Impenitência

Jean Wyllys afirma que só volta ao Brasil com a derrota de Bolsonaro e que cuspiria no presidente de novo: ‘Não me arrependo’

Ex-deputado saiu do país em 2019 e está morando em Barcelona, na Espanha.

O ex-deputado federal Jean Wyllys, que recentemente se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) relembrou a cena em cuspiu no então deputado Jair Bolsonaro, em 2016, declarou, em entrevista ao portal Uol, que não se arrepende do gesto.

Ainda segundo o ex-psolista, ele “faria novamente” o ataque realizado durante sessão na Câmara que votou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Claro que faria novamente naquelas circunstâncias. Esse gesto ganha significado maior e é mais compreendido hoje do que naquele momento. Só lembro que cometi esse ato porque tem imagens, entrei em um tipo de transe”, disse.

O ex-deputado ainda justificou a atitude afirmando ter cuspido em Bolsonaro porque ele dedicou seu voto ao coronel Carlos Brilhante Ustra, acusado de ter sido um dos torturadores de Dilma na época da ditadura militar.

“Não bastava humilhar publicamente e tirar o mandato [de alguém] eleito pelo povo, mas [o voto de Bolsonaro] implicava reacender traumas terríveis dela. Uma pessoa que nunca foi torturada não pode nem ter ideia do que é isso e dessas feridas dentro de nós”, explicou.

Ver mais:

>> Jean Wyllys diz fod*-se Neymar, capacho de fascista e revela que estava torcendo pela derrota da Seleção Brasileira

Jean Wyllys também completou dizendo que Bolsonaro fez ataques homofóbicos antes de ele se descontrolar.

“Aquilo foi tão indigno! Eu tremia de ódio e raiva. Quando fui votar em sequência (depois de Bolsonaro), fui votar em uma chuva de insultos. Como um país se prestava a essa vergonha? Que parlamento era aquele? Como eu tinha sido eleito e ia votar sob uma chuva de xingamentos homofóbicos? Quando voltei ao meu lugar, esse sujeito [Bolsonaro] fez um insulto homofóbico que não vou reproduzir, e, aí, nessa hora, entrei em um transe e cuspi na cara dele. Meu gesto foi o de maior dignidade da minha noite”, observou.

O jornalista também disse que só volta ao Brasil quando Bolsonaro for “derrotado de vez”.

“Não há segurança para mim ou para minha família. […] Embora esteja naufragando, o governo ainda tem uma base radicalizada, então é capaz de fazer muita coisa. Volto quando vencermos de vez essas forças políticas de destruição que emergiram com força em 2018”, afirmou.

Deixe seu comentário

[gs-fb-comments]
WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Enviar Mensagem
Entre no Grupo de WhatsApp do Portal