Na última quinta-feira, 27 de abril, um novo vídeo (conferir as imagens abaixo) foi compartilhado na página do Instagram do Ipojuca Ordinário, mostrando o momento em que se acumula despejos de esgoto na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco. A mesma situação já ocorreu em outros momentos e foi denunciado pela população.

Assista vídeo:

https://www.instagram.com/reel/CrliN1fvZ6R/?utm_source=ig_web_copy_link

O local é considerado um dos balneários mais bonitos do Brasil e também um dos pontos turísticos mais visitados do Estado, porém vem sofrendo com a falta de infraestrutura e poluição ambiental, que segundo os moradores, são consequências da falta de investimentos e de fiscalização por parte da Prefeitura de Ipojuca, atualmente conduzida pela prefeita Célia Sales (PTB).

Veja também:
>>>
Em Ipojuca, prefeita Célia Sales é cobrada por esgoto sem fim na praia de Porto de Galinhas que prejudica comerciantes e assusta turistas

Enquanto turistas e comerciantes estavam na praia, um grande volume de água suja a céu aberto foi registrada na areia da praia, chegando a invadir uma barraca em que se encontravam os banhistas.

Da  “boca de esgoto” é possível observar saindo lixos misturados com a água.

MPPE recomenda que Prefeitura realize obras de infraestrutura urbana

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Prefeitura de Ipojuca que realize as obras necessárias para a construção de muro de arrimo e contenção de barreira na Rua Ana Maria Dourado, no Centro da Cidade. As providências neste sentido, incluindo o prazo de conclusão das intervenções, devem ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Ipojuca.

Com fundamento no artigo 6º da Lei Complementar 75/93, parte final do inciso XX, o MPPE fixou o prazo de 15 dias para a resposta sobre o acatamento da presente recomendação. Vale destacar que o não acatamento infundado do presente documento, ou a insuficiência dos fundamentos apresentados para não acatá-lo total ou parcialmente poderá ensejar a adoção das medidas judiciais cabíveis.

Na elaboração da recomendação assinada pela Promotora de Justiça Renata de Lima Landim, foi levado em consideração, dentre outros pontos, que é competência do município a organização e prestação dos serviços públicos de interesse local e a promoção do adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle de uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, nos termos dos artigos 23, VI e IX, e 30, V e VIII, da Constituição Federal.