mendonça apresentasse manifestação sobre o caso antes da adoção de novas medidas.

Apesar dessa avaliação feita por aliados de Mendonça, Flávio Dino apresentou interpretação diferente ao justificar sua decisão.

Argumento apresentado por Dino

Na decisão em que determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal, Flávio Dino afirmou que a atuação de André Mendonça interferia em um procedimento já conduzido pela Presidência do Supremo.


– A decisão do ministro André Mendonça, portanto, sobrepõe-se ao procedimento instaurado pela Presidência da Corte, no qual Sua Excelência figura como parte – escreveu Dino.


Ao utilizar esse argumento, Dino atribuiu a Mendonça a conduta de ter ultrapassado a competência da Presidência do STF, invertendo a crítica feita por interlocutores do colega de Corte.

Bastidores da crise

De acordo com informações divulgadas pela CNN, a decisão de Flávio Dino foi interpretada como uma afronta não apenas ao ministro André Mendonça, mas também à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.

Isso porque o colegiado já havia formado maioria para referendar a decisão que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal, entendimento que acabou sendo revertido pela medida posteriormente adotada por Dino.

O episódio amplia a crise interna no STF e evidencia o clima de tensão entre ministros em torno das decisões relacionadas ao comando da Polícia Federal e aos processos que tramitam na Corte.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 15:02:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Lula faz pedido por quebra total de sigilo em investigações do caso Master]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/lula-pedido-quebra-total-de-sigilo-em-investigacoes-do-caso-master/631760/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quarta-feira, 9 de setembro, que seja retirado integralmente o sigilo das investigações relacionadas ao chamado "caso Master".

Em publicação nas redes sociais, o petista também pediu maior transparência na condução das apurações e afirmou que os desdobramentos do caso podem influenciar a disputa eleitoral, na qual busca um quarto mandato.

A manifestação ocorreu em meio ao acirramento da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações sobre o caso Master.

O cenário de tensão se intensificou depois que o ministro André Mendonça, responsável por processos ligados à investigação, decidiu levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal.

Investigações e desdobramentos

Os documentos revelaram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Após a divulgação, Moraes solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de uma apuração para investigar a atuação de Mendonça.

Outro desdobramento recente ocorreu quando André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

A decisão, porém, foi revertida nesta quarta-feira (9) pelo ministro Flávio Dino, que determinou a recondução dos dois delegados aos respectivos cargos.

Posicionamento do presidente da república

Ao comentar o episódio na rede social X, Lula afirmou que o país necessita de esclarecimentos sobre o que classificou como "o maior crime financeiro da história do Brasil".

Na mesma publicação, o presidente disse que o Judiciário enfrenta uma "crise institucional" e criticou o que chamou de "vazamentos seletivos" de informações.

Segundo o chefe do Executivo, a divulgação seletiva de informações interfere diretamente no cenário eleitoral, já que ele é candidato à reeleição para um quarto mandato.


O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", escreveu o presidente.


Na publicação, Lula também defendeu que haja "mais transparência e não vazamentos seletivos" durante a condução das investigações. Como referência, mencionou a divulgação de informações da Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Ricardo Lewandowski.

Ao concluir a mensagem, o presidente reforçou a defesa pela divulgação integral das informações relacionadas ao caso.


É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade", afirmou.


 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 13:24:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Em meio à crise no STF, Fachin cancela sessão plenária prevista para esta quarta-feira (9)]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/em-meio-a-crise-no-stf-fachin-cancela-sessao-plenaria-prevista-para/631759/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária ordinária que estava marcada para as 14h desta quarta-feira, 9 de setembro, em meio ao agravamento de uma crise entre ministros da própria Corte. 

O cancelamento ocorre após o ministro Flávio Dino ter determinado, na manhã de hoje, a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), revertendo decisão do dia anterior do ministro André Mendonça, que afastava o delegado de suas funções. 

O episódio é o mais recente de um embate público entre duas alas do Supremo – uma aliada a Mendonça e outra ao ministro Alexandre de Moraes. Ao cancelar a sessão desta quarta, Fachin evita o primeiro encontro público entre os ministros desde que a crise interna veio à tona, na semana passada. 

Na sessão desta quarta, o plenário retomaria o julgamento sobre as regras para a contribuição social de produtores rurais ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). 

Plenário

Fachin é relator de um processo que trata da regularidade de relatórios da PF que têm como alvo Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. O presidente do Supremo ainda aguarda a manifestação dos envolvidos antes de decidir sobre a abertura de investigações formais. 

Na semana passada, Mendonça e Moraes protagonizaram um embate público sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigação. 

Fachin pode decidir de forma monocrática (individual) ou levar o caso ao plenário, em sessão aberta ou fechada. Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

Agência Brasil 

Guerra de relatórios

A crise veio à tona com a retirada do sigilo, por Mendonça, de relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro, antigo dono do Banco Master. 

No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Em outro trecho, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo. As respostas do interlocutor ao ex-banqueiro não puderam ser resgatadas, informaram os investigadores. 

Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro. Após divulgação do material, o ministro tornou público um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça que sugere direcionamento contra desafetos políticos na condução do caso Master. 

O documento apresentado por Moraes, contudo, não é assinado nem traz qualquer marca da Polícia Federal. O ministro pediu a Fachin que Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. 
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:53:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Virou várzea": Flávio Bolsonaro cobra ação de Fachin após recondução de Andrei Rodrigues à PF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/virou-varzea-flavio-bolsonaro-cobra-acao-de-fachin-apos-reconducao/631758/</link>
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				<description><![CDATA[O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta quarta-feira, 9, que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) tome medidas para resolver o impasse que se criou em torno do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

"O Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, imediatamente, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro", escreveu Flávio, em seu perfil na rede social X.

Mais cedo, o ministro do STF Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral e de Leandro Almada da Costa ao cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão foi proferida em processo que está sob sigilo. Os dois haviam sido afastados ontem por liminar do ministro André Mendonça.

Dino também determinou que não sejam impostas aos Rodrigues e Costa novas medidas cautelares "fundadas exclusivamente em atos praticados no regular exercício de suas atribuições funcionais, em cumprimento a determinações judiciais".

"Ficam ressalvadas eventuais apurações disciplinares, de competência dos respectivos superiores hierárquicos, se for o caso, observados, em qualquer hipótese, o devido processo legal, as regras de competência e a legitimidade para a formulação do correspondente requerimento", afirmou o ministro.

Na terça, 8, ao comentar o afastamento de Andrei, Flávio ironizou a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocar o Conselho da República e relembrou quando o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cogitou a hipótese.

"Olha que ironia. O presidente Bolsonaro, quando foram tratar de algo nessa linha com ele, transformaram isso em um golpe. Já podemos chamar Lula de golpista?", questionou o senador, em seu canal no YouTube.

Flávio descartou acionar o Estado de sítio ou de defesa no País para conter a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). "Não tem nenhum espaço para Estado de defesa, Estado de sítio no Brasil. Em nenhum momento foi pensado isso lá atrás e agora também não tem por que isso acontecer", disse.

Estadão Conteúdo 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:08:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[André Mendonça revoga uso de tornozeleira eletrônica por ex-ministro de Bolsonaro investigado por fraudes no INSS]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/andre-mendonca-revoga-uso-de-tornozeleira-eletronica-por-ex-ministro/631749/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou, na terça-feira, 8 de setembro, o uso de tornozeleira eletrônica por Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, ex-ministro do Trabalho no governo de Jair Bolsonaro e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele é investigado pela Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

A decisão atendeu a uma recomendação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu o fim do monitoramento eletrônico por entender que o investigado não teria adotado comportamento prejudicial ao andamento das apurações.

Apesar da retirada da tornozeleira, outras medidas cautelares continuam em vigor. Ahmed Mohamad Oliveira Andrade está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados no caso. O ex-ministro também deverá entregar o passaporte em até 24 horas.

Ahmed, que anteriormente se chamava José Carlos Oliveira, é investigado no âmbito das apurações sobre supostas fraudes envolvendo descontos associativos realizados sem autorização em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

PF atribui papel estratégico a ex-presidente do INSS

Ahmed foi preso em novembro do ano passado durante uma operação da Polícia Federal. Segundo os investigadores, ele teria exercido um papel considerado “estratégico” para o “funcionamento e blindagem” do esquema investigado.

A apuração reúne mensagens de WhatsApp nas quais o ex-ministro teria agradecido pelo pagamento de “valores indevidos”. Os investigadores também identificaram referências a Ahmed pelos apelidos “Yasser” e “São Paulo”.

Uma planilha datada de fevereiro de 2023 também registra um repasse de R$ 100 mil associado ao ex-presidente do INSS. O documento integra os elementos analisados pela Polícia Federal na investigação sobre cobranças realizadas sem autorização em benefícios previdenciários.

Ahmed Mohamad Oliveira Andrade comandou o INSS antes de assumir o Ministério do Trabalho e Previdência durante o governo Jair Bolsonaro. A retirada da tornozeleira eletrônica, no entanto, não encerra as restrições impostas pelo STF nem a investigação conduzida pela Polícia Federal.
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 09:57:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Flávio Dino reintegra Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/flavio-dino-reintegra-andrei-rodrigues-ao-comando-da-policia-federal/631746/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um recurso apresentado por Andrei Augusto Passos Rodrigues e determinou a reintegração do delegado ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão também restabelece Leandro Almada da Costa nas funções de diretor de Inteligência Policial da corporação.

Na prática, a decisão de Dino suspende os efeitos da ordem dada pelo ministro André Mendonça, que havia determinado, na terça-feira, 8 de setembro, o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada dos cargos.

O pedido de reintegração foi apresentado em uma petição relacionada à investigação sobre recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse. No recurso, Andrei argumentou que o afastamento prejudicaria o andamento das investigações sob responsabilidade da Polícia Federal.

Segundo a petição, a saída do diretor-geral interferiria na organização da equipe responsável pelas apurações, retardaria o acesso a materiais disponibilizados e comprometeria a atuação da instituição.

Dino cita prejuízos a investigações

Ao analisar o pedido, Flávio Dino afirmou que a suspensão da produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal poderia prejudicar procedimentos urgentes conduzidos sob sua relatoria.

"Por todo o exposto, no exercício do poder geral de cautela, com o objetivo de impedir a produção de danos irreparáveis a processos submetidos à minha Relatoria, DEFIRO a tutela provisória requerida para determinar [...] que assegure a imediata reintegração de ANDREI AUGUSTO PASSOS RODRIGUES aos cargos de Delegado e de Diretor-Geral da Polícia Federal e de LEANDRO ALMADA DA COSTA aos cargos de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal", determinou Dino.

O ministro afirmou ainda que a medida anterior prejudicava o andamento dos trabalhos policiais. "No caso, este relator se vê diante da situação em que outro Ministro da Corte determinou a paralisação da produção de relatórios de inteligência da Polícia Federal, medida inédita na história da corporação", escreveu.

