Opinião

Ministro Barroso do TSE: “‘Se eu perder houve fraude’ é fala de quem não aceita a democracia”

Apesar de não ter mencionado nomes, as falas do magistrado foram feitas no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o voto impresso.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Roberto Barroso, afirmou na quinta-feira, 29 de julho, que, para ele, o discurso de “Se eu perder, houve fraude” é de quem “não aceita a democracia”.

Segundo o ministro, nunca foi documentado um episódio de fraude nas eleições. “‘Se eu perder, houve fraude’ é um discurso de quem não aceita a democracia, porque a alternância no poder é um pressuposto dos regimes democráticos”, disse durante a inauguração da nova sede do TRE-AC (Tribunal Regional Eleitoral do Acre), no Acre. 

Na ocasião, o magistrado foi homenageado com a medalha da Ordem da Justiça Eleitoral do Estado. Apesar de não ter mencionado nomes, as falas de Barroso foram feitas no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o voto impresso e a questionar sua postura à frente do TSE.

“Nós queremos é voto democrático, eleições democráticas”, afirmou. “Qual o poder de convencimento do senhor Barroso? O que brilha nos olhos dele?”, disse Bolsonaro a apoiadores mais cedo.

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O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a utilização do voto impresso nas eleições durante a realização de live semanal, na noite da quinta-feira, excepcionalmente, durou 2 horas e 49 minutos. Normalmente, a live presidencial tem a duração de cerca de 1 hora. Ministro, Ministro Barroso do TSE: “‘Se eu perder houve fraude’ é fala de quem não aceita a democracia”Ministro, Ministro Barroso do TSE: “‘Se eu perder houve fraude’ é fala de quem não aceita a democracia”

Durante transmissão realizada pelas redes sociais, e que teve, entre outros, a participação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, foram apresentados vídeos de eleitores que foram às urnas em eleições anteriores apontando supostos indícios de fraudes na utilização da urna eletrônica.

“Voto impresso auditável e contagem pública dos votos é um instrumento de cidadania e paz social, garantia de paz e prosperidade, de harmonia entre os Poderes. Nenhum Poder é absoluto, todos nós temos limites. O que o povo quer, e nós devemos atendê-lo, é exatamente um sistema de votação onde se possa ter a garantia de quem se votou, o voto vai para aquela pessoa. Assim, nós conseguiremos, com toda certeza, uma paz no Brasil, conseguiremos antecipar possíveis problemas e nós partiremos para a normalidade”, afirmou. 

Bolsonaro desafiou aqueles que cobram que ele apresente provas de que há fraude na urna eletrônica a mostrarem que o sistema não pode ser fraudado. “Será que se fazer eleições é seguro, é blindado? Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo a acusação. Me apresente provas [de que a urna eletrônica] não é fraudável”.

O presidente também disse que defende a realização das eleições. “Eu quero eleições no ano que vem, vamos realizar eleições ano que vem, mas eleições limpas, democráticas, sinceras”, afirmou.

Agência Brasil

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