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O que PF quer que Bolsonaro explique em depoimento? confira

No último dia 8, o ex-presidente foi alvo da Operação Tempus Veritatis junto a seus ex-ministros, ex-assessores e militares de alta patente.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato / Agência Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi intimado a prestar depoimento para a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 22, sobre um planejamento de golpe de Estado por ele e seus aliados após as eleições de 2022.

A PF quer que ele dê explicações sobre a trama, que foi descoberta por mensagens trocadas entre seus assessores e na gravação de uma reunião ministerial com teor golpista em julho de 2022. O ex-presidente deve ficar calado durante a oitiva.

No último dia 8, Bolsonaro foi alvo da Operação Tempus Veritatis junto a seus ex-ministros, ex-assessores e militares de alta patente.

Por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ex-presidente teve o seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o País.

Em uma decisão de 135 páginas, Moraes mostrou que os alvos da operação estavam planejando a execução de um golpe de Estado em uma organização formada por, pelo menos, seis diferentes tipos de atuação.

Segundo a Polícia Federal, as tarefas das frentes tinham três objetivos: desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito.

Na segunda-feira, 19, a defesa de Bolsonaro pediu o adiamento do depoimento, afirmando que o ex-presidente não iria prestar esclarecimentos sobre o caso até ter acesso às conversas recuperadas nos celulares apreendidos na investigação.

Moraes rejeitou o pedido e disse que não cabe ao ex-presidente escolher o dia do interrogatório.

Além de Bolsonaro, outros alvos da Tempus Veritatis também foram intimados a prestar depoimento à PF.

São eles: o coronel e ex-ajudante de ordens Marcelo Costa Câmara, o ex-assessor Tércio Arnaud Tomaz e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Estadão Conteúdo