Dino também criticou a decisão de André Mendonça e afirmou que divergências não poderiam resultar na interrupção das investigações. "Enquanto o Plenário do STF não for chamado a se manifestar, não é cabível que investigações urgentes e com diligências em curso [...] sejam interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal", declarou.

O ministro também proibiu a adoção de novas medidas cautelares contra Andrei Rodrigues e Leandro Almada baseadas exclusivamente em atos praticados no exercício regular de suas funções e no cumprimento de determinações judiciais.

Ao restabelecer os dois delegados nos cargos, Dino encaminhou a decisão ao plenário do Supremo Tribunal Federal e também à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A decisão ocorre em meio à crise envolvendo integrantes do STF e a direção da Polícia Federal. O afastamento determinado anteriormente por André Mendonça havia sido submetido à análise da Segunda Turma da Corte.
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 09:17:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Delegados da Polícia Federal criticam afastamento de Andrei Rodrigues e cobram decisão do plenário do STF]]></title>
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				<description><![CDATA[A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), entidade que representa 2,3 mil delegados da corporação, emitiu nota nesta terça-feira, 8 de setembro, sobre a decisão liminar que afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. 

Para a organização, o afastamento da autoridade máxima da PF, uma instituição permanente prevista na Constituição Federal, somente poderia ocorrer por decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por atuação monocrática de um dos seus membros, mesmo que sujeita a referendo de um colegiado interno do tribunal.


"Essa cautela impõe-se com maior razão no contexto dos fatos ora analisados, em que documentos integrantes de investigações em curso na própria Corte fazem referência a ministros que a compõem. A deliberação pelo colegiado pleno, nessas circunstâncias, é medida de preservação da autoridade do Tribunal, de garantia do devido processo legal e de prevenção da prática de atos passíveis de nulidade, cujos efeitos recairiam sobre as investigações e sobre a própria instituição que se pretende resguardar", diz a nota.


A ADPF também classificou o momento como de "crise institucional grave" e observou que, em poucos dias, a Polícia Federal e seu comando passaram a ser objeto de procedimentos que afetam a estabilidade interna.

"Circunstâncias dessa natureza exigem serenidade de todos os atores, respeito aos ritos processuais e confiança de que os fatos serão esclarecidos pelas vias constitucionais, sem antecipação de juízos e sem exposição pública de quem exerce a função policial em cumprimento da lei", aponta a associação.

Segundo a ADPF, a decisão do ministro André Mendonça atropelou ritos processuais, já que não havia inquérito ou ação penal instaurados nem processo administrativo disciplinar aberto contra os dois diretores afastados, o que fragiliza a base jurídica da liminar, ao antecipar efeitos que a lei só reserva após a abertura de procedimentos investigativos.

Escolha de diretor-geral

Ainda na nota, a ADPF afirma que o país não pode permanecer mergulhado em sucessivas crises institucionais que colocam a Polícia Federal no centro de disputas alheias à sua missão e sugere mudanças na corporação, incluindo o estabelecimento de mandato fixo para o diretor-geral.


"A recorrência desses episódios revela um problema estrutural: a direção da instituição responsável pela investigação das mais altas autoridades da República continua submetida a critérios de escolha e de permanência que dependem exclusivamente da conjuntura política e das relações de confiança do momento", diz a entidade de delegados.


A proposta da associação é que o presidente da República escolha o diretor-geral a partir de lista tríplice formada por eleição direta entre os delegados da PF. "O modelo preserva a legitimidade democrática da nomeação, confere ao dirigente a estabilidade necessária, cria ambiente institucional adequado para que todos os delegados conduzam suas investigações e substitui a lealdade pessoal de quem é nomeado pela responsabilidade perante a instituição e a sociedade", prossegue a nota.

A ADPF defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 412/2009, que tramita no Congresso Nacional. O texto prevê autonomia funcional, administrativa e orçamentária da PF.

Agência Brasil 
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				<category>Justiça</category>
				<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 08:03:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes reduz dois dias dos 14 anos de pena a Débora do Batom após após cursos do Sebrae]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/alexandre-de-moraes-autoriza-reducao-de-pena-de-debora-do-batom/631730/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (8) a redução de dois dias da pena de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. A decisão está relacionada à participação da cabeleireira em dois cursos profissionalizantes promovidos pelo Sebrae.

Débora, que é baiana e mora em Paulínia, no interior de São Paulo, concluiu capacitações nas áreas de marketing e planejamento. Cada curso teve duração de 12 horas. De acordo com a Lei de Execução Penal, a cada 12 horas de estudos registradas pode ser concedido um dia de redução da pena.

Com a conclusão das duas atividades, a defesa obteve o reconhecimento de dois dias de remição. A autorização foi dada por Moraes, relator do inquérito que apura os atos de 8 de janeiro de 2023.

Débora do Batom foi condenada por cinco crimes

Débora foi condenada pela Primeira Turma do STF no ano passado em razão de sua participação nos atos ocorridos em Brasília. Durante a manifestação, ela escreveu com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal.

O episódio ocorreu durante os atos de 8 de janeiro de 2023, realizados em Brasília após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A cabeleireira, atualmente com 40 anos, foi condenada por cinco crimes relacionados aos acontecimentos: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

A condenação levou em consideração as acusações relacionadas aos atos e aos danos registrados durante a manifestação.

Prisão domiciliar e cumprimento da pena

Débora está em prisão domiciliar desde março de 2025. A mudança ocorreu quando ela completou dois anos de prisão.

Com a nova decisão, os dois cursos realizados pelo Sebrae resultaram na redução de dois dias da pena. A remição por estudo é prevista na legislação de execução penal e permite que atividades educacionais devidamente registradas sejam consideradas para diminuir o tempo de cumprimento da condenação.

Segundo as informações apresentadas, Débora já cumpriu três anos e cinco meses da pena total. A redução autorizada por Alexandre de Moraes representa, portanto, um abatimento de dois dias no período restante de cumprimento da condenação.

A decisão ocorre no âmbito do processo relacionado aos atos de 8 de janeiro, pelos quais a cabeleireira foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 19:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[André Mendonça atendeu pedido do partido Novo para afastar diretor-geral da PF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/andre-mendonca-pedido-partido-novo-afastar-diretor-geral/631709/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça solicitou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com base em um pedido do partido Novo.

A sigla também chegou a defender a prisão preventiva do delegado, alegando que a medida seria necessária para preservar as investigações do caso do Banco Master. O pedido não foi aceito por Mendonça.

Andrei foi afastado preventivamente do cargo nesta terça-feira (8) pelo ministro, que também afastou o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão de Mendonça, mas o desfecho do julgamento acabou interrompido por um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo. 

Para embasar o pedido de prisão de Andrei, o Novo apontou para mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a um interlocutor que os responsáveis pela investigação dizem ser o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo. 

“Mais elementos têm convergido com a ideia de que Daniel Vorcaro possuía uma proximidade não apenas com autoridades ocupantes de cargos dessa Suprema Corte, como também com o ocupante do mais alto cargo de direção da Polícia Federal, instituição que conduzia uma das investigações contra ele e o banco do qual era controlador, Banco Master”, diz a petição do partido, protocolada na semana passada. 

A sigla também afirmou que Andrei estaria agindo para impedir que Vorcaro alcance um acordo de delação premiada. A acusação teria sido feita pelo ex-banqueiro em audiência com Mendonça. O encontro ocorreu a pedido da defesa e contou com a participação de um representante do Ministério Público, conforme previsão legal. 

Ao final, o ministro André Mendonça considerou o afastamento do cargo como medida mais adequada. O ministro chamou as circunstâncias de “gravíssimas” e afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela Polícia Federal durante o mês de agosto.

Acusações contra Mendonça

Na última quinta-feira (3), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu ao presidente da corte, Edson Fachin, a abertura de investigação contra André Mendonça.

Segundo Moraes, relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam indícios de prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade de Mendonça durante a relatoria das investigações sobre os descontos do INSS e as fraudes do Banco Master.

No relatório apresentado por Moraes consta a sugestão de que Mendonça pudesse estar direcionando as investigações do caso Master para atingir desafetos políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Mendonça foi ministro de estado do governo de Jair Bolsonaro

Defesa dos pares

Por meio de nota divulgada após a decisão, onze diretores da Polícia Federal manifestaram apoio ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada.

Os delegados repudiaram as acusações contra os dois e afirmaram que os ataques à PF são injustificados. Ao final do documento, os diretores colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto.

"Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas", conclui o documento.

Agência Brasil
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 16:40:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Senador pede prisão de diretor-geral da PF após afastamento do cargo por ordem de André Mendonça]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/senador-pede-prisao-de-diretor-geral-da-pf-apos-afastamento-do-cargo/631701/</link>
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				<description><![CDATA[O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou nesta terça-feira, 8 de setembro, que vai protocolar um pedido de prisão preventiva contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afastado do cargo por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.



Eu estou encaminhando, protocolando hoje (terça) o pedido de prisão a todas as autoridades referentes a esse caso, ao próprio ministro André Mendonça, pedindo, imediatamente, não só o afastamento, mas a prisão de Andrei Rodrigues. À Corregedoria da Polícia Federal e ao próprio Tribunal de Contas da União, pelo uso indevido do cargo e do dinheiro público para a confecção de relatórios apócrifos", declarou o parlamentar à imprensa.


Viana disse também que oficiará a ministra Cármen Lúcia para que exija um posicionamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a instalação do Conselho de Ética da Casa, e criticou o senador pelo que considera omissão no caso.

"Ele (Alcolumbre) não atende ninguém, especialmente quem está tentando que ele dê esclarecimentos, porque ele tem esclarecimentos a dar. Nós não podemos permanecer como está hoje, como se nada estivesse acontecendo. Senado está vivendo onde? Numa bolha? Senado está longe do que a população brasileira quer?", questionou.

Viana afirmou ainda que também irá protocolar a convocação de Andrei, do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 16:02:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Segunda Turma do STF tem maioria para manter afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/segunda-turma-do-stf-tem-maioria-para-manter-afastamento-de-andrei/631684/</link>
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				<description><![CDATA[A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira, 8 de setembro, para manter a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções. 

A conclusão do julgamento, contudo, foi interrompida por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto isso, a liminar (decisão urgente e provisória) de Mendonça segue em vigor. 

O pedido de vista foi requerido por Gilmar Mendes assim que a sessão extraordinária da Segunda Turma para analisar o caso foi aberta, às 10h.

Pouco depois, porém, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam o voto para confirmar a decisão de Mendonça, formando maioria de três entre os cinco ministros que compõem o colegiado. O ministro Dias Toffoli também integra a Segunda Turma. 

A sessão extraordinária da Segunda Turma foi convocada horas depois de Mendonça ter assinado a decisão de afastar Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF. Ele atendeu a um pedido do partido Novo. 

Entenda

O ministro justificou a decisão afirmando ter sido monitorado ilegalmente durante o mês de agosto, com a produção de ao menos seis relatórios de inteligência ocultos. Também foi monitorado o advogado-geral da União, Jorge Messias. 

