Um levantamento conduzido pelo Instituto Paraná Pesquisas revelou que mais da metade dos entrevistados, representando 52,7%, considerariam injusta uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), enquanto 38,3% opinaram de forma contrária.

A pesquisa também destacou que entre os eleitores do ex-presidente, 95% considerou injusta a possibilidade de sua prisão, em contraste com apenas 2% que a veriam como justa.

Entre os eleitores do presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), 71,9% dos entrevistados afirmaram que a prisão do ex-presidente seria justa, enquanto 18,6% a consideraram injusta.

O instituto entrevistou 2.026 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de janeiro, antes da operação da Polícia Federal realizada em 8 de fevereiro, que obrigou o ex-presidente a entregar seu passaporte.

No que diz respeito aos eventos ocorridos em 8 de janeiro, onde manifestantes protestaram na Praça dos Três Poderes, 49,2% dos entrevistados afirmaram que Bolsonaro não tem responsabilidade sobre os eventos em Brasília, enquanto 41,1% acreditam que o ex-presidente é sim responsável pelos atos de vandalismo.

Quanto à segurança da democracia brasileira diante desses eventos, 35% dos entrevistados avaliaram que a democracia não correu riscos, enquanto 26,5% acreditam que houve algum risco e 31,9% consideram que o risco foi significativo.

Sobre as condenações dos participantes desses atos, 48,1% discordaram e 42,8% concordaram com penas superiores a 15 anos de prisão.

A pesquisa também abordou as motivações dos manifestantes. Para 28,2% dos entrevistados, as depredações foram motivadas pelo fanatismo político e polarização, enquanto 19,5% acreditam que os agressores estavam tentando promover um golpe de Estado.

Fraude eleitoral foi apontada como motivo por 13,3% e 12,6% mencionaram manipulação de terceiros, enquanto 7,7% disseram que o ato foi motivado por patriotismo.

Sobre a suposta omissão do presidente Lula no combate às ações dos manifestantes, 47,5% dos entrevistados não acreditam que houve omissão, enquanto 39,2% acham que houve.

A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com uma taxa de confiança de 95%.