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Filho do líder do governo Bolsonaro no Senado, deputado Fernando Filho, foi contra PEC do ‘voto impresso’ na Câmara

Proposta foi rejeitada pelo plenário da Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira, 10 de agosto.

O filho do líder do governo Bolsonaro no Senado, o deputado federal Fernando Coelho Filho (DEM-PE), votou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso em eleições no Brasil. A PEC foi rejeitada por 229 votos a favor e 218 contra. Como não foram obtidos os 308 votos favoráveis necessários, o texto será arquivado.

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A maioria da bancada de Pernambuco na Câmara Federal votou contra o voto impresso e reafirmou a defesa do sistema eleitoral brasileiro, em derrota para o presidente Jair Bolsonaro.

Além do filho do senador Fernando Bezerra Coelho, outros 18 deputados federais de Pernambuco votaram contra o voto impresso, 4 a favor e dois não votaram.

No início de julho, o deputado federal cumpriu agenda com os ministros do Turismo e da Infraestrutura, Gilson Machado Neto e Tarcísio Gomes. durante entrega do primeiro viaduto da Avenida Sete de Setembro, em Petrolina.

Rejeição da proposta

Para ser aprovada, uma PEC precisa de no mínimo três quintos, ou seja, de aval de 308 votos dos deputados em dois turnos na Câmara, e, em seguida, ser aprovada pelo Senado também por três quintos (49 senadores) em dois turnos.

A impressão do voto depositado na urna eletrônica é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem feito ataques sem provas ao sistema eleitoral, que é eletrônico e auditável, e já ameaçou agir “fora das quatro linhas” da Constituição.

Bolsonaro ameaçou com a não realização das eleições em 2022 caso não fosse aprovado o voto impresso, o que agora veio a ocorrer.

A comissão especial que analisou a PEC do voto impresso já havia aprovado parecer pela rejeição e pelo arquivamento da proposta na sexta (6). Agora, o plenário da Câmara deu a palavra final.

Após a votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), agradeceu aos deputados pelo comportamento democrático.

“A democracia do Plenário desta Casa deu uma resposta a este assunto e, na Câmara, espero que este assunto esteja definitivamente enterrado”, afirmou.

A proposta determina a impressão de “cédulas físicas conferíveis pelo eleitor” independentemente do meio empregado para o registro dos votos em eleições, plebiscitos e referendos.

Na semana passada, a comissão especial derrotou o texto do relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR), e também rejeitou o texto original, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF).

A decisão de levar a PEC ao Plenário foi tomada pelo presidente da Câmara com o objetivo de encerrar a disputa política em torno do tema.

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