A existência dos relatórios veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo, ter tornado um deles público, afirmando, com base no documento, que Mendonça estaria cometendo abusos de autoridade ao fazer direcionamentos, como relator, das investigações da Operação Compliance Zero. 

A operação apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e seu antigo dono Daniel Vorcaro. 

Moraes divulgou o que seria um “relatório de inteligência” da PF depois que Mendonça, por sua vez, tornou públicas mensagens recuperadas do celular apreendido de Vorcaro e que a PF diz terem sido enviadas a Moraes. 

Nas mensagens, o ex-banqueiro aparenta ter relação de proximidade com Moraes. Uma delas sugere, por exemplo, que o ministro recebeu e editou um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. 

Em outra mensagem, Vorcaro parece buscar junto a Moraes informações sobre uma possível operação da Polícia Federal para prendê-lo. Moraes, por sua vez, nega qualquer contato com o ex-banqueiro.

Agência Brasil 
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:53:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento sobre afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/justica/gilmar-mendes-pede-vista-e-suspende-julgamento-sobre-afastamento-de/631680/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista e suspendeu, nesta terça-feira, 8 de setembro, o julgamento da decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa.

A decisão de Mendonça ainda precisava ser referendada pela Segunda Turma do STF. Antes do pedido de vista apresentado por Gilmar Mendes, no entanto, os ministros que já haviam antecipado seus votos formaram maioria para manter o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal.

A medida havia sido tomada por André Mendonça após pedidos apresentados pelo partido Novo para o afastamento e prisão de Andrei Rodrigues. Na decisão, o ministro citou a “superlativa gravidade e ilicitude” de relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal e afirmou ter sido alvo de monitoramento sistemático pela corporação.

Além do afastamento dos dois dirigentes, Mendonça determinou a abertura de investigação para apurar os fatos e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência relacionados à atuação de autoridades.

Sobre o caso

A crise envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal ganhou força após André Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de documentos de uma investigação que reúne registros relacionados ao ministro Alexandre de Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O material foi produzido pela Polícia Federal a partir de dados extraídos do celular do banqueiro e apresenta mensagens, encontros e negociações envolvendo Vorcaro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes.

O documento, classificado como Informação de Polícia Judiciária de Análise (IPJ-A), havia sido encaminhado a André Mendonça em 27 de agosto. Segundo informações da investigação, o celular de Vorcaro possuía diferentes registros associados a um mesmo número de telefone atribuído a Alexandre de Moraes.

Na última quinta-feira (3), Alexandre de Moraes determinou o envio ao presidente do STF, Edson Fachin, de relatórios da Polícia Federal que apontariam possíveis irregularidades na atuação de André Mendonça à frente das operações Sem Desconto e Compliance Zero.

O episódio ampliou a crise envolvendo integrantes da Corte e levantou questionamentos sobre a produção e a circulação de documentos de inteligência da Polícia Federal.

Nesta terça-feira, André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada da Costa. Segundo o ministro, ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, teriam sido alvos de monitoramento por parte da Inteligência da PF.

A decisão foi submetida à análise da Segunda Turma do STF, que chegou a formar maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. O julgamento, porém, foi suspenso após o pedido de vista apresentado por Gilmar Mendes e ainda deverá ser retomado.
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				<category>Justiça</category>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 10:57:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[André Mendonça determina afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal ]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/justica/andre-mendonca-afastamento-diretor-geral-policia-federal/631676/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 8 de setembro, o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A decisão também prevê o afastamento do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

Além dos afastamentos, Mendonça determinou a abertura imediata de procedimentos investigativos criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da Polícia Federal. O objetivo é apurar as circunstâncias envolvendo a produção de relatórios de inteligência que teriam monitorado autoridades.

O ministro também solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para analisar e referendar a decisão ainda nesta terça-feira.

Relatórios teriam monitorado autoridades

Na decisão, André Mendonça afirma que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, teriam sido alvo de monitoramento por parte da inteligência policial.

Segundo o ministro, a situação é grave por envolver o acompanhamento de autoridades sem respaldo legal.


“Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, afirmou Mendonça.


O ministro também comparou o cenário descrito nos autos à obra “1984”, do escritor George Orwell, romance conhecido por retratar uma sociedade marcada pela vigilância e pelo controle.

A petição apresentada por Mendonça aponta ainda que Andrei Rodrigues teria encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, pelo menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026.

Segundo a decisão, a divulgação das informações poderia ter alertado possíveis alvos de medidas cautelares e comprometido investigações em andamento, o que poderia caracterizar embaraço às apurações.

Mendonça afirmou que as medidas buscam preservar as garantias institucionais da magistratura, da advocacia pública e das carreiras policiais diante das consequências provocadas pela produção reiterada dos relatórios.
]]></description>
				
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				<category>Justiça</category>
				<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 09:36:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin aguarda explicações de Mendonça e Moraes para decidir sobre crise no STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-aguarda-explicacoes-mendonca-moraes-decidir-crise/631640/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, Fachin deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso.

Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 15:21:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA['Para receber aplausos?': Flávio Dino critica promessa de encerrar inquérito das fake news sem citar Fachin]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/flavio-dino-critica-encerramento-inquerito-fake-news/631628/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou nas redes sociais que não é possível encerrar um inquérito criminal por motivo de "tramitação longa". Para tanto, segundo o magistrado, é necessária a propositura de "ações penais e arquivamentos cabíveis".

"É possível a um julgador, qualquer que seja ele, &#39;prometer&#39; o final de um inquérito, como se fosse um candidato ou para receber aplausos?", afirmou Dino, sem citar nome do presidente da Corte, Edson Fachin, que defendeu o fim do inquérito das fake news como uma medida de distensão em meio à escalada da crise no Supremo.

"Antes do prazo prescricional, um inquérito deve ser arquivado por motivo de tramitação longa? E quem decide o que é &#39;tramitação longa&#39;? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?", completou Dino.

Como exemplo, o ministro fez uma pergunta retórica: "Quais são os inquéritos mais antigos em tramitação no STF?". O painel Corte Aberta, no qual estão listados todos os processos do Supremo, aponta que, embora o inquérito das fake news tenha sido instaurado há sete anos, em 2019, não é o procedimento do tipo que está há mais tempo em aberto. O inquérito mais longevo foi aberto em 2011 e está sob relatoria de André Mendonça, que o herdou do acervo do antecessor, Marco Aurélio Mello.

Na publicação deste domingo, 6, Flávio Dino discorreu sobre o que identificou como vícios no debate sobre o Poder Judiciário. O ministro defendeu que decisões monocráticas não necessariamente fazem mal ao Supremo, sendo "essenciais em um sistema de precedentes vinculantes". "Se todas as questões com jurisprudência definida tiverem que ir aos Colegiados, o número de julgamentos vai desabar e a morosidade vai aumentar", argumentou Dino.

Para Dino, o debate sobre possíveis reformas no Poder Judiciário tem sido afetado por "ódios pessoais", "interesses eleitorais" e "mentiras". "A propósito, lembro o ensinamento cristão: O Diabo é o &#39;pai da mentira&#39;", citou o magistrado.

Relembre a escalada da crise no STF

O STF vive um impasse institucional após Mendonça, relator do caso Master na Corte, ordenar a produção de um relatório sobre as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com um interlocutor que acabou sendo identificado como Alexandre de Moraes. A íntegra do relatório foi publicada pelo Estadão.

Instada a se manifestar sobre o relatório, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a nulidade do documento. Segundo Paulo Gonet, o relatório é nulo pois Mendonça mandou investigar Moraes sem pedir autorização ao plenário da Corte, como determina a lei do foro por prerrogativa de função, o foro privilegiado. O relatório sobre Moraes também inclui menções ao procurador-geral

Em retaliação a Mendonça, Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, para incluir o colega no inquérito das fake news. Para tanto, utilizou relatórios de inteligência da PF segundo os quais Mendonça acumularia indícios de parcialidade na condução dos casos Master e das fraudes no INSS. Porém, os próprios documentos atestam que não possuem "lastro probatório", ou seja, não apresentam provas para as observações ali incluídas.

Fachin negou a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news e pediu para que Moraes, Mendonça, a PGR e a PF manifestem-se sobre o caso. O prazo para que todos se pronunciem termina em 21 de setembro.

Estadão Conteúdo 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 11:22:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[André Mendonça libera relatório sobre Moraes e Vorcaro para julgamento no plenário do STF]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo, 6 de setembro para julgamento no plenário da Corte o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

A medida não significa que o julgamento já tenha data marcada. A definição dos próximos passos cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, que poderá decidir se o caso será levado ao conjunto dos ministros, quando isso ocorrerá e o formato de uma eventual sessão.

Na semana passada, Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF e encaminhou o material à Presidência do Supremo e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Os desdobramentos ampliaram o embate interno na Corte envolvendo a condução das apurações relacionadas ao caso Master.

Fachin estabeleceu até sexta-feira, 11 de setembro, para receber informações de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Fachin decidirá os próximos passos no Supremo

O presidente da Corte poderá aguardar as manifestações solicitadas antes de definir como o Supremo tratará o material. Caso opte pela análise colegiada, os ministros deverão avaliar os encaminhamentos relacionados às apurações que envolvem Moraes.

Também caberá à Presidência estabelecer o formato da análise, que poderá ocorrer em sessão pública ou reservada.

Há ainda a possibilidade de uma decisão individual da Presidência sobre o caso, embora essa alternativa seja apontada como menos provável pelas fontes citadas na reportagem que revelou os bastidores do episódio.

PGR defendeu nulidade de investigação

Outro ponto da controvérsia envolve a posição da Procuradoria-Geral da República. Na terça-feira (1º), a PGR defendeu a nulidade da apuração conduzida a partir de determinação de André Mendonça.

O órgão argumentou que o ministro não deveria ter solicitado a identificação do destinatário de mensagens atribuídas a Vorcaro sem provocação do Ministério Público ou da própria Polícia Federal.

A PGR sustentou ainda que uma eventual apuração envolvendo Alexandre de Moraes deve ser submetida ao plenário do Supremo.

Fachin pediu informações sobre atuação da PF e dos ministros

Entre os esclarecimentos solicitados por Fachin estão o cumprimento, pela Polícia Federal, das regras aplicáveis a autoridades com foro no Supremo e as circunstâncias envolvendo medidas adotadas durante as investigações.

O presidente da Corte também pediu informações sobre indícios de eventual utilização de credenciais de acesso institucional para consulta a documento particular e sobre a possível revelação de dados submetidos a sigilo judicial.

Outro ponto diz respeito às circunstâncias em que Mendonça determinou a identificação de pessoas mencionadas nas investigações do caso Master e às medidas relacionadas ao controle externo da atividade policial.

Moraes pediu investigação contra André Mendonça

O embate passou a envolver diretamente os dois ministros quando Alexandre de Moraes encaminhou a Fachin um pedido de investigação contra André Mendonça.

Na petição, Moraes apontou supostos indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a grupos políticos na atuação do colega como relator de casos relacionados ao Master e ao INSS.

