Abdicação

Primeiro-ministro interino do Haiti diz que vai renunciar ao cargo após assassinato do presidente do país em meio a ondas de violência

Claude Joseph foi apontado pela imprensa como suspeito de mandar assassinar chefe do Executivo, polícia negou a informação.

Claude Joseph, primeiro-ministro interino do Haiti, que vem liderando o país desde o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 7 de julho, anunciou que renunciará ao cargo e passará o poder para Ariel Henry.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira, 19 de julho, pela Agência Efe junto ao Ministro de Assuntos Eleitorais haitiano, Mathias Pierre.

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Henry foi nomeado primeiro-ministro do Haiti dois dias antes da morte de Moise, mas não chegou a ser empossado. No último sábado, ele recebeu apoio da Organização das Nações Unidas e de um grupo de países estrangeiros.

Na última semana, a imprensa colombiana divulgou que Claude teria se tornado suspeito de ser o mandante do assassinato de Moise, embora a informação tenha sido negada pela polícia haitiana que já estava subordinada ao primeiro-ministro.

Entenda o caso

O presidente do Haiti, Jovenal Moise, foi assassinado a tiros por agressores não identificados em sua residência durante a noite, em “um ato desumano e bárbaro”, disse o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, no dia 7 de julho.

A esposa de Moise foi ferida e estava recebendo atendimento médico, disse Joseph em comunicado.

O ataque ocorre em meio ao crescimento da violência política na empobrecida nação caribenha. Com o Haiti dividido politicamente e enfrentando crescente crise humanitária e desabastecimento de alimentos, há temores da disseminação da desordem.

“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação”, disse Joseph.

Disparos de armas de fogo podiam ser ouvidos em toda a capital do país. Porto Príncipe vem sofrendo com um aumento da violência entre gangues e entre esses grupos e a polícia pelo controle das ruas.

A violência foi alimentada pelo aumento da pobreza e da instabilidade política. Moise enfrentou protestos ferozes desde que assumiu o executivo em 2017, com a oposição acusando-o, neste ano, de tentar impor uma ditadura ao ampliar seu mandato e se tornar mais autoritário – acusações que o presidente negava.

Da redação do Portal com informações do Pleno News

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