Investigação

Bolsonaro revela inquérito da PF sobre invasão ao sistema do TSE que gerou a perda de registros virtuais

O documento aponta roubo de informações e acesso a diversas informações.

Durante entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Rádio Jovem Pan na quarta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro mostrou um inquérito da Polícia Federal (PF) tratando de uma invasão ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018.

A revelação foi feita ao lado do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso auditável na Câmara.

De acordo com Bolsonaro, entre as informações acessadas estão o código-fonte de urnas eletrônicas, senhas de acesso de um ministro da Corte e ainda senhas de um servidor do TSE.

Após apresentar o texto, Bolsonaro disse ter certeza de que venceu o pleito no primeiro turno em 2018.

“E eu volto a dizer. Pelo meu sentimento, pelas minhas andanças pelo Brasil, nós ganhamos disparado no primeiro turno. E não quero inventar coisa aqui, mas são indícios fortíssimos”, ressaltou.

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Após o presidente Jair Bolsonaro divulgar publicamente, na noite de quarta-feira (4), o inquérito da Polícia Federal (PF) que apura invasões realizadas a sistemas digitais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, diversos questionamentos sobre o assunto ganharam repercussão nas redes sociais. O principal deles aponta para o fato de que os registros digitais (logs) da época não existem mais.

A informação consta em um trecho do inquérito em que a Polícia Federal solicitava ao TSE informações sobre evidências que a Corte possuía a respeito da invasão hacker, realizada entre os meses de setembro e outubro de 2018, fato que ganhou grande repercussão na época por acontecer às vésperas do pleito presidencial.

À PF, o coordenador de Infraestrutura, da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, Cristiano Andrade, disse que, “devido a manutenções para solucionar travamentos nos firewall (serviços de segurança de rede) do TSE”, uma empresa chamada Global IP realizou uma reinstalação do sistema de gerenciamento do serviço, porém “não tendo o devido cuidado de não prejudicar os logs”.

Cristiano ainda informou que o volume de logs configurado pela empresa após a manutenção ficou “em apenas 80GB, sendo suficiente para apenas 2 dias, considerando-se o volume de acessos durante o período eleitoral”. Por conta disso, tal fato denotaria que os dados da época foram perdidos por terem sidos sobrescritos por dados mais novos, que é o que ocorre nesses sistemas.

Em entrevista à Jovem Pan, o presidente Jair Bolsonaro e o relator da proposta do voto impresso, deputado Filipe Barros (PSL-PR), apresentaram a cópia de relatórios enviados pelo TSE à Polícia Federal (PF). Na entrevista, o presidente e o parlamentar afirmaram que o hacker teve acesso ao “coração” da rede do TSE e poderia ter alterado o código-fonte de urnas eletrônicas.

Barros chegou a falar sobre o TSE não ter registros do histórico das atividades do hacker na rede da Corte e chegou a dizer que “o próprio TSE apagou os arquivos por onde andou o hacker”.

Em nota, o TSE alegou que o acesso indevido não representou riscos à integridade da eleição, já que o código-fonte dos programas utilizados passaram por “sucessivas verificações”.

Da redação do Portal com informações do Pleno.news

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