Fachin posteriormente decidiu retirar esse pedido do escopo do inquérito das fake news. Com o novo encaminhamento, a Presidência do STF deverá definir os próximos passos após analisar as informações solicitadas aos envolvidos.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:45:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Michelle Bolsonaro defende André Mendonça em meio à crise no STF: 'Um verdadeiro homem de Deus']]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/michelle-bolsonaro-defende-andre-mendonca-em-meio-a-crise-no-stf/631624/</link>
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				<description><![CDATA[Em meio a uma crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira-dama e candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL), saiu em defesa do ministro André Mendonça. "Você é um grande e verdadeiro homem de Deus", disse Michelle em uma postagem no Instagram.

Sem mencionar a atual crise institucional que envolve a Corte, a ex-primeira-dama lembrou de quando o nome do magistrado foi indicado à Corte pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), além de elogiar Mendonça, chamando-o de "escolhido e ungido do senhor".

"Saiba que a amada Igreja o ama! Saiba que existem homens, mulheres, jovens e até crianças que oram, choram e se alegram por você! Você foi chamado para este tempo. A nossa maior alegria é saber que você é um grande e verdadeiro homem de Deus!", disse Michelle, na postagem.

O clima de tensão na Corte se intensificou após a revelação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que mostraram que ambos conversaram sobre detalhes sensíveis da Operação Compliance Zero dias antes da prisão do banqueiro.

André Mendonça, por sua vez, é relator do caso Master no Supremo e liberou o sigilo de informações da Polícia Federal que liberaram as mensagens comprometedoras. Nesta semana, após as revelações, Moraes usou o inquérito das fake news para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Revelações recentes também mostraram que Mendonça recebeu pessoalmente o banqueiro Daniel Vorcaro no início de 2025. A informação foi confirmada pelo próprio ministro, que disse que o encontro durou entre 20 e 30 minutos e ocorreu na sede do instituto educacional mantido pelo ministro, na cidade de São Paulo.

Estadão Conteúdo 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 10:19:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar Mendes apresenta proposta para vetar delegados da PF como assessores de ministros do STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/gilmar-mendes-proposta-vetar-delegados-pf-assessores-stf/631606/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou neste sábado, 5 de setembro, uma proposta para proibir que militares, delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes da Corte.

A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.

A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.

Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o Supremo.

O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico”.

Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.  

A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.

Relatórios

A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes, segundo afirmam os investigadores.

Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo.

Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as investigações contra desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de investigação, e “sem valor probatório”.

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 20:00:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin promete fim do inquérito das fake news e código de ética para o STF em meia a crise; veja vídeo]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-fim-inquerito-fake-news-prioridades-stf/631496/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta sexta-feira, 4 de setembro, que o encerramento do inquérito das fake news está entre as prioridades de sua gestão à frente da Corte.

O ministro também apontou a adoção de um Código de Ética e a modernização do sistema de Justiça como metas para o período em que comandará o tribunal.

A declaração foi feita durante um evento no Palácio do Planalto e ocorre em um momento de tensão envolvendo integrantes do Supremo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF), especialmente em torno das investigações relacionadas ao Banco Master.

Ao abordar os desafios enfrentados pelo Judiciário, Fachin afirmou que a gravidade dos acontecimentos não pode justificar medidas que desconsiderem as regras previstas na legislação e na Constituição.

“A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e as garantias constitucionais. Não haverá precipitação, tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, declarou o ministro.





 


 

 



 




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Fachin cita três prioridades para o STF

Segundo o presidente do Supremo, os acontecimentos recentes envolvendo a Corte reforçaram a necessidade de colocar em prática três objetivos considerados centrais para sua administração.

Entre eles está justamente o fim do inquérito das fake news, investigação que se tornou um dos processos mais conhecidos e controversos em torno do STF. Fachin também defendeu a criação de um Código de Ética e a modernização do sistema de Justiça.

“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, afirmou.

A definição dessas prioridades ocorre enquanto o Supremo enfrenta um período de forte pressão institucional, com diferentes órgãos públicos envolvidos em discussões relacionadas às investigações sobre o Banco Master.

Declaração ocorre em meio à crise do Banco Master

A fala de Fachin acontece no contexto de uma crise que envolve ministros do STF, a PGR e a PF em torno das apurações relacionadas ao Banco Master.

O cenário colocou diferentes instituições no centro de debates sobre a condução de investigações e sobre os limites da atuação dos órgãos envolvidos. Nesse ambiente, Fachin reforçou a necessidade de que as respostas institucionais sejam conduzidas dentro dos parâmetros legais.

Ao assumir uma postura de defesa do devido processo legal e das garantias constitucionais, o presidente do STF sinalizou que pretende conduzir sua gestão sem antecipar conclusões ou adotar medidas fora dos procedimentos estabelecidos.

A afirmação de que não haverá “precipitação, tampouco omissão”, segundo Fachin, resume a postura que pretende adotar diante dos desafios que chegam à Corte. O ministro afirmou ainda que a resposta institucional deverá ser firme, proporcional e rigorosa.

Entre as metas anunciadas, o encerramento do inquérito das fake news representa uma mudança relevante na condução de uma investigação que há anos ocupa espaço central na atuação do Supremo. Ao lado do Código de Ética e da modernização da Justiça, a medida passa a integrar formalmente as prioridades da atual presidência da Corte.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 12:49:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin retira pedido de Moraes para investigar Mendonça do inquérito das fake news]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-tira-acusacoes-contra-mendonca-inquerito-fake-news/631489/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira, 4 de setembro, que as acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça sejam retiradas do inquérito das fake news e passem a tramitar em um procedimento separado, sob sua própria relatoria.

A decisão concentra no novo processo as acusações apresentadas pelos dois ministros, incluindo questionamentos relacionados a decisões tomadas por Mendonça em casos que envolvem Moraes. Diferentemente dos inquéritos das fake news e do Banco Master, o novo procedimento não está submetido a sigilo.

Na mesma decisão, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e André Mendonça apresentem manifestações sobre as acusações feitas por Moraes. O prazo estabelecido é de cinco dias úteis para cada manifestação, em períodos sucessivos.

PGR será a primeira a se manifestar

Pelo procedimento definido por Fachin, a PGR terá inicialmente cinco dias úteis para apresentar seu parecer. Depois disso, será aberto novo prazo de cinco dias úteis para que Mendonça se manifeste.

Ao Ministério Público, Fachin determinou que sejam analisadas a admissibilidade e a regularidade do procedimento utilizado por Moraes para apresentar as acusações. Caso entenda necessário, a PGR também poderá avaliar o mérito das acusações.

Mendonça, por sua vez, poderá questionar aspectos relacionados à forma como o procedimento foi instaurado, ao conteúdo das acusações e à sua regularidade processual.

Fachin fez questão de destacar na decisão que a determinação não representa uma antecipação de sua posição sobre o caso. Segundo o presidente do STF, as providências adotadas têm como objetivo complementar a instrução do processo.

Entenda a origem do conflito

O episódio ganhou força na quinta-feira (3), quando Alexandre de Moraes pediu a abertura de uma investigação contra André Mendonça. O ministro apontou suspeitas de abuso de poder e de favorecimento de grupos políticos na condução de processos relacionados ao Banco Master e às fraudes envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O pedido de Moraes foi apresentado dentro do inquérito das fake news e teve como um dos fundamentos relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal (PF). Esses documentos, porém, não possuem, por si só, caráter probatório.

A iniciativa ocorreu após uma decisão de Mendonça na terça-feira (1º), quando o ministro retirou o sigilo de um relatório da PF que registrava contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Relatório registra pedidos de Vorcaro a Moraes

De acordo com o conteúdo do relatório que teve o sigilo retirado, as mensagens registradas indicam que Vorcaro teria pedido a Moraes que atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República para tentar conter o avanço das investigações envolvendo o Banco Master.

A divulgação dos registros aumentou a tensão entre os ministros e antecedeu o pedido de Moraes para que Fachin analisasse a conduta de Mendonça.

Agora, com a decisão do presidente do STF, as acusações contra Mendonça terão tramitação própria e serão submetidas inicialmente à análise da PGR e à manifestação do próprio ministro. Fachin deverá avaliar os próximos passos somente após receber as manifestações determinadas na decisão.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:00:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fachin pede explicações a Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei sobre investigação do Caso Master]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/fachin-pede-explicacoes-moraes-mendonca-gonet-andre-master/631484/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu explicações aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre fatos relacionados ao relatório da Polícia Federal que expôs a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Também devem prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor da PF, Andrei Rodrigues. Todos terão prazo de cinco dias úteis para fazer isso.

Antes de ter dado a decisão, Fachin autuou o relatório da PF como petição no STF. O presidente da Corte quer esclarecer fatos específicos antes de decidir se encaminhará a discussão ao plenário.

Mendonça, que é relator das fraudes do Banco Master e divulgou o documento da PF, pediu para Fachin incluir os indícios sobre Moraes na pauta de julgamentos para os ministros votarem se abrem ou não inquérito contra o colega.

"Cabe à presidência do tribunal zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório", escreveu Fachin.

O presidente do Supremo afirmou que surgiram dúvidas a partir do parecer da PGR que recomendou o arquivamento do relatório e a nulidade das provas. Fachin quer saber, por exemplo, se há indícios de que algum investigado obteve acesso indevido às apurações quando elas estavam em curso e como se chegou às pessoas mencionadas na apuração.

A decisão de Fachin foi divulgada logo depois de Moraes informar que havia incluído Mendonça no inquérito das fake news. Ele será investigado por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Segundo Moraes, Mendonça agiu "por motivos pessoais e políticos" ao supostamente direcionar a PF para obter informações contra ele.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 09:33:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar Mendes sugere a Fachin que vete delegados da PF em gabinetes do STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/gilmar-mendes-sugere-fachin-que-vete-delegados-da-pf-stf/631476/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/gilmar-mendes-sugere-fachin-que-vete-delegados-da-pf-stf/631476/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs ao presidente da Corte, Edson Fachin, que vete a atuação de delegados da Polícia Federal (PF) em gabinetes de magistrados do Tribunal. Os dois devem se reunir novamente nesta quinta-feira, 3, para tratar do tema.

Segundo interlocutores de Gilmar, o ministro considera que a atuação de delegados como assessores de ministros do STF abre espaço para interferências indevidas e o direcionamento de investigações.

A sugestão já havia sido levantada por Gilmar outras vezes, mas ganhou força em meio à revelação da troca de mensagens entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.

O relatório da PF que detalha a relação entre os dois teve seu sigilo removido no início desta semana pelo relator, André Mendonça. Gilmar é aliado de Moraes na Corte

Atualmente, há cinco delegados da PF cedidos ao Supremo. Dois deles atuam no gabinete de Mendonça para reforçar investigações sobre o Banco Master e descontos indevidos dos aposentados do INSS.

Outros dois estão lotados no gabinete de Moraes, e um assessora o ministro Luiz Fux. Em junho, o Ministério da Justiça convocou a maioria dos delegados cedidos a outros órgãos de volta para a PF, mas abriu exceção para o Supremo.

