Nos últimos meses, houve a realização de três grandes eventos por parte das instituições militares, focados na abordagem de questões relacionadas a minorias e gênero. A aparente alteração de postura parece estar associada a uma diretriz emanada do governo Lula.

Continua após a publicidade:

Durante uma recente participação em um evento em Dubai, a primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou que existe uma recomendação do governo para que todos os ministérios contem com profissionais dedicados às temáticas de gênero.

“todas as ações ministeriais tiveram esse viés bastante voltado para questões de gênero, além do empoderamento político a gente precisa muito do empoderamento econômico”, Janja

Na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro, foi promovido o evento denominado “Vozes Delas”. De acordo com a Juíza Mariana Aquino, da Justiça Militar da União, a finalidade do evento é fomentar a discussão em torno de temas relacionados à igualdade de gênero.

“A ideia é estimular o debate sobre temas atuais e relevantes acerca das questões de gênero e violência contra a mulher. Estamos trazendo especialistas das mais variadas áreas para abordar essa temática que tangencia os direitos das mulheres em suas diversas vertentes”.

Entre os dias 15 e 17 de novembro, a Justiça Militar da União organizou um evento em Campo Grande, no qual foram abordados temas como assédio e discriminação relacionados a gênero, raça e religião no ambiente de trabalho.

Durante esses três dias, Ministros, juízes, desembargadores, comandantes militares, cientistas e especialistas se reuniram para discutir essas questões, alinhando-se com a agenda proposta pelo governo de Luis Inácio Lula da Silva.

O Ministro chefe do Superior Tribunal Militar, em seu discurso, destacou que essas discussões estão em conformidade com a determinação do Conselho Nacional de Justiça.

“O Conselho Nacional de Justiça [CNJ] estabeleceu uma meta para que os tribunais superiores desenvolvessem esse tema, e temos levado isso muito a sério. Consideramos que é um tema extremamente importante porque tudo isso começa pela educação”

Em 18 de outubro, a ouvidora da mulher da Justiça Militar da União, a juíza federal Mariana Aquino, e a primeiro-tenente da FAB Nívea Silva, compartilharam com os ministros do Superior Tribunal Militar (STM) os detalhes do Programa de Inovação da Ouvidoria da Mulher. Conforme explicado pela juíza, o projeto possui, entre outros propósitos, a promoção do empoderamento feminino.

“Ao ir além do ouvir, buscou ser exemplo da mudança cultural que se pretende alcançar, promovendo o empoderamento feminino, visando favorecer a comunicação entre o Poder Judiciário e as mulheres militares”.

Continua após a publicidade:

Da redação do Portal com Informações da Revista Sociedade Militar