Dados

Desigualdade: enquanto o Brasil bate recorde de bilionários, mais da metade da população do país não tem garantia de comida na mesa

Dados da insegurança alimentar ocorrem pela primeira vez em 17 anos no Brasil, sendo 16,8 milhões de pessoas nessa situação, de acordo com a Rede Penssan.

Dados que mostram o aumento no número de bilionários no Brasil, divulgado pela Forbes 2021, revelam também o crescimento da desigualdade no país quando comparados com a quantidade de pessoas que não teve certeza se haveria comida suficiente em casa no dia seguinte, teve que diminuir a qualidade e a quantidade do consumo de alimentos e até passou fome.

Enquanto o Brasil bate recorde com 42 novos bilionários, também pela primeira vez em 17 anos, mais da metade da população não tem garantia de comida na mesa, sendo 16,8 milhões de pessoas nessa situação de insegurança alimentar, de acordo com pesquisa divulgada na última segunda-feira, 30 de agosto, pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), que reúne pesquisadores e professores ligados à segurança alimentar.

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Ao todo, a Forbes listou 315 nomes de empresários brasileiros de diversos setores, da logística e infraestrutura à saúde e seguros. Juntos, eles acumulam patrimônio de R$ 1,9 trilhão, segundo dados divulgados também na última segunda-feira.

A pandemia deixou 19 milhões com fome em 2020,  atingindo 9% da população brasileira, a maior taxa desde 2004, há 17 anos, quando essa parcela tinha alcançado 9,5%.  E quase o dobro do que havia em 2018, quando o IBGE identificou 10,3 milhões de brasileiros nessa situação.

E as perspectivas não são animadoras. No último trimestre do ano passado, quando a pesquisa foi feita, ainda estava sendo pago o auxílio emergencial no valor de R$ 300.

A  incidência da fome é maior nas casas onde a renda per capita é de meio a um salário mínimo, as que são chefiadas por mulheres e por negros.

Existe fome em 11,1% dos domicílios chefiados por mulheres. Quando a pessoa de referência é um homem, a parcela dos que passam fome é de 7,7%. Pessoas pretas ou pardas enfrentam insegurança alimentar grave em 10,7% dos lares, contra 7,5% entre os brancos.

*Os dados da pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) foram apurados pelo Portal de Prefeitura com informações divulgados pelo Jornal O Globo.  

 

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