Argumento

Lula se diz favorável a PEC que proíbe militares da ativa assumirem cargos comissionados no governo

"Hoje tem mais militares no governo do que nos 23 anos de regime militar”, argumentou o petista durante coletiva de imprensa.

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez várias críticas a presença dos militares no governo Bolsonaro ao conceder entrevista aos jornalistas em um hotel no Recife, na tarde da última segunda-feira, 16 de agosto. O político fez referência a uma proposta de emenda constitucional (PEC) da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) para proibir que militares da ativa das Forças Armadas, da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros ocupem cargos na administração pública, seja no Governo Federal, seja nos estados, no Distrito Federal ou nos municípios.

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“Tem mais coronel e mais general dentro do governo do que nos quartéis, e isso tá errado, é por isso que sou favorável ao Projeto de Lei da nossa deputada do Acre, da Perpétua, para que agente proíba esse tipo de coisa. Hoje tem mais militares no governo do que nos 23 anos de regime militar”, afirmou o ex-presidente Lula.

Confira trechos da coletiva que Lula fala sobre os militares:  

 
A PEC citada pelo ex-presidente determina que, para exercer esses cargos civis, os militares teriam que afastar-se da atividade, se contar menos de dez anos de serviço, ou no ato de posse passará automaticamente para a inatividade, se contar mais de dez anos de serviço.

Durante a entrevista, Lula também alegou que a CPI da Pandemia no Senado Federal estaria revelando suposta  participação de militares em esquemas de corrupção na aquisição de vacinas por parte do Ministério da Saúde.

“A CPI está mostrando o que aconteceu com a quantidade de coronéis que em nome de institutos e ONG´s estavam montando uma verdadeira quadrilha de comprar vacinas. Eu não tenho conversa com os militares. Não há porque conversar com militares, não há porque conversar com Ministério Público, não há porque conversar com a Polícia Federal. Eles são instituições do Estado, eles têm funções a cumprir e tem que respeitar o regulamento e a constituição”, argumentou o político.

Ao citar a Constituição, Lula argumentou que a função das Forças Armadas é de garantir a soberania nacional e defender as fronteiras brasileiras de possíveis inimigos externos.

“É isso que ela precisa fazer. E não se meter em política. Se quiser se meter em política, tire a farda, vire um cidadão comum e se candidate a qualquer coisa”, defendeu.

Lula deu início no domingo, 15 de agosto, um giro no Nordeste alegando como objetivo discutir com os partidos aliados e o movimento social a situação do país, reunindo o maior número possível de pessoas que possam trabalhar juntas para reerguer a economia, a soberania e a democracia brasileiras.

 

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