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China se opõe ao plano da OMS de investigar origens do coronavírus em Wuhan

Foi recomendado para que sejam feitas auditorias de laboratórios e mercados na cidade de Wuhan ainda esse mês, pedindo transparência das autoridades.

O plano da Organização Mundial de Saúde (OMS) de realizar uma segunda fase da investigação sobre a origem do coronavírus, incluindo a hipótese de que ele poderia ter vazado de um laboratório chinês, gerou uma oposição da China.

O vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde do país asiático, Zeng Yixin, disse nesta quinta-feira (22), que a iniciativa “contraria o bom senso”.

“Não aceitaremos este plano de rastreamento, pois, em alguns aspectos, ele ignora o bom senso e desafia a ciência”, disse Yixin a repórteres.

Yixin reiterou a posição da China de que alguns dados não podem ser completamente compartilhados devido a questões de privacidade.

“Esperamos que a OMS analise seriamente as considerações e sugestões feitas por especialistas chineses e trate a origem da Covid-19 como uma questão científica, sem interferência política”, disse o vice-ministro.

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Após se tornar uma questão diplomática complicada, cujo efeito foi piorar as relações da China com os Estados Unidos e com muitos de seus aliados, a busca pelas origens do coronavírus fez os EUA e outros países dizem que a China não foi transparente sobre o que aconteceu nos primeiros dias da pandemia. Já a China se defende dizendo que a questão está sendo politizada e deveria ser deixada para os cientistas.

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, reconheceu na semana passada que é prematuro descartar uma possível ligação entre a pandemia e um vazamento em um laboratório do governo chinês em Wuhan, a cidade onde a doença foi detectada pela primeira vez no fim de 2019.

“Eu também fui técnico de laboratório, e acidentes acontecem”, disse Adhanom.

Seu posicionamento foi apoiado pelo ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, que pediu às autoridades chinesas que permitissem que a investigação continuasse.

Zeng Yixin disse que o laboratório de Wuhan não trabalha com vírus que infectem humanos diretamente. Ele observou que a equipe de especialistas coordenada pela OMS concluiu que um vazamento era altamente improvável.

Segundo Yixin, não são verdadeiros os relatos de que funcionários e alunos de pós-graduação do Instituto de Virologia de Wuhan contraíram o vírus e o transmitiram a outras pessoas.

“No entanto, nos opomos a politizar o trabalho de rastreamento”, finalizou Yixin.

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