Corrupção

Polícia Civil cumpre operação ‘Sequência Real II’ contra ex-prefeitos e vereadores das cidades de Amaraji e Gameleira, por desvio de dinheiro público

De acordo com a delegada que presidiu as investigações, foram identificadas várias transações suspeitas entre a atual prefeita de Amaraji, Aline Gouveia e os suspeitos.  

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou na manhã desta terça-feira, 24 de agosto, a 57ª operação de repressão qualificada do ano, denominada “Sequência Real II”, que investiga crimes de fraude em licitações, peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no município de Amaraji e Gameleira, ambas na Zona da Mata pernambucana.

De acordo com informações da delegada  Isabela Veras Porpino, que presidiu as investigações, estariam sendo beneficiados pelo esquema o ex-prefeito de Amaraji, Rildo Reis (Avante), a esposa dele e ex-presidente da Câmara Municipal, além de familiares e advogados que teriam sido contratados para prestar serviços de assessoria jurídica.

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Ainda segundo a delegada, o laboratório de lavagem de dinheiro da Polícia Civil de Pernambuco LAB/PCPE, identificou várias transações suspeitas entre a atual prefeita de Amaraji, Aline Gouveia (PSB), e os envolvidos na investigação.

Iniciada em maio de 2019, a operação cumpriu hoje cinco Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar, expedidos pela Vara Única da Comarca de Amaraji. Na época foram investigados fraudes em licitações em Gameleira e Amaraji, chegando a realizar a prisão temporária da ex-prefeita de Gameleira, Yeda Augusta.

Na execução, estão sendo empregados trinta e cinco Policiais Civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco – DINTEL e pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro – LAB/PCPE.

Na época, o prejuízo estimado pela Polícia Civil era de R$ 1 milhão apenas em fraudes em licitações. Segundo a Polícia Civil, uma empresa investigada nas duas operações atuava fraudando licitações nos dois municípios que seriam para prestar assessoria jurídica. Advogados ligados às empresas investigadas também foram alvo dos mandados na época.

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