Diálogo

Programa “Fala Pernambuco” ouve reivindicações e necessidades dos gestores públicos e representantes dos setores produtivos do Agreste

Foram tratados temas como ampliação do acesso ao crédito bancário e investimentos nas estradas, já que as precárias condições das rodovias têm dificultado uma presença maior dos consumidores.

Em sua 6ª edição realizada nesta quarta-feira (18), o programa “Fala Pernambuco” ouviu as reivindicações e necessidades do Agreste Meridional apresentadas pelos gestores públicos e representantes dos setores produtivos da região.

Durante a reunião, os participantes apontaram a necessidade de investimentos nas estradas, já que as precárias condições das rodovias têm dificultado uma presença maior dos consumidores. E reivindicaram mais atenção ao turismo e à qualificação da mão de obra como forma de reduzir a informalidade. A ampliação do acesso ao crédito bancário também foi elencada entre as demandas do Agreste Meridional.

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Analista de gestão do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Garanhuns, Claudete Fernandes enfatizou a necessidade de melhorar as condições de circulação das rodovias. Segundo ela, a falta de segurança vem aumentando a ação de assaltantes e reduzindo a presença de consumidores na região.

Claudete Fernandes, que também é representante do setor de comércio e serviços local, frisou a necessidade de incentivo ao turismo e à qualificação profissional como forma de “transformar a realidade das cidades e impulsionar a economia”.

“Sabemos que o turismo tem papel transformador nas economias. Ele promove a inclusão social, além de gerar empregos e renda. É preciso investir nas rodovias, na conservação de espaços atrativos e preparar os jovens para o mercado de trabalho”, destacou.

No setor de Agroindústria, as reivindicações primordiais residem na ampliação do abastecimento de água, na redução dos preços dos grãos e na ampliação do acesso ao crédito. Representante dos produtores do Agreste Meridional, Eduardo Valença contou que em São Bento do Una, por exemplo, 38 dos 147 produtores de aves e ovos, que atuavam na região, deixaram de produzir em função do alto custo dos caminhões pipas e do valor da soja e do milho.

De acordo com Valença, a volta dos trabalhos de assistência do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) seria fundamental para ajudar os pequenos agricultores. Outro ponto abordado por ele foi sobre a necessidade de negociação com a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) em torno da redução de taxas e adaptação da energia trifásica.

Para Luna Neto, representante do setor de turismo e economia criativa do Agreste Meridional, é preciso encontrar alternativas para atrair os turistas para a região não apenas em datas específicas, mas durante todo o ano. Ele solicitou maior investimento na divulgação dos atrativos locais e mais recursos para capacitação dos guias turísticos.

O programa realizados pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em parceria com o Sebrae-PE, os encontros do “Fala Pernambuco” vem ouvindo as demandas de gestores públicos e pequenos empreendedores de todas as regiões do Estado, visando encontrar soluções que impulsionem a economia local e a retomada do crescimento.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eriberto Medeiros (PP), o “Fala Pernambuco” pretende ser “uma espécie de ponte entre os que geram emprego e renda e os governantes, facilitando assim a tomada de decisões em favor dos municípios pernambucanos”.

A próxima edição do programa será com representantes da Zona da Mata.

“Precisamos dessa união para construir políticas públicas que reflitam as reais necessidades do setor produtivo”, afirmou o presidente Eriberto Medeiros.

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