Narrativa

Líderes de esquerda alinham discurso e chamam Bolsonaro de corrupto em protestos

Manifestantes saíram as ruas neste sábado, 24 de julho, pedindo o impeachment do presidente da República.

Durante os protestos realizados neste sábado, 24 de julho, que ocorreram em várias cidades  do país, líderes de esquerda, movimentos e políticos alinharam um discurso que tem tachado o presidente Jair Bolsonaro de corrupto.

Em praticamente todas as narrativas, os líderes atribuem a Bolsonaro supostos atos de corrupção durante a pandemia. As acusações surgem após revelações feitas à CPI da pandemia no Senado Federal em relação a compra de vacina contra Covid-19, mas especificamente da Covaxin.

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No Recife, vários parlamentares participaram da manifestação contra o chefe do poder executivo e também afirmaram que o presidente seria corrupto.

A deputada estadual Tereza Leitão (PT) argumentou que os protestos mostram a reprovação ao governo Bolsonaro, além de chamar o mandatário de corrupto e genocida.

“O povo brasileiro não suporta mais esse governo genocida e cheio de corrupção”, disse a deputada Teresa Leitão.

Um dos maiores líderes da esquerda, o senador Humberto Costa (PT-PE), acredita que essa foi a maior manifestação contra Bolsonaro já realizada em Pernambuco. O parlamentar, que é titular da Comissão da pandemia no Senado Federal, afirmou que o presidente Bolsonaro encontra-se isolado e temeroso.

“Hoje vemos um governo federal cada vez mais isolado politicamente, Bolsonaro temeroso de ser submetido a um processo de impeachment, a população começando a se organizar, se mobilizar, porque não suporta mais o que estamos vivendo hoje, as omissão no enfrentamento a pandemia, a vacinação que caminha a passos de tartaruga, o desemprego, a pobreza, a desigualdade e a fome que voltou. Isso tudo é caldo de cultura para que uma grande mobilização nacional aconteça ao longo desse semestre e nós consigamos derrubar o governo Bolsonaro”, argumentou o senador Humberto costa.

O deputado federal pelo PT, Carlos Veras, afirmou que o ato respeita as regras sanitárias como o distanciamento social e uso de máscara. Veras argumentou também que o motivo das pessoas estarem participando da manifestação, mesmo diante de uma pandemia, é que o presidente seria mais “perigoso” que o próprio vírus.

“O presidente da República é mais letal, mais perigoso para a democracia e para os direitos da classe trabalhadora, e para a vida da população, do que o próprio vírus, por isso estamos nas ruas em defesa da democracia, em defesa de vacina no braço, comida no prato, em defesa do Brasil. Fora Bolsonaro!”, disse

Também participando do ato, o vereador do Recife, Ivan Moraes (PSOL), afirmou que “o governo Bolsonaro precisa ser derrubado” o mais rápido possível.

Já o deputado estadual João Paulo (PCdoB), ex-prefeito do Recife e ex-deputado federal, argumenta que a manifestação é “contra a política de destruição do Brasil e do povo brasileiro”.

Confira vídeo de políticos pernambucanos durante ato no Recife:  

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