A defesa do presidente do Solidariedade, Eurípedes Júnior, divulgou uma nota em que diz que o dirigente se apresentou à Polícia Federal do Distrito Federal neste sábado, 15 de junho, “para permitir o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido em seu desfavor”.

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No texto, os advogados José Eduardo Martins Cardozo e Fabio Tofic Simanthob dizem que Eurípedes “demonstrará perante a Justiça não só a insubsistência dos motivos que propiciaram a sua prisão preventiva, mas ainda a sua total inocência em face dos fatos que estão sendo apurados nos autos do inquérito policial em que foi determinada a sua prisão preventiva”.

O presidente do Solidariedade é alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga uma suposta quadrilha que teria desviado recursos do fundo partidário e eleitoral do Solidariedade nas eleições de 2022.

Até então, Eurípedes ainda não havia sido localizado. Segundo a emissora CNN Brasil, o dirigente já está na cela.

NOVO PRESIDENTE DO SOLIDARIEDADE

O deputado federal Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), conhecido como “Paulinho da Força”, assumiu a presidência do seu partido neste sábado (15) após a prisão do dirigente Eurípedes Júnior, no Distrito Federal.

Em nota, a direção nacional do Solidariedade informou que Eurípedes solicitou licença por prazo indeterminado do cargo. Paulinho da Força já ocupava a vice-presidência da sigla.

A legenda acrescenta que a solicitação “é compatível com o estatuto partidário” e que a sua secretaria-geral “tomará todas as providências necessárias e cabíveis para o seu imediato atendimento, tendo em vista a regular continuidade do exercício da direção partidária”.

RELEMBRE O CASO

Na manhã dA quarta-feira, 12 de junho, a Polícia Federal realizou 45 mandados de busca e apreensão e prendeu sete pessoas preventivamente por desvio de dinheiro do fundo eleitoral.

O principal alvo era Eurípedes Júnior, presidente do Solidariedade.

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As operações ocorreram no Distrito Federal, Goiás e São Paulo, mirando endereços ligados ao político e ao partido.

Eurípedes enfrenta acusações de desviar R$ 36 milhões e de adquirir um helicóptero com dinheiro público.

Ele comprou a aeronave por R$ 2,4 milhões em 2015 e a utilizou para seus deslocamentos pessoais entre Planaltina (GO) e Brasília.

As investigações também apontam que ele teria desviado maquinários de obras privadas. Ele é investigado por organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto e crimes eleitorais.

O QUE DIZ O SOLIDARIEDADE?

O Solidariedade, em nota, afirmou que os fatos ocorreram antes da fusão com o Pros e ainda não tomou uma posição sobre o caso.

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OUTROS INVESTIGADOS

Em Brasília, quatro ex-candidatos a deputados distritais pelo Pros também são alvos de buscas. A PF aponta que as candidaturas foram laranja, para recebimento de dinheiro do fundo partidário.

Redação do Portal de Prefeitura e Estadão Conteúdo.