Como mostrou o Estadão/Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente do Supremo tem aproveitado reuniões de rotina com os demais ministros para colher avaliações sobre a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e a situação em que se encontra o Supremo.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.portaldeprefeitura.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/ph-foto-30.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 07:33:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes pede a Fachin investigação contra André Mendonça no inquérito das fake news]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/moraes-fachin-investigacao-contra-andre-mendonca-fake-news/631472/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/moraes-fachin-investigacao-contra-andre-mendonca-fake-news/631472/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um despacho com "indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade" pelo ministro André Mendonça na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e fraude no INSS.

Na decisão proferida no inquérito das fake news, Moraes apontou quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos, incluindo o direcionamento das investigações para o próprio Moraes e para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), "por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal".

Moraes também acusou Mendonça de interferir na direção das investigações das autoridades policiais e conduzir irregularmente as tratativas de eventual colaboração premiada.

A decisão foi encaminhada a Fachin para que ele tome as "providências que entender necessárias".

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 20:59:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[PGR pede arquivamento de depoimento em que Vorcaro relata ameaças de agentes da Polícia Federal]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/justica/pgr-pede-arquivamento-de-depoimento-em-que-vorcaro-relata-ameacas-de/631404/</link>
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				<description><![CDATA[A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quarta-feira, 2 de setembro, o arquivamento do depoimento no qual o ex-banqueiro Daniel Vorcaro relatou ter sofrido "graves intimidações" durante as tratativas para obter um acordo de delação premiada. 

O depoimento de Vorcaro, que está preso, foi tomado na semana passada por um juiz auxiliar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, após requerimento da defesa. No parecer enviado ao Supremo, a procuradoria disse que Vorcaro não apresentou provas das supostas ameaças. 

O ex-banqueiro busca retomar as tratativas para assinar um acordo de delação premiada, já rejeitado duas vezes pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os investigadores entenderam que o ex-banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes. 

Moraes

Nesta terça-feira, a PGR defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Na manifestação enviada à Corte, o procurador-geral, Paulo Gonet, disse que Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. O caso deve ser analisado pelo plenário do STF. A data ainda não foi definida.

Agência Brasil
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				<category>Justiça</category>
				<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 07:50:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Alcolumbre diz que 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF "não é normal"; veja]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/alcolumbre-diz-109-pedidos-de-impeachment-contra-ministros/631390/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou na noite da terça-feira, 1º de setembro, que considera fora da normalidade a quantidade de pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). (veja vídeo abaixo).

Ao deixar o Congresso Nacional, o senador comentou o cenário em meio à pressão de parlamentares da oposição pela abertura de um processo contra o ministro Alexandre de Moraes.

Questionado por jornalistas sobre o número de solicitações protocoladas no Congresso, Alcolumbre reconheceu que o volume de representações chama atenção.


A minha percepção é que tem 109 pedidos. Isso não é normal. 109 solicitações de pedido de impeachment no Congresso dos dez ministros do Supremo, afirmou Alcolumbre a jornalistas&#39;&#39;.


veja:





 


 

 



 




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O número citado pelo presidente do Senado considera todas as solicitações de impeachment apresentadas contra os dez ministros que atualmente compõem a Suprema Corte.

Entre os integrantes do tribunal, Alexandre de Moraes concentra a maior quantidade de representações e se tornou o principal alvo da ofensiva promovida por setores da oposição.

Apesar de reconhecer o elevado número de pedidos, Alcolumbre ainda não sinalizou quando pretende definir os próximos passos em relação às solicitações.

A avaliação que prevalece no Senado é de que o presidente da Casa deverá acompanhar os próximos acontecimentos envolvendo o STF antes de decidir sobre a eventual tramitação dos processos.

Novo pedido contra Alexandre de Moraes

Também na terça-feira (1º), o senador Carlos Viana (PSD-MG) apresentou uma nova solicitação de impeachment contra Alexandre de Moraes.

O parlamentar elevou o tom das cobranças e afirmou que poderá apresentar um pedido para afastar Alcolumbre da Presidência do Senado caso a representação contra o ministro seja arquivada.

A movimentação ocorre em um momento de forte tensão entre integrantes da oposição e o Supremo Tribunal Federal.

Os parlamentares que defendem a abertura de processos contra ministros da Corte cobram que os pedidos sejam analisados pelo Senado, enquanto a Presidência da Casa avalia o cenário político e institucional antes de tomar uma decisão sobre a tramitação das representações.

Até o momento, não há definição sobre a abertura de um processo de impeachment contra Alexandre de Moraes.
 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 19:15:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Edson Fachin, presidente do STF, confirma que caso de Moraes com Vorcaro irá a plenário; veja vídeo]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/edson-fachin-caso-moraes-vorcaro-master-stf-plenario/631370/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse nesta quarta-feira, 2 de setembro, que o cargo de ministro "não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades, que devem ser observados com absoluto respeito à Constituição, às leis e ao STF". (veja vídeo abaixo).

O breve discurso foi proferido um dia depois da revelação pelo Estadão de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, a Alexandre de Moraes.

Fachin prometeu tomar providências mas não especificou quais nem quando isso acontecerá.


Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas que cabíveis e necessárias", disse.


O presidente também fez um apelo:


Em momentos de especial gravidade, é dever de todos preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal, a autoridade de suas decisões, o respeito às suas normas e, acima de tudo, a confiança da sociedade na instituição".


Ainda segundo Fachin, "os indícios reclamam o devido encaminhamento institucional. Circunstâncias relacionadas, de um lado, à atuação processual e, de outro, a sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza".

veja:





 


 

 



 




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O discurso foi proferido durante a Jornada Ítalo-Hispano-Brasileira de Direito Constitucional, evento que ocorre no STF. Em nenhum momento Fachin disse o nome de Moraes.

Informações divulgadas pelo Estadão na terça-feira, 1º de setembro, a partir de relatório da Polícia Federal, indicam que Vorcaro mantinha conversas com o ministro Alexandre de Moraes. O relator do caso, ministro André Mendonça, retirou o sigilo do documento horas depois.

Em aparelhos obtidos pela corporação na Operação Compliance Zero, tanto do banqueiro quanto de pessoas próximas a ele, foram encontradas mensagens do dono do Banco Master ao magistrando. Nelas, ele pediu auxílio e orientações sobre as investigações relacionadas à instituição.

Também aparecem conversas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, intermediadas por um advogado.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:37:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Caso Master: gabinete de André Mendonça diz que encontro com Vorcaro tratou de ação sobre precatórios]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf/caso-master-gabinete-de-andre-mendonca-diz-que-encontro-com-vorcaro/631335/</link>
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				<description><![CDATA[O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a reunião com o banqueiro Daniel Vorcaro no início de 2025 foi para tratar de uma ação em tramitação na Corte sobre créditos de precatórios de interesse do Banco Master. Ele também destacou que o empresário buscou outros ministros para tratar do mesmo assunto. A informação sobre a reunião foi divulgada nesta quarta-feira, 2, pelo site ICL Notícias.

"Sobre a reportagem publicada nesta data, o ministro André Mendonça esclarece que recebeu o empresário Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo. No mesmo mês, atendeu também o advogado do empresário, e ainda mantém, nos registros do gabinete, os memoriais escritos recebidos por ocasião do encontro", diz a nota.

O ministro ainda ressaltou que sua atuação sempre foi contrária à posição defendida por Vorcaro, "em linha com sua posição historicamente defendida em casos semelhantes, conforme se pode verificar nos autos".

"Por fim, o ministro não comenta diálogos privados entre terceiros, cujo teor não lhe cabe confirmar. Sua atuação, pública e privada, é pautada pela legalidade e pela impessoalidade", conclui a nota.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>STF</category>
				<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 09:59:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[André Mendonça quer levar ao plenário análise de diálogos atribuídos a Vorcaro e Moraes]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/andre-mendonca-plenario-dialogos-atribuidos-vorcaro-moraes/631301/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira, 1° de setembro, que as novas conversas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes sejam analisadas pelo plenário da Corte.

A sinalização do ministro ocorreu no despacho no qual Mendonça retirou o sigilo de diálogos inéditos até então. 

As conversas mostram citações aos nomes de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foram extraídas a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro, que é alvo das investigações da Operação Compliance Zero. A apuração investiga fraudes financeiras no Banco Master.

Segundo Mendonça, que é relator do caso, o plenário da Corte é a "instância soberana" para analisar o caso.

"O caminho inevitável dos presentes autos leva ao plenário deste Supremo Tribunal Federal, instância soberana para analisar, de modo técnico estritamente jurídico, os novos elementos trazidos pela autoridade policial", afirmou o ministro.

O ministro também defendeu que sessão ocorra de forma "pública e transparente".

"A aludida deliberação, pelo plenário da Corte, deverá ocorrer de forma pública e transparente, em sessão presencial do colegiado", completou.

A decisão de colocar a questão em pauta cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, responsável regimentalmente pela organização da pauta.

Com a eventual deliberação, a Corte poderá analisar se Moraes pode ser investigado a partir das conversas.  No início deste ano, surgiram as primeiras mensagens que teriam sido trocadas entre Vorcaro e Moraes. O escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha contratos com o Banco Master. 

Na ocasião, o ministro negou ter mantido conversas com o ex-banqueiro. 

Agência Brasil

Mensagens

Uma troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, indica que os dois conversaram sobre a possibilidade de uma operação da Polícia Federal (PF) que poderia ter o banqueiro como alvo. O conteúdo das mensagens foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pela TV Globo.

Os diálogos ocorreram nos dias que antecederam a prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. Segundo o material, o ex-banqueiro demonstrava preocupação com a possibilidade de ser detido e chegou a questionar diretamente Moraes sobre o que poderia ocorrer.

No sábado, 15 de novembro, Vorcaro enviou ao ministro uma mensagem perguntando: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Dois dias depois, na segunda-feira, 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal quando tentava embarcar em um jato particular.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 17:45:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Alexandre de Moraes diz que aumentar penas não resolve combate às facções]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/alexandre-de-moraes-diz-que-aumentar-penas-nao-resolve-combate-faccoes/630871/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na segunda-feira, 24 de agosto, que o aumento das penas, isoladamente, não é suficiente para enfrentar o avanço das organizações criminosas no Brasil.

Para o magistrado, uma estratégia efetiva contra as facções depende principalmente da redução da impunidade e da atuação coordenada das instituições responsáveis pela segurança e pela Justiça.

A declaração ocorreu durante a abertura de uma audiência pública convocada pelo STF para discutir a chamada Lei Antifacção, a Lei nº 15.358/2026, que estabeleceu um novo marco legal para o enfrentamento do crime organizado no país.

Moraes é o relator de quatro ações diretas de inconstitucionalidade que questionam dispositivos da legislação. O encontro reúne especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os impactos e a constitucionalidade das novas regras.

Ao tratar do tema, o ministro avaliou que a resposta ao crime organizado não deve ficar concentrada em uma única instituição. Na visão dele, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e forças policiais precisam atuar de forma integrada.

