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Número de homicídios cresceu 59% em Pernambuco entre 2012 e 2017, segundo IPEA

11 de junho de 2019 às 12:36

[caption id="attachment_13891" align="aligncenter" width="620"] Foto: Divulgação[/caption] O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou nesta semana uma pesquisa que mostra o aumento no número de homicídios em Pernambuco entre os anos de 2012 a 2017 (Gestão Eduardo Campos/Paulo Câmara). O crescimento foi de 59% e a taxa de homicídios ficou de 47,26 para cada 100 mil habitantes. Em 2012, Pernambuco registrou 2.805 casos. Com o aumento, Pernambuco em 2017 chegou a ser o terceiro estado mais violento do país com 4.462 casos. Atrás apenas dos vizinhos: Bahia (6.377) e Ceará (4.580). O que chama atenção também é o crescimento da taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes, em comparação a o estado mais populoso do Brasil, São Paulo. A maior metrópole da América Latina tem uma taxa de 10,3 para cada 100 mil habitantes. Enquanto Pernambuco, teve uma taxa de 47,26. Em todo o território nacional, o Brasil atingiu (Gestão Dilma Rousseff/ Michel Temer) pela primeira vez em sua história, o patamar de 31,6 homicídios por 100 mil habitantes. A taxa, registrada em 2017, corresponde a 65.602 homicídios naquele ano e revela a premência de ações efetivas para reverter o aumento da violência. É o que aponta o Atlas da Violência 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira, 5. O estudo identifica dois fenômenos no país: enquanto mais estados reduzem a taxa de letalidade violenta, há forte crescimento no Norte e no Nordeste. Em 2017, as taxas de homicídios por 100 mil habitantes foram bastante heterogêneas entre as unidades da Federação, variando de 10,3 em São Paulo a 62,8 no Rio Grande do Norte. Houve diminuição no Sudeste e no Centro-Oeste, estabilidade no Sul e crescimento acentuado no Norte e no Nordeste. O estado com maior crescimento no número de homicídios em 2017 foi o Ceará, que registrou alta de 49,2% e atingiu o recorde histórico de 5.433 mortes violentas intencionais, causados por armas de fogo, droga ilícita e conflitos interpessoais. No Acre, a variação foi de 42,1% em 2017, totalizando 516 homicídios – considerando-se o período de 2007 a 2017, o número de homicídios subiu 276,6% no estado. O crescimento da violência letal no Acre está associado à guerra por novas rotas do narcotráfico, que saem do Peru e da Bolívia e envolvem três facções criminosas: o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e o Bonde dos 13 (B13). Este fenômeno também influencia o número de homicídios no Amazonas, que praticamente dobrou em uma década e chegou a 1.674 em 2017. Na outra ponta, o estado com maior redução na taxa de homicídios em 2017 foi Rondônia (-22%), seguido por Distrito Federal (-19.7%) e São Paulo (-4,9%). Os dados são fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).  

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