Desunião

MIGUEL Coelho se posiciona sobre CRISE no União Brasil

O ex-prefeito de Petrolina, que está motivado para as articulações até a eleição de outubro, defendeu que a legenda precisa ser pacificada.

Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina.
Miguel Coelho. Foto: Portal de Prefeitura.

O ex-prefeito de Petrolina e ex-candidato ao governo de Pernambuco em 2022, Miguel Coelho, falou sobre o momento de disputas que vive o União Brasil, partido do qual é filiado.

Coelho, que está motivado para as articulações até a eleição de outubro, defendeu que a legenda precisa ser pacificada.

Vivendo um momento conturbado, o União teve na semana passada uma verdadeira queda de braço entre o presidente, o deputado federal Luciano Bivar, e seu vice, Antônio de Rueda, que após Bivar cancelar a convenção do partido em cima da hora, bateu o martelo e fez a votação para escolher o novo presidente da sigla, – onde os dois eram candidatos – saindo vitorioso. Bivar declarou que a eleição não tinha validade.

Para Miguel e seu grupo político, incluindo aliados como o deputado federal Mendonça Filho (UB), a escolha por Rueda é a melhor, já que estão em lado oposto daquele que ainda dava as cartas no partido, o deputado federal Luciano Bivar.

“Desunião Brasil”

O advogado Antônio Rueda foi eleito na quinta-feira, 29 de fevereiro, o novo presidente do União Brasil, após uma tentativa de “virada de mesa” de Luciano Bivar, que ocupa o cargo atualmente e tentou cancelar a convenção.

O partido foi criado em 2022 como resultado da fusão entre o DEM e o PSL, mas as duas alas nunca se acertaram.

Na sede da sigla, em Brasília, o advogado estava rodeado por egressos do antigo DEM, como o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, o líder do legenda na Câmara, Elmar Nascimento (BA), o líder no Senado, Efraim Filho (PB), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Todos farão parte da nova Executiva. Bivar, que era do PSL antes da fusão, ficou de fora.

ACM Neto, por sua vez, brincou que o partido não poderá mais ser chamado de “Desunião Brasil”.

De acordo com Efraim, a legenda não terá mais alas divergentes.

Rueda e seus aliados falaram em unidade e pacificação, mas Bivar disse ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a eleição foi “viciada” e “está nula de pleno direito”.

Ele não confirmou, contudo, se levará a disputa ao Judiciário.