Alexandre de Moraes critica aposta exclusiva no aumento das penas

Durante a audiência, Alexandre de Moraes argumentou que simplesmente ampliar o tempo de prisão previsto para determinados crimes não necessariamente reduz a atuação criminosa.


Se aumentar a pena resolvesse, bastava colocar pena de 100 anos para todos os crimes. Ninguém iria cometer crime. Não adianta”, afirmou o ministro.


Na sequência, Moraes apontou a impunidade como um dos principais fatores que estimulam a prática criminosa. Segundo ele, integrantes de organizações criminosas estariam mais preocupados com a possibilidade de não serem responsabilizados do que com o tamanho da pena estabelecida na legislação.


Se acha que vai ficar impune, isso leva a mais prática do crime”, declarou.


A avaliação foi apresentada em meio ao debate sobre a Lei Antifacção, cuja aplicação poderá produzir efeitos importantes no combate a estruturas criminosas organizadas. O STF busca ouvir diferentes perspectivas antes de avançar na análise das ações que questionam a norma.

Ministro afirma que Brasil prende muito e prende mal

Outro ponto abordado por Moraes foi o sistema prisional brasileiro. O ministro citou dados segundo os quais cerca de um terço das pessoas que estão presas provisoriamente teria cometido crimes sem violência.

Para ele, a utilização da prisão precisa considerar a gravidade das condutas e as circunstâncias de cada caso. A crítica foi direcionada ao funcionamento da legislação e não especificamente à atuação de uma das instituições envolvidas no sistema de Justiça.


O Brasil prende muito e prende mal. É a legislação. Não é culpa da polícia, do Ministério Público, da Defensoria, do Judiciário”, afirmou.


A declaração reforça uma discussão recorrente sobre o sistema penitenciário brasileiro: a necessidade de diferenciar situações de menor gravidade de crimes praticados com violência ou ligados a organizações criminosas estruturadas.

Audiência pública debate Lei Antifacção

A audiência realizada no STF tem como objetivo ampliar o debate sobre a Lei nº 15.358/2026 antes da análise dos questionamentos apresentados à Corte.

Ao todo, 48 expositores foram convidados para participar das discussões. O grupo reúne diferentes perspectivas sobre a legislação e seus efeitos no enfrentamento do crime organizado.

A audiência será retomada nesta terça-feira (25), quando novos participantes deverão apresentar argumentos e avaliações sobre a norma.

A iniciativa ocorre em um momento de forte discussão nacional sobre as estratégias de combate às facções criminosas. A nova legislação estabelece mecanismos específicos para enfrentar organizações envolvidas em atividades criminosas estruturadas, enquanto seus dispositivos são analisados também sob o ponto de vista constitucional.

STF analisa limites da nova legislação

Como relator de quatro ações de inconstitucionalidade relacionadas à Lei Antifacção, Moraes terá papel central na discussão que será levada ao plenário do Supremo. Antes disso, a audiência pública permite que diferentes setores apresentem informações e argumentos sobre os impactos da legislação.

O debate envolve questões que vão além do tamanho das penas. Entre os pontos em discussão estão a efetividade das medidas contra organizações criminosas, o funcionamento do sistema de Justiça, as condições do sistema prisional e a necessidade de integração entre os órgãos públicos.

A manifestação de Alexandre de Moraes sinaliza que, para o ministro, uma política eficiente de enfrentamento às facções deve combinar responsabilização criminal, atuação policial, funcionamento adequado do Judiciário e redução da impunidade.

As discussões desta semana poderão contribuir para a análise das ações que tramitam no STF e para a definição dos limites constitucionais da nova legislação.

A Corte ainda deverá avaliar os argumentos apresentados pelos diferentes participantes antes de tomar uma decisão definitiva sobre os dispositivos questionados.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 16:21:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF manda governo Lula explicar demora para extraditar espião russo]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf-governo-lula-explicar-demora-extraditar-espiao-russo/630779/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prazo de 10 dias para informar o andamento do processo de extradição do espião russo Sergei Vladimirovitch Tcherkasov, preso no Brasil desde 2022.

Apontado em investigações da Polícia Federal (PF) e do Federal Bureau of Investigation (FBI) como um oficial de alta patente do serviço de inteligência militar da Rússia, Tcherkasov viveu durante anos sob a identidade falsa de Victor Muller Ferreira.

A decisão administrativa que determinou sua expulsão do Brasil foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 7 de julho. Em ofício datado de 10 de agosto e encaminhado ao Ministério da Justiça, Fux solicitou “informações acerca do andamento da entrega [de Tcherkasov] ao governo da Rússia”.

No documento, o ministro destacou que a decisão favorável à extradição já possui “extenso prazo desde o trânsito em julgado da demanda em 11.4.2023”.

Prisão e identidade falsa

Tcherkasov cumpre pena de cinco anos em um presídio federal de Brasília pelo crime de falsidade ideológica. Segundo as investigações, ele utilizava o nome de Victor Muller Ferreira, identidade que teria permitido a obtenção de documentos brasileiros, incluindo passaporte, título de eleitor, carteira de habilitação e certificado de reservista.

A expulsão do país, porém, só poderá ser efetivada após o cumprimento da pena imposta pela Justiça brasileira, salvo se houver autorização judicial para uma liberação antecipada.

Depois de ser retirado do território nacional, o russo também ficará impedido de retornar ao Brasil por 30 anos.

Segundo PF e FBI, Tcherkasov chegou ao Brasil em 2010 e utilizou o país como base para construir uma identidade aparentemente legítima. Posteriormente, teria usado essa identidade em missões de inteligência no exterior.

Apesar das suspeitas envolvendo sua atuação como agente de inteligência russo, as investigações não identificaram indícios de que Tcherkasov tenha realizado atividades de espionagem contra o Estado brasileiro. De acordo com as autoridades, seus possíveis alvos estavam nos Estados Unidos e em países europeus.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 19:08:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dark Horse: Flávio Dino autoriza PF a acessar investigação sobre produtora ]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/dark-horse-flavio-dino-autoriza-pf-a-acessar-investigacao-da-produtora/630773/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira, 24 de agosto a Polícia Federal (PF) a ter acesso aos dados de uma investigação que envolve a produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelas gravações do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da própria Polícia Federal, que solicitou acesso às informações reunidas em uma operação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.

A investigação estadual apura contratos firmados pela produtora com a Prefeitura de São Paulo.

O caso ganhou repercussão após surgirem informações sobre o encaminhamento de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade que possui ligação com a produtora responsável pelo longa-metragem.

Investigação sobre emendas parlamentares

Os repasses passaram a ser analisados pelo Supremo depois que Flávio Dino assumiu a relatoria do inquérito que apura um possível desvio de finalidade na destinação de R$ 2 milhões ao instituto.

De acordo com as informações apresentadas no caso, os recursos foram encaminhados por meio de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP).

A investigação chegou ao STF após uma representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). A partir da análise do caso, a Corte passou a apurar as circunstâncias envolvendo a destinação dos recursos públicos e a eventual relação entre os repasses e a atuação da produtora audiovisual.

Com a autorização concedida por Dino, a Polícia Federal poderá acessar os elementos reunidos na investigação conduzida pela Polícia Civil paulista. As informações poderão ser utilizadas para aprofundar a apuração que tramita no Supremo.

Filme sobre Jair Bolsonaro

O filme Dark Horse, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro, entrou no centro das discussões depois que o site The Intercept publicou informações sobre uma conversa envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo a publicação, Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos a Vorcaro para financiar as gravações da produção.

A conversa teria ocorrido em novembro do ano passado e ganhou destaque após sua divulgação. O senador, no entanto, negou ter negociado qualquer tipo de vantagem indevida com o banqueiro.

Flávio afirmou que os recursos mencionados na conversa eram de origem privada. A partir da repercussão do episódio, o financiamento e a produção do filme passaram a ser analisados em meio às investigações que envolvem os repasses de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil.

A autorização de Dino amplia o acesso da Polícia Federal aos elementos já reunidos pelas autoridades paulistas e pode contribuir para o avanço das investigações sobre a destinação dos recursos e suas possíveis conexões com a produção cinematográfica.

Agência Brasil
 
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:56:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes diz que modelo eleitoral brasileiro "faliu" e defende migração para o voto distrital misto]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/moraes-modelo-eleitoral-brasileiro-faliu-defende-migracao/630761/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/moraes-modelo-eleitoral-brasileiro-faliu-defende-migracao/630761/</guid>
				<description><![CDATA[O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, defendeu nesta segunda-feira, 24, uma ampla reformulação do sistema político brasileiro.

Durante palestra no Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), o ministro afirmou que o atual modelo eleitoral "faliu" e argumentou que o País precisa promover mudanças em todos os Poderes, com prioridade para a política.

Na avaliação de Moraes, o fortalecimento das instituições é o principal caminho para preservar a democracia brasileira.

Ele citou episódios de instabilidade ocorridos desde a promulgação da Constituição de 1988, como os processos de impeachment de dois presidentes e os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Apesar das crises, o ministro afirmou que o regime democrático conseguiu se manter. "O Brasil continua hoje, 24 de agosto, uma democracia forte, com eleições marcadas", disse. Para ele, porém, a preservação desse cenário depende de instituições mais sólidas e de reformas estruturais.

Crítica ao sistema proporcional

Moraes direcionou parte de sua fala ao sistema eleitoral utilizado para a escolha de deputados e vereadores. Segundo o ministro, o modelo proporcional contribui para a eleição de parlamentares com pouca identificação partidária e pode enfraquecer o funcionamento do Congresso Nacional.

"Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não têm vinculação nenhuma a partidos", afirmou. 

Na sequência, criticou parlamentares que, segundo ele, priorizam a exposição nas redes sociais em detrimento da discussão de projetos e da atuação legislativa.

O ministro também defendeu mudanças no financiamento das legendas e a adoção gradual do sistema distrital misto. "Eu defendo há muito tempo, desde o tempo de promotor, que o Brasil saia do proporcional puro e vá para o distrital misto. Podemos começar com 30% distrital. Daí, na outra, 40%, 60%", declarou.

Na visão de Moraes, a mudança ajudaria a fortalecer os partidos e reduzir problemas de governabilidade. "A Constituição brasileira e a separação de poderes foram fincadas numa democracia de partidos. Se nós não tivermos partidos fortes, vamos ter sempre esse problema de governabilidade", afirmou.

Atualmente, o Brasil combina dois modelos. O sistema majoritário é utilizado nas eleições para presidente, governador, prefeito e senador.

Já deputados federais, deputados estaduais e distritais e vereadores são escolhidos pelo sistema proporcional, que leva em conta o desempenho dos partidos e federações para definir a distribuição das cadeiras.

No sistema distrital, o território eleitoral é dividido em regiões correspondentes ao número de vagas disponíveis.

Os candidatos disputam diretamente os votos de um determinado distrito, aproximando a representação parlamentar dos eleitores de uma área específica. Já no modelo distrital misto, parte das cadeiras é distribuída por distritos, e parte por voto em lista nos partidos.

