Opinião

Jornalista da Globo, Miriam Leitão, critica manifestações pró-Bolsonaro e afirma: “A democracia está sendo atacada”

Miriam também falou sobre as caravanas vindas de outros estados e as chamou de "obscuras".

A jornalista Miriam Leitão opinou sobre as manifestações pró-Bolsonaro que aconteceram na terça-feira, 7 de setembro, em todo o Brasil. Leitão afirmou na Globo News que “a democracia está sendo atacada”, mas ponderou que as “manifestações são livres” e que fazem “parte da democracia”.

“Primeiro é preciso ficar claro que manifestações são livres, são parte da democracia, nós reconquistamos o direito de manifestação exatamente no fim do governo militar. Mas essas específicas manifestações foram convocadas com uma pauta antidemocrática, é para atacar poderes, principalmente o poder Judiciário, para atacar as bases da nossa democracia. A gente precisa entender que o Brasil, depois da ditadura militar, fez um pacto, nós fizemos um pacto nacional. O nosso pacto é o seguinte: nós vamos divergir, mas dentro dos parâmetros da democracia constitucional. Foi isso que os brasileiros concordaram em 1988. A pauta que essa manifestação reinvindica, intervenção militar, é uma pauta antidemocrática”, avaliou Miriam.

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A jornalista classificou como “assustador” a conduta do presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ela, foi organizado pelo chefe do executivo que “usou o período de trabalho, o horário de expediente, para fazer mobilização por esses atos”.

“É bom lembrar também que o presidente da República passou os últimos dias o tempo todo mobilizado por isso e mobilizando. Ele usou todos os espaços, ele usou o período de trabalho, o horário de expediente, para fazer mobilização por esses atos de hoje. Então ele está não só indo ao evento, mas também organizando o evento. Isso é mais assustador”, disse.

Miriam também falou sobre as caravanas vindas de outros estados e colocou em dúvidas o financiamento destas viagens, no qual, chamou de “obscuras”.

“É bom lembrar também que quem está nas ruas em Brasília hoje veio de outros lugares. São caravanas trazidas de outros estados e financiadas de forma obscura. Por tudo isso, é muito grave. Manifestações são livres, mas a democracia precisa se defender. E a democracia está sendo atacada nesse momento por esses eventos”, concluiu.

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