Imunizante

CoronaVac elimina mortes por Covid-19 no Chile, aponta estudo

Ensaio com 2.300 voluntários durante seis meses confirma eficácia da vacina: apenas 2% de imunizados com duas doses foram infectados. Destes, só 0,08% foram internados para tratar a doença.

Enquanto no Brasil a vacina CoronaVac sofre constantes ataques, no Chile, mais um estudo confirma a alta eficácia da Coronavac contra a Covid-19. Um ensaio feito com 2.330 voluntários e com duração de seis meses demonstrou que a vacina eliminou as mortes por causa do coronavírus. Dos voluntários que receberam duas doses da vacina, apenas 2% foram infectados e, destes, somente 0,088% foram internados para tratar a doença. Os resultados do estudo clