O senador Sergio Moro criticou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suas falas sobre a possibilidade de prisão de Jair Bolsonaro.

O ex-juiz da Lava Jato disse à Folha:

“Não vejo causa para uma prisão preventiva do ex-presidente Bolsonaro. Lula só foi preso após ter sido julgado. Também foi inapropriada a declaração do diretor da PF sobre o tema, já que a questão cabe aos delegados da investigação e não à direção da PF.”

Moro citou também o caso do ex-diretor da PF Fernando Segovia, demitido em 2018 após uma série de polêmicas.

“Agora, é a mesma coisa só que de sinal trocado. A direção da PF precisa manter a institucionalidade.”

Em entrevista ao UOL, o diretor-geral da PF afirmou que, se os “requisitos legais” forem atendidos, na “responsabilidade e na qualidade da prova”, há a possibilidade de Bolsonaro ser preso.

“Se nessa conjunção de elementos se chegar a essa conclusão [pela prisão], se os requisitos legais são atendidos, esse é um caminho possível, e aqui falo hipoteticamente”, disse Andrei.

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Críticas a PGR

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) criticou no dia 17 de julho, o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que redes sociais enviem dados de todos os seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em uma postagem no Twitter, o parlamentar chamou a solicitação de “injustificável” e disse que o Ministério Público Federal (MPF) deveria reconsiderar o pedido.

O MPF requereu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que as plataformas de redes sociais que hospedam perfis de Jair Bolsonaro, tais como Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, Twitter e LinkedIn, enviem um relatório contendo os dados de identificação de todos os seguidores do ex-presidente.

A diligência consta no inquérito que investiga se houve prática criminosa da parte de Bolsonaro ao postar um vídeo criticando o sistema eleitoral – que acabou sendo deletado – dois dias após os atos de 8 de janeiro.

O subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, que cuida do inquérito do 8 de janeiro na PGR, também solicitou que Alexandre de Moraes reitere o pedido feito à Meta, dona do Facebook, para que forneça uma cópia do vídeo e para que as big techs enviem relatório discriminado a quantidade de visualizações, curtidas, compartilhamentos, repostagens, comentários e demais métricas disponibilizadas para aferir o alcance.

Da redação do Portal com informações do Antagonista