Vaticano

Papa agradece a jornalistas por ajudarem a mostrar escândalos na Igreja Católica: “agradeço pela voz que vocês deram às vítimas de abuso”

Francisco elogiou o que chamou de “missão do jornalismo” e disse ser vital que repórteres saiam de suas redações e descubram o que está acontecendo no mundo exterior, para conter a desinformação muitas vezes encontrada online.

Por - Publicado em 13 nov de 2021, às 16:31 - Atualizado em 13 nov de 2021, às 18:50
Papa agradece a jornalistas por ajudarem a mostrar escândalos na Igreja Católica: “agradeço pela voz que vocês deram às vítimas de abuso”
Papa Francisco /Divulgação/Vatican News

O papa Francisco agradeceu a jornalistas neste sábado, 13 de novembro, por ajudarem a revelar os escândalos de abuso sexual por parte do clero, que a Igreja Católica Romana inicialmente tentou encobrir.

Ele elogiou o que chamou de “missão do jornalismo” e disse ser vital que repórteres saiam de suas redações e descubram o que está acontecendo no mundo exterior, para conter a desinformação muitas vezes encontrada online.

“Agradeço a vocês pelo que nos dizem sobre o que está errado na Igreja, por nos ajudar a não esconder isso embaixo do tapete, e pela voz que vocês deram às vítimas de abuso”, disse o papa.

Francisco falou em cerimônia para homenagear dois correspondentes veteranos – Philip Pullella, da Reuters, e Valentina Alazraki, da mexicana Noticieros Televisa – por suas longas carreiras cobrindo o Vaticano.

Os escândalos de abuso sexual chegaram às manchetes em 2022, quando o jornal norte-americano The Boston Globe escreveu uma série de artigos expondo um padrão de abuso de menores por clérigos e uma cultura disseminada de ocultar esse tipo de ação dentro da Igreja.

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Casamento Sacramental

O Papa Francisco reafirmou que o casamento sacramental é só entre homem e mulher e que a Igreja não pode mudar esta doutrina, dado que a instituição do sacramento do matrimônio é obra de Cristo.

Francisco abordou o tema durante a entrevista coletiva que concedeu a bordo do avião que o levava de volta da Eslováquia para Roma.

O Papa Francisco voltou a destacar a diferença entre o sacramento do matrimônio e as uniões civis, que são realidades muito distintas. O sacramento não pode ser alterado e, portanto, não o será. Já as uniões formalizadas na esfera civil devem ser tratadas nessa mesma esfera, podendo e devendo contar com o olhar pastoral da Igreja, mas sem a expectativa de serem equiparadas ao matrimônio sacramental.

Francisco respondeu especificamente a uma pergunta sobre as uniões entre pessoas homossexuais, que, recentemente, o Parlamento Europeu recomendou que os países aprovem.

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Casamento sacramental

A esse respeito, o Papa afirmou que é importante que as leis civis ajudem “a situação de tanta gente de orientação sexual diferente”, mas “sem impor coisas que, pela sua natureza, não são aplicáveis na Igreja”.

Reforçando que “o casamento como sacramento é claro”, Francisco tratou da possibilidade de leis civis sobre outras formas de união e sobre garantias a direitos como herança, por exemplo. No tocante a essas leis civis, o Papa afirmou:

“Que as pessoas homossexuais possam usá-las, podem usá-las, mas o casamento como sacramento é homem e mulher”.

Ele finalizou:

“O Senhor é bom e quer salvar a todos. Por favor, não façam com que a Igreja renegue a sua verdade. Tantas pessoas de orientação homossexual se aproximam do sacramento da penitência, dos sacerdotes, e isto as ajuda a ir em frente na sua vida. Mas o sacramento do casamento não muda”.

Agência Brasil



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