Votação

Voto impresso: confira como votaram os deputados pernambucanos em relação a proposta defendida por Bolsonaro

A PEC foi analisada pela Comissão especial da Câmara dos Deputados na última quinta-feira, 5 de agosto.

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que torna obrigatório o voto impresso, rejeitou na quinta-feira, 5 de agosto, por 23 votos a 11, o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Filipe Barros (PSL-PR).

De Pernambuco, votaram contra o voto impresso os deputados federais Raul Henry (MDB), Carlos Veras (PT) e Milton Coelho (PSB). Embora seja titular da comissão, o deputado Wolney Queiroz (PDT) não participou da decisão, ocupando seu lugar a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que também se colocou contra a impressão do voto.

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O deputado pernambucano Danilo Cabral (PSB), que era suplente no colegiado, não precisou se manifestar.

Os deputados voltam a se reunir nesta sexta-feira, 6 de agosto, às 18h, para analisar um novo parecer, que será elaborado pelo deputado Júnior Mano (PL-CE), que foi indicado pelo presidente da comissão especial. Mano pode inclusive recomendar o arquivamento da PEC.

Na reunião da quinta-feira, os deputados Aliel Machado (PSB-PR) e Paulo Ganime (Novo-RJ) defenderam que fosse adotado um mecanismo que, ao mesmo tempo em que se mantivesse o sistema eletrônico de votação, permitissem a auditoria dos votos recolhidos com urnas eletrônicas.

No substitutivo rejeitado, Filipe Barros propôs que, obrigatoriamente, ocorresse uma contagem pública e manual dos votos impressos. Ele definiu que a futura lei sobre a execução e o procedimento de votação teria aplicação imediata, já sendo implementado para as eleições de 2022.

Normalmente, as mudanças em regras eleitorais só entram em vigor quando aprovadas um ano antes do pleito. O substitutivo foi defendido por parlamentares da base de apoio ao governo.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) disse que a PEC do Voto Impresso pode ser analisada pelo Plenário mesmo se for derrotada no colegiado.

“Comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao Plenário pode ser feito”, explicou.

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