Opinião

Galvão Bueno e Casagrande culpam governo federal por confusão em jogo entre Brasil e Argentina

O narrador e o comentarista classificaram o episódio como "ume vergonha para o futebol mundial".

O apresentador Galvão Bueno e o comentarista esportivo Walter Casagrande ficaram indignados com a situação ocorrida no futebol na tarde do domingo, 5 de setembro, após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entrar em campo durante o jogo entre Brasil e Argentina, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo no Catar em 2022.

O desabafo do narrador esportivo já começou antes do início da partida entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Ele se irritou com o fato de que a CBF, juntamente com a Conmebol e a AFA, fizeram um acordo nos bastidores para que a partida não fosse comprometida.

A Anvisa pediu que quatro atletas argentinos em situação irregular no país fossem deportados. O governo federal negou, atendendo aos pedidos da Conmebol e da CBF. A Anvisa, por sua vez, foi irredutível e invadiu o campo aos 5 min de partida, para retirar os jogadores.

Galvão disse que isso é “uma vergonha para o futebol mundial” e não se poupou em culpar o governo federal, que teria “colocado em risco o povo brasileiro pela quebra de protocolo para a entrada no Brasil”.

“Se existe um protocolo para entrar no Brasil, por que eles não tiveram que cumprir? Claudinho e Malcom do Zenit, da Rússia, foram chamados de volta porque eles perderiam jogos da Champions League. E eles são liberados? O governo brasileiro, irresponsavelmente, permitiu isto. Foram irresponsáveis”, disse.

O comentarista e ex-jogador Júnior afirmou que isso não aconteceria na Argentina.

“Eu queria ver se fosse na Argentina se poderíamos fazer isso lá”, concordou.

Galvão questionou qual “autoridade do governo passou por cima da Anvisa”.

“É o maior clássico do mundo e estamos mostrando isso para todo o Brasil. Tudo culpa de uma CBF sem comando nenhum. Que autoridade do governo deu essa autorização e passou por cima da Anvisa?”, disparou o narrador.

Durante a paralisação do jogo, Galvão Bueno conversou com o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, que deixou claro que os jogadores precisam ser deportados.

“Eu queria deixar claro que a minha crítica é principalmente contra a seleção argentina, que passou por cima dos nossos protocolos. Devem ser punidos. Não se pode dar o direito de querer tirar a lei. O futebol não faz parte de um mundo à parte do restante do mundo declarou o narrador”, concluiu.

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O comentarista esportivo Walter Casagrande culpou o Governo Federal e o Ministério da Saúde pela confusão ocorrida durante a partida de futebol entre Brasil e Argentina deste domingo (5), quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) paralisou o jogo devido à violação de protocolos sanitários por parte de quatro jogadores da Seleção rival.

“Tudo errado. Modificaram formulários e ninguém percebeu isso? Eram jogadores de futebol, não pessoas anônimas. Por que a Anvisa não invadiu o treino da Argentina, no sábado? Isso é reflexo do péssimo combate à pandemia que teve o Governo Federal e o Ministério da Saúde”, declarou, durante a edição do Globo Esporte SP desta segunda (6).

Para o ex-jogador, o caso representa uma “vergonha mundial” para o Brasil.

“Se esses quatro jogadores fossem pessoas anônimas, onde eles estariam hoje, com esse calor? Nas lindas praias do Brasil, tomando uma caipirinha, uma cerveja, comendo um camarão e à noite vai pra balada. E ninguém ia falar nada. É uma vergonha mundial, igual o Galvão falou, mas em todos os seguimentos da sociedade”, argumentou.

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