O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou em favor do arquivamento do processo movido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), contra o influenciador digital Felipe Neto.

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Lira havia apresentado queixa contra Neto por injúria na 16ª Vara Cível de Brasília, após ter sido chamado de “excrementíssimo” em evento na Câmara de 26 de abril.

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Em documento assinado pelo procurador Carlos Henrique Martins Lima, de 16 de maio, o MPF citou o direito à liberdade de expressão e destacou que Lira ocupa um cargo público.

Além disso, o procurador afirmou que “as palavras duras dirigidas ao deputado, conquanto configurem conduta moralmente reprovável, amoldam-se a ato de mero impulso, um desabafo do investigado, não havendo o real desejo de injuriar ou lesividade suficiente”, afirmou.

Após a manifestação do MPF, a Justiça decide se homologa ou não o arquivamento do processo. Em nota, Felipe Neto se disse alvo de tentativa de silenciamento.

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Estadão Conteúdo