Comportamento

Em tuíte, Sérgio Camargo relaciona a apresentadora Maju Coutinho a “preto de coleira”

Ele apagou post depois. Servidores acusam o presidente da Fundação Palmares por humilhação e terror psicológico na entidade.

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, foi às redes sociais comentar a reportagem do Fantástico, exibida no último domingo, 29 de agosto. O programa revelou um trecho da ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) contra Camargo, em que o ministério afirma que o presidente “contaminou todo o ambiente de trabalho e gerou terror psicológico”

“A matéria do Fantástico é 100% mentirosa e canalha, mas, ironicamente, me fortalece muito. Obrigado, imbecis!”, escreveu no tuíte.

Sérgio Camargo
Xingamento de Sérgio Camargo. Foto: Reprodução/Redes Socias

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Camargo ainda completou com uma ofensa à jornalista Maju Coutinho: “Não sou um preto de coleira. Não sou como a Maju…”. A publicação foi apagada alguns minutos depois.

Gravação

Uma informação sobre Sérgio Camargo acaba por colocá-lo sob a crítica de lideranças do movimento anti-racismo. Em um áudio divulgado pelo Estadão, o presidente da Fundação Palmares se refere ao ativismo negro brasileiro como “escória maldita”.

A frase teria sido dita numa reunião com pessoal do órgão no último 30 de abril. Na gravação o presidente da Fundação Palmares comenta o furto de seu celular corporativo de dentro do órgão em que trabalha.

Então, Camargo assevera: 

Eu exonerei três diretores nossos […]. Qualquer um deles pode ter feito isso. Quem poderia? Alguém que quer me prejudicar, invadir esse prédio para me espancar, invadir com a ajuda de gente daqui… O movimento negro, os vagabundos do movimento negro, essa escória maldita”.

Posteriormente o líder da Fundação Palmares emitiu nota sobre o assunto. Entre outras coisas, o texto diz que a gravação foi realizada ilegalmente. Conheça o teor da nota emitida por Sérgio Camargo:

“O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, lamenta a gravação ilegal de uma reunião interna e privada. Assim, reitera que a Fundação, em sintonia com o Governo Federal, está sob um novo modelo de comando, este mais eficiente, transparente, voltado para a população e não apenas para determinados grupos que, ao se autointitularem representantes de toda a população negra, histórica e deliberadamente se beneficiaram do dinheiro público.
“Infelizmente, ainda existem, na gestão pública, pessoas que não assimilaram esta mudança e tentam desconstruir o trabalho sério que está sendo desenvolvido. Seguimos firmes em prol do Brasil e dos brasileiros!” (Sérgio Camargo).

Da redação do Portal com informações do site Metrópoles

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