Declaração

‘Brasil está preparado para ter presidente gay’, diz Eduardo Leite; governador do RS pelo PSDB e um dos nomes para as eleições de 2022

Durante entrevista ao Exame, o gestor afirmou que um segundo turno entre Bolsonaro e Lula em 2022 seria "uma tragédia, que deve ser evitada".

Atrás de apoio do PSDB para superar João Doria e ser escolhido como o candidato do partido à Presidência, após anunciar a homossexualidade, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que o Brasil está preparado para ter o primeiro presidente assumidamente gay.

Na tentativa de despontar como o representante da ‘terceira via’, Leite disse ao Exame que um eventual segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 seria “uma tragédia, que deve ser evitada”.

Apesar ter votado em Bolsonaro em 2018, ele sugere que não apoiou o atual presidente e se mostrou frustrado com a atuação do Planalto.

“Eu me arrependo porque eu tinha uma expectativa de que pelo menos pudesse ser algo de diferente na presidência da República”, lamentou.

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O gestor se prende ao alto índice de rejeição dos concorrentes para progredir com as articulações que podem lhe render a faixa presidencial.

“Os sentimentos que se expressam nas pesquisas me deixam muito convicto de que não vai ter segundo turno entre Lula e Bolsonaro'”, projetou.

Brasil preparado para combater o preconceito

Após assumir namoro com o pediatra Thalis Bolzan, há cerca de dois meses, o governador gaúcho comentou sobre a importância de combater o preconceito de gênero.

“Me perguntam se o Brasil está preparado para ter um presidente gay, e eu acho que sim. Eu fui prefeito sem falar sobre assunto, mas sem negar. Fui eleito governador sem falar, mas também sem negar”, apontou.

O governador do Rio Grande do Sul comentou que a decisão de assumir a sua sexualidade já estava tomada de antemão, e que o Brasil deveria aprender que isso não importa.

“Acho que o Brasil deve aprender que isso não importa. Mas no momento em que há agressões, em que há ataques, e tendo conquistado a posição que conquistei, se tornou relevante falar a respeito. Eu já tinha tomado a decisão de falar, tinha conversado com o meu namorado, que antes do final do mandato para que ele se preparasse”, analisou.

Compra de votos no PSDB

Antes de pensar na disputa pelo Executivo nacional, Leite ainda precisa vencer o governador de São Paulo, João Doria, dentro do partido.

“Eu tenho muita confiança de que vamos ganhar as prévias do PSDB, se elas forem feitas de uma forma limpa. Há denúncias de uma tentativa de interferências econômicas para votos dentro do partido, e que precisa ser apurado”, reclamou.

Caso seja derrotado no pleito interno, Eduardo Leite garantiu que não vai se eleger para uma vaga no Congresso como deputado ou senador.

“Se não for candidato a presidente da República, pretendo concluir meu mandato como governador. Nem deverei concorrer a outro cargo porque exigiria a renúncia do mandato lá no início de abril e não faz sentido para mim no ano, que virá a ser o melhor do governo. Vou tomar o meu caminho em qualquer outro rumo, com tranquilidade”, alertou.

Da redação do Portal com informações do Leia já

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