Afirmação

Bolsonaro diz que ‘não será preso’ e ‘só Deus’ o tira da Presidência em discurso a apoiadores na Avenida Paulista

O presidente também afirmou que não vai mais cumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo também que o magistrado 'ou se enquadra, ou pede para sair'.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na terça-feira, 7 de setembro, em seu discurso na manifestação pró-governo federal marcada na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, que apenas Deus pode torná-lo inelegível.

“Quero dizer aqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: ‘só Deus me tira de lá’. “Aviso aos canalhas: não serei preso.”

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não vai mais cumprir decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro ainda afirmou que “ou esse ministro se enquadra, ou pede para sair”. Em nota, a assessoria do STF afirmou que não vai se manifestar sobre as declarações do presidente.

“Nós devemos sim, porque eu falo em nome de vocês. Determinar que todos os presos políticos sejam postos em liberdade. Digo a vocês que qualquer decisão do ministro Alexandre de Moraes esse presidente não mais cumprirá”.

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Segundo estimativa da Secretaria de Segurança Pública paulista (SSP) e da PM, 125 mil pessoas participaram das manifestações pro-governo da Avenida Paulista, ante 15 mil manifestantes no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista, onde se concentraram os críticos ao governo.

Já os organizadores de ambos os lados estimaram números maiores. Os quatro grupos que participaram dos atos pró-governo (Nas Ruas, Movimento Avança Brasil, Vem para Direita e o Verde Amarelo) disseram que 1,5 milhão de pessoas estavam no ato da Avenida Paulista. Segundo o Movimento ForaBolsonaro, 50 mil pessoas participaram do evento no Anhangabaú. 

Alexandre de Moraes

Moraes é o relator dos inquéritos que apuram a disseminação de notícias falsas e a organização de atos antidemocráticos.

Recentemente, o magistrado determinou a prisão de apoiadores do presidente por ameaças à Corte, como o ex-deputado Roberto Jefferson.

“Não se pode permitir que um homem apenas turve a nossa liberdade. Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir, tem tempo ainda para arquivar seus inquéritos. Sai Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha, deixa de oprimir o povo brasileiro, deixa de censurar”, prossegue o presidente.

Eleições 2022 e pandemia

O presidente Jair Bolsonaro voltou a chamar de “farsa” a organização das eleições de 2022 sem o voto impresso. “Não posso participar de uma farsa”, afirmou aos apoiadores na Paulista.

“Não é uma pessoa ou o Tribunal Superior Eleitoral que vai dizer que esse processo é seguro, porque não é”, completou o presidente, que fez críticas ao “presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, sem citar nominalmente o ministro Luís Roberto Barroso.

Da redação do Portal com informações da CNN Brasil

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