O Ministério da Saúde abriu nesta quinta-feira, 23 de dezembro, um consulta pública que coletará manifestações da sociedade civil sobre a vacinação contra a Covid-19 em crianças com idade de 5 a 11 anos. A vacina da Pfizer para essa faixa etária foi autorizada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A consulta pública fica aberta até o dia 2 de janeiro de 2022.

As contribuições devem ser enviadas por meio do endereço eletrônico https://www.gov.br/saude/pt-br. No site do Ministério da Saúde estão disponíveis os documentos sobre a consulta pública, conforme o Diário Oficial desta quarta.

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No último dia 18, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a decisão do governo sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro, após audiência e consulta públicas. Em conversa com jornalistas, Queiroga disse que a autorização da Anvisa não é decisão suficiente para viabilizar a vacinação para esse grupo.

“A introdução desse produto dentro de uma política pública requer uma análise mais aprofundada. E, no caso de imunizantes, a análise técnica é feita com o apoio da Câmara Técnica Assessora de Imunizações”, disse Queiroga.

“Inacreditável o que a Anvisa fez”

No último domingo, 19 de dezembro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a liberação da Anvisa para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos foi uma decisão “inacreditável”. O chefe do executivo declarou que os possíveis efeitos adversos dos imunizantes não são conhecidos.

“Estamos trabalhando. Se depender de nós, nem a tua é obrigatória, é liberdade. Criança é coisa muito séria. Não se sabe os possíveis efeitos adversos futuros. É inacreditável, desculpa aqui, o que a Anvisa fez. Inacreditável”, disse para um apoiador em Praia Grande (SP).

No domingo, Bolsonaro declarou que a vacina contra a Covid-19 para crianças só será aplicada com autorização dos pais. Afirmou ter dado uma “diretriz” para a equipe da Saúde. O chefe do Executivo disse ainda que o Ministério da Saúde irá cobrar da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) um protocolo para efeitos colaterais do imunizante em crianças.

Agência Brasil