Ministro critica influência das big techs

Durante a mesma palestra, Moraes também fez críticas à atuação das grandes empresas de tecnologia e afirmou que houve ingenuidade ao considerar essas plataformas neutras.

"Fomos ingênuos em um determinado momento por acreditar que as big techs eram neutras", disse. 

Segundo o ministro, essas empresas possuem interesses econômicos e políticos e podem influenciar o comportamento dos usuários por meio de seus sistemas de recomendação.

Moraes afirmou ainda que os algoritmos são capazes de identificar características e frustrações presentes em determinados grupos sociais e utilizá-las para direcionar conteúdos. Na avaliação dele, esse mecanismo ganha relevância especialmente durante períodos eleitorais.

Para o ministro, a lógica das plataformas pode transformar a disputa política em uma espécie de mercado, no qual eleitores são tratados como consumidores e candidatos passam a ser apresentados como produtos.

"Essas big techs usaram os mesmos algoritmos, a mesma estratégia para explorar os recalques dessas pessoas", afirmou. 

Moraes acrescentou que os sistemas digitais conseguem identificar esses sentimentos e utilizá-los para ampliar o alcance de determinados discursos.

Estadão Conteúdo
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:12:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Parada do Orgulho LGBTQIA+: Entidades acionam STF contra lei municipal que proíbe menores em eventos]]></title>
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				<description><![CDATA[A Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar uma lei de Sorocaba, no interior de São Paulo, que proíbe a participação de crianças e adolescentes na Parada do Orgulho LGBTQIA+ do município.

A ação foi apresentada por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1350, que também possui pedido de liminar. O processo foi distribuído ao ministro Luiz Fux, responsável pela relatoria da ação no Supremo.

O questionamento tem como alvo a Lei municipal 13.574/2026, que estabelece a proibição da presença de menores de 18 anos na Parada do Orgulho LGBTQIA+ realizada em Sorocaba.

Além de restringir a participação de crianças e adolescentes, a legislação responsabiliza organizadores, patrocinadores, pais ou responsáveis pelo cumprimento da medida. A norma também estabelece penalidades financeiras em caso de descumprimento.

Lei prevê multas e até cassação de alvará

De acordo com a legislação questionada pelas entidades, os organizadores do evento podem ser multados em R$ 10 mil, enquanto pais ou responsáveis estão sujeitos a uma penalidade de R$ 5 mil.

Em caso de reincidência, os valores das multas são dobrados. A lei também prevê a possibilidade de cassação do alvará do evento.

Para as entidades que ingressaram com a ação no STF, a restrição imposta pela legislação municipal tem caráter discriminatório. Um dos argumentos apresentados é que não existe proibição semelhante para a participação de menores em outras manifestações e eventos realizados no município.

As associações citam, como exemplo, o Carnaval. Na avaliação das entidades, a diferença de tratamento entre manifestações seria um dos elementos que demonstrariam o caráter discriminatório da norma.

Outro ponto levantado na ação diz respeito às liberdades de manifestação, reunião e expressão. As entidades sustentam que a lei municipal interfere nesses direitos ao impedir a participação de menores de idade na Parada do Orgulho LGBTQIA+.

As associações também argumentam que a legislação trata de matéria relacionada ao direito civil, cuja competência seria exclusiva da União. Com base nesses argumentos, pedem que o Supremo analise a constitucionalidade da norma de Sorocaba.

A ação foi distribuída ao ministro Luiz Fux e tramita no STF como ADPF 1350. O processo contém pedido de liminar, que busca uma decisão provisória sobre a aplicação da lei enquanto o caso é analisado pela Corte.

A discussão agora será conduzida no âmbito do Supremo Tribunal Federal, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelas entidades em relação à legislação municipal de Sorocaba.
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:32:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Alexandre de Moraes afirma que IA 'anabolizou' desinformação e indica cassação por mau uso; vídeo]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na sexta-feira, 21 de agosto, que o avanço da Inteligência Artificial funcionou como um "anabolizante" para a desinformação. (veja vídeo abaixo).

O magistrado prometeu a cassação para candidatos que utilizarem a ferramenta desta forma na reta final das eleições.

O ministro exemplificou que, com o uso dessa tecnologia, seria possível manipular a gravação de suas falas para alterar o conteúdo e até o movimento labial. "Isso é perigosíssimo para a manipulação do eleitorado", completou.

Moraes discursava no evento "Voto e democracia no Brasil", realizado pela Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco, quando deu as declarações. O ministro relembrou o caso argentino como exemplo do risco que a IA representa, principalmente, na reta final de eleição.

Segundo Moraes, na véspera do pleito na Argentina, circulou um vídeo falso, feito com IA, em que um candidato apareceu anunciando a própria desistência para apoiar o adversário. "Na véspera da eleição, é impossível você correr atrás do prejuízo. Como regulamentar isso? Como fiscalizar e como evitar que isso destrua a liberdade de escolha?", questionou o ministro.

É esse cenário que, para Moraes, se justifica a necessidade de punição rápida e severa contra quem usar desinformação gerada por IA na reta final da campanha. Apenas desmentir as informação após o pleito não tem efeito prático, segundo o magistrado.


Todos os candidatos têm de ter absoluta consciência que, se, na véspera, quiserem utilizar os mecanismos de desinformação anabolizados pela inteligência artificial, isso vai dar cassação", indicou.


veja:

 

STF como chave nas eleições

Atualmente, Moraes não compõe o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas recursos podem ser levados ao STF e, eventualmente, se sujeitarem à sua deliberação. Do mesmo modo, futuramente, o ministro pode retornar à corte eleitoral.

Segundo Moraes, a democracia se sustenta sobre dois pilares garantidos pela Constituição: a liberdade e o sigilo do voto. Sem esses direitos, disse, não há eleições livres. Para ele, foram essas garantias que passaram a ser alvo de ataques nos últimos anos por meio da desinformação disseminada nas redes sociais.

O ministro explicou que o chamado "livre mercado de ideias" pressupõe que o eleitor tenha acesso a todas as opiniões disponíveis para, a partir delas, formar sua própria conclusão e escolher o candidato. Quando esse fluxo de informações é manipulado por notícias falsas direcionadas por algoritmos, argumentou, a própria vontade do eleitor passa a ser viciada. "Desinformação ataca liberdade de escolha do eleitor", disse Moraes.

A ministra Cármen Lúcia, que também participou do evento, defendeu que a tecnologia não deve ser rejeitada, mas sim vigiada quanto ao uso que se faz dela. Segundo ela, o problema surge quando os donos das plataformas identificam que essas ferramentas podem ser usadas "para se servir do ser humano", explorando comportamentos e interferindo na vida das pessoas.

A ministra usou o termo "tecnoditadura" para descrever o que classificou como um desequilíbrio de poder: quando plataformas e ferramentas tecnológicas deixam de servir ao usuário e passam a atuar sobre ele.

Estadão Conteúdo
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 11:11:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Alexandre de Moraes determina cassação da aposentadoria de ex-diretor da PRF Silvinei Vasques]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/alexandre-de-moraes-cassa-aposentadoria-silvinei-vasques/630579/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 21 de agosto, a cassação da aposentadoria do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques. No ano passado, Silvinei foi condenado pelo Supremo a 24 anos e seis meses de prisão em um dos processos da trama golpista ocorrida no governo Jair Bolsonaro.

Além do tempo de prisão a cumprir, o ex-diretor foi condenado à perda do cargo em função da condenação. Contudo, em 2022, antes da decisão do STF, Silvinei conseguiu se aposentar aos 47 anos. Na decisão, Moraes disse que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em função de condenação criminal alcança os inativos, ou seja, acarreta a cassação da aposentadoria.

“Diante de todo o exposto, nos termos do art. 21 do RISTF, remeta-se o acórdão dos embargos de declaração à Advocacia Geral da União, determinado o imediato cumprimento da sanção de perda do cargo público imposta a Silvinei Vasques, mediante a cassação de sua aposentadoria no cargo de policial rodoviário federal", decidiu.

Conforme a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Silvinei atuou para barrar o deslocamento de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições de 2022, por meio de blitze em rodovias do Nordeste. Durante o julgamento do caso, a defesa de Silvinei negou a atuação do ex-diretor para barrar o deslocamento de eleitores e disse que ele foi alvo de uma "tempestade midiática" e de notícias falsas nas redes sociais.

Agência Brasil 
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				<category>Brasil</category>
				<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 21:17:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Moraes autoriza retomada de visitas a Bolsonaro em prisão domiciliar após suspensão de 30 dias]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/moraes-autoriza-retomada-de-visitas-a-bolsonaro-em-prisao-domiciliar/630550/</link>
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				<description><![CDATA[A defesa de Jair Bolsonaro (PL) comunicou nesta sexta-feira, 21, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente voltará a receber visitas durante o período de prisão domiciliar. A retomada ocorre após o encerramento da suspensão de 30 dias determinada pelo ministro Alexandre de Moraes em julho.

A restrição havia sido imposta depois de Moraes apontar o descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente. A determinação não alcançava compromissos com advogados e atendimentos médicos. Com o fim do prazo, a defesa informou ao STF que os encontros serão novamente agendados de acordo com as regras estabelecidas anteriormente.

Em petição encaminhada à Corte, os advogados afirmaram que os pedidos de visita voltarão a ser encaminhados diretamente ao Núcleo de Custódia da Polícia Militar. "Transcorrido o referido prazo, cumpre informar, para ciência e registro, que serão retomados os agendamentos de visitas nos moldes anteriormente fixados", registrou a defesa.

A retomada, porém, não inclui o senador Flávio Bolsonaro (PL), que permanece impedido de visitar o pai. A proibição contra o parlamentar foi estabelecida por 90 dias, após a divulgação de uma carta na qual Jair Bolsonaro declarou apoio à candidatura do filho à Presidência da República. Flávio chegou a ler o conteúdo durante uma transmissão pelas redes sociais. Além das restrições de visitas, Bolsonaro continua proibido de realizar manifestações de caráter político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros, até o encerramento das eleições de outubro.

Estadão Conteúdo 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:25:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["Os Intocáveis": Zema satiriza decisão de Moraes contra fonte de jornalista que publicou denúncias sobre Flávio Dino]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/os-intocaveis-zema-satiriza-decisao-de-moraes-contra-fonte-de/630378/</link>
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				<description><![CDATA[O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) publicou, nesta quarta-feira, 19 de agosto, o décimo episódio da série “Os Intocáveis”, produção que utiliza humor e sátira para fazer críticas a figuras da política brasileira. Desta vez, o vídeo aborda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada a uma investigação sobre a fonte de um jornalista. (Confira vídeo)





 


 

 



 




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A produção utiliza personagens criados com inteligência artificial para representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Flávio Dino e Moraes. No roteiro, os personagens fazem referências à investigação envolvendo o jornalista independente Luís Pablo e Raimundo Cutrim, apontado pela Polícia Federal como fonte de reportagens publicadas pelo profissional.

