Investigação

Coronel Meira diz que foi chamado pela Polícia Federal após fazer críticas a ex-superintendente da instituição em Pernambuco

Fontes da PF revelam que o presidente do PTB em Pernambuco foi indiciado por crime contra a honra a delegada Carla Patrícia. Meira falou sobre o assunto em uma live com o cantor Sergio Reis.

O presidente do PTB em Pernambuco, Coronel Meira, disse ter sido convocado pela Polícia Federal por suposto crime contra a honra da delegada Carla Patrícia, ex-superintendente da instituição em Pernambuco. Fontes da PF revelam que ele foi indiciado.

A declaração ocorreu em no último domingo 16 de agosto, quando Meira participou de uma live com o cantor Sergio Reis e outros aliados do presidente Bolsonaro, falando dos atos programados para o dia 7 de setembro.

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No vídeo, o presidente do PTB local, amigo do ex-deputado federal Roberto Jefferson, volta a criticar a funcionária pública. O coronel conta que estava sendo chamado para depor na PF no Recife, “como presidente do PTB”.

“É só política… não sei se é coisa do Alexandre de Moraes ou se é coisa antiga. Eu fui de encontro a ela (Carla Patricia), pedi ao presidente que mudasse, ela estava sentada encima das operações. Ninguém é preso em Pernambuco. Paulo Câmara, governador ladrão, Geraldo Júlio, genocida, com respiradores de suínos…”

 
No mesmo vídeo, Meira ataca Moraes. “Me prenda”, pede. “Ele é mancomunado ao PCC (lá em São Paulo). Meus amigos da PM me contam que há um acordo com o governador calça apertada, a Rota está proibida de fazer operações, os presídios estão em paz. Por isto, o PCC está tranquilo. A OAB não se posiciona, é a ditadura da toga. Tem que ir para cima”.

Roberto Jefferson

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva do presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ex-deputado federal Roberto Jefferson, no âmbito do Inquérito (INQ) 4874, que investiga a existência de organização criminosa com a nítida finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito. A decisão se deu nos autos da Petição (PET) 9844.

De acordo com o relator, a Polícia Federal (PF), que pediu a custódia, alegou que o ex-deputado tem se manifestado, reiteradamente, por meio de postagens em redes sociais e em entrevistas concedidas, atacando integrantes de instituições públicas, desacreditando o processo eleitoral brasileiro, reforçando o discurso de polarização e de ódio; e gerando animosidade na sociedade brasileira, promovendo o descrédito dos poderes da República.

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