Vídeo satiriza investigação sobre fonte jornalística

Na abertura do episódio, o personagem que representa Lula conversa com Dino, que aparece diante de um suposto problema de vazamento em sua residência. O presidente sugere que o ministro procure ajuda para resolver a situação.

Na sequência, Dino entra em contato com Moraes. O diálogo faz referência à decisão do ministro do STF de autorizar uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão.

Segundo as informações apresentadas na publicação, a medida foi autorizada no dia 11 de agosto, depois de a Polícia Federal apontar Cutrim como a principal fonte de Luís Pablo em reportagens publicadas no fim do ano passado.

As matérias mencionadas no vídeo tratavam do suposto uso, por familiares de Flávio Dino, de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão. As reportagens também apontavam que o combustível utilizado pelos carros teria sido custeado com recursos públicos.

A produção de Zema também faz referência à jornalista Malu Gaspar, representada no vídeo defendendo a preservação do sigilo da fonte. A questão da proteção da fonte jornalística é utilizada como um dos elementos centrais da sátira.

No trecho final, o episódio apresenta um aplicativo fictício chamado “Only STF Fans”. A ferramenta é apresentada, de forma satírica, como um serviço destinado a anular sentenças, conceder habeas corpus e beneficiar familiares de autoridades investigadas.

O vídeo termina com novas críticas, em tom de humor, às decisões judiciais e ao tratamento dado a autoridades e pessoas comuns.

A série “Os Intocáveis” faz parte da estratégia de comunicação política de Zema e utiliza recursos de humor para abordar temas relacionados ao cenário nacional. O episódio publicado nesta quarta-feira é o décimo da produção.

*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 11:24:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[STF amplia aplicação da lei Maria da Penha para casos sem vínculo doméstico com agressor]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/stf-amplia-lei-maria-da-penha-casos-vinculo-domestico/630327/</link>
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				<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 19 de agosto, ampliar o alcance da aplicação da Lei Maria da Penha, criada em 2006 para combater a violência contra as mulheres.

Pela decisão, a lei deve ser aplicada pelos juízes para combater toda forma de violência de gênero contra a mulher. Antes da decisão, a norma era aplicada somente em casos de violência doméstica, familiar ou relações íntimas de afeto.

A Corte também estabeleceu que a lei também deve ser aplicada durante as eleições de outubro para combater a violência política de gênero contra as candidatas. A partir desse entendimento, caberá à Justiça Eleitoral decidir sobre a concessão de medidas de proteção. 

A Lei Maria da Penha prevê diversas medidas protetivas, como afastamento do agressor do lar, proibição de aproximação da vítima, uso de tornozeleira eletrônica e decretação de prisão preventiva.

Julgamento

Por unanimidade, a Corte derrubou uma decisão da Justiça de Minas Gerais que negou a concessão de medidas protetivas ao entender que não havia relação íntima de afeto entre uma mulher e seu vizinho. 

De acordo com o processo, o vizinho acreditava manter um relacionamento amoroso com a mulher e passou a ameaçá-la. Após ser constantemente assediada pelo acusado, a mulher passou a sofrer crises de ansiedade e pânico. 

Em um dos episódios de assédio, o vizinho disse que iria matá-la se não tivesse um relacionamento com ela. 

Prevaleceu no julgamento o voto do presidente da Corte, Edson Fachin. O ministro disse que a violência contra a mulher deve ser entendida como fenômeno estrutural e fruto da desigualdade história entre homens e mulheres.

"A proteção convencional não se restringe ao vínculo de afeto entre agressor e vítima, mas alcança qualquer interação em que a violência esteja fundada no gênero", afirmou. 

Durante o julgamento, o ministro Flávio Dino sugeriu que a lei também seja aplicada durante as eleições para proteger as candidatas.

"Muitas candidatas se veem diante da escolha cruel entre a proteção dos seus filhos, do seu lar ou a busca pela realização da vocação para a vida pública", completou. 

Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes também votaram no mesmo sentido. 

Única mulher na Corte, Cármen disse que a lei foi feita para proteger a mulher em qualquer lugar.

"Quem ama não mata. O feminicídio é praticado; o assassinato de mulheres é praticado por uma questão de poder. O homem acha que tem o poder de vida e morte contra nós", completou. 

Agência Brasil
]]></description>
				
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 18:01:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Fenaj pede que Supremo Tribunal Federal reveja decisão sobre diploma de jornalista]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/fenaj-pede-que-supremo-tribunal-federal-reveja-decisao-sobre-diploma/630323/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/fenaj-pede-que-supremo-tribunal-federal-reveja-decisao-sobre-diploma/630323/</guid>
				<description><![CDATA[A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pediu na terça-feira, 18 de agosto, que o Supremo Tribunal Federal (STF) reavalie a decisão que derrubou exigência de formação em nível superior para o exercício da profissão, ainda em 2009. 

Em postagem nas redes sociais, a presidente da entidade, Samira de Castro, reforçou a percepção de que o atual ambiente digital requer um padrão ainda maior de qualidade técnica e de responsabilidade ética no trato da informação.


Nunca uma decisão envelheceu tão mal quanto a que aboliu a exigência de diploma para jornalistas. A Fenaj tem alertado há anos o quanto essa decisão tem sido danosa para a sociedade brasileira. Isso porque jornalismo não é só produzir conteúdo ou simplesmente emitir opinião. Jornalismo é uma atividade que precisa de formação específica, de compromisso ético e de qualificação técnica&#39;&#39;, argumentou Samira.  


A declaração ocorre no mesmo dia em que os ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderam uma rediscussão do assunto.

Durante sessão da Primeira Turma, que julgou um caso de direito de resposta envolvendo a TV Globo e uma clínica médica citada em uma reportagem sobre assédio sexual, Dino afirmou que a decisão do Supremo que dispensou o diploma para exercício da profissão se tornou um complicador para o julgamento de casos sobre liberdade de imprensa.


A extensão automática desse regime de garantias a qualquer blogueiro pode levar a que o PCC e o Comando Vermelho façam um concurso para selecionar blogueiros", disse.


Moraes defendeu a regulamentação da profissão e disse que o direito constitucional à liberdade de imprensa não pode ser invocado por usuários que usam as redes sociais para cometer crimes contra a honra e atos de desinformação.


Hoje, com as redes sociais, qualquer pessoa acorda e diz a partir de hoje eu sou jornalista e começa a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar da liberdade de imprensa", observou.


Dispensa

Em 2009, o STF decidiu que a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional para exercício da profissão é inconstitucional.

Por maioria de votos, a Corte entendeu que o Decreto-Lei 972/1969 não foi recepcionado pela Constituição de 1988. O decreto criou regras para exercício da profissão, entre elas, a obrigatoriedade de registro no Ministério do Trabalho e diploma de curso superior em jornalismo.

Para Samira de Castro, da Fenaj, as falas de Dino e Moraes são muito importantes no contexto atual.


A Fenaj está pronta para colaborar com essa discussão, defendendo sim a formação superior específica, seja através da aprovação da PEC do Diploma na Câmara, que está parada há anos, seja através de revisão da decisão do STF. Jornalismo é compromisso sério com a sociedade", afirmou.


PEC do Diploma

Parada há mais de uma década na Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 206/2012, conhecida como PEC do Diploma, foi aprovada pelo Senado em 2012. Ela retoma a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo para o exercício da profissão.

Na Câmara, o texto já passou Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) em 2013 e, atualmente, consta como pronto para pauta no plenário, mas nunca foi incluído para votação.

Por ser uma emenda constitucional, precisa ser aprovada em dois turnos de votação com pelo menos 308 votos favoráveis, entre os 513 deputados.

O texto da PEC 206/2012 estabelece que a profissão seria privativa de quem possui diploma de curso superior de jornalismo, mas prevê exceções, entre elas colaboradores que produzem trabalhos de natureza técnica, científica ou cultural e profissionais que já exercessem a atividade quando a emenda fosse promulgada, além dos chamados jornalistas provisionados com registro profissional regular.

Quebra de sigilo

A rediscussão sobre a dispensa de diploma para jornalista ocorre no momento em que a Corte é criticada por autorizar medidas de quebra de sigilo contra o blogueiro maranhense Luís Pablo.

Na semana passada, Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes que permitiu a identificação da fonte do jornalista, responsável por denúncias sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por Flávio Dino.

Segundo Moraes, informações repassadas pela fonte foram obtidas a partir do monitoramento ilegal da rotina de Dino e seus familiares em São Luís.

Agência Brasil
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				<category>Brasil</category>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Gilmar Mendes diz que senador eleito terá dificuldade de implementar impeachment a ministros do STF]]></title>
				<link>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/gilmar-mendes-senador-dificuldade-impeachment-ministros-stf/630319/</link>
				<guid>https://portaldeprefeitura.com.br/bastidores-da-politica/gilmar-mendes-senador-dificuldade-impeachment-ministros-stf/630319/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou nesta quarta-feira, 19 de agosto, como “equívoco” a defesa do impeachment de integrantes da Corte feita por candidatos de direita que disputam vagas no Senado.

Para o magistrado, mesmo que algum dos defensores da medida seja eleito, haverá dificuldades para colocar a proposta em prática.

"Eu acho que, primeiro, é um equívoco, mas é um equívoco compreensível, porque certamente algumas pesquisas indicam que isto tem um apelo eleitoral. Entre o pensamento e a ação, o pensamento e o gesto, vai uma distância enorme. Certamente, se alguém com essa bandeira se tornar senador, ele terá imensas dificuldades de implementá-la. Por quê? Porque o todo institucional caminhará talvez num outro sentido", declarou o decano do STF à imprensa.

A declaração ocorreu após Gilmar participar da abertura da 5ª edição do Fórum Saúde, promovido pela farmacêutica EMS em parceria com o think tank Esfera Brasil, em Brasília.

Gilmar evita projeções sobre eventual governo de Flávio Bolsonaro

Questionado sobre a possibilidade de ministros do Supremo sofrerem processos de impeachment caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, Gilmar Mendes evitou fazer previsões.

"Não avalio, não imagino e também não vou trabalhar sobre cenários neste momento", disse.

Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente a destituição de integrantes do STF e trabalha para formar uma maioria no Senado que permita avançar com a proposta a partir de 2027.

Pelas regras atuais, cabe ao Senado Federal receber e conduzir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Para que uma eventual acusação avance, é necessária uma maioria de 54 dos 81 senadores.

A discussão sobre o afastamento de ministros do STF ganhou espaço entre grupos de direita, especialmente diante das críticas às decisões da Corte e da atuação de seus integrantes em processos de grande repercussão política.

Para Gilmar Mendes, porém, a força eleitoral da pauta não significa necessariamente que ela consiga superar os obstáculos institucionais. O ministro avaliou que existe uma diferença significativa entre defender a medida durante uma campanha e conseguir efetivamente colocá-la em prática após uma eventual eleição.
 
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				<category>Bastidores da Política</category>
				<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 17:29:00 -0300</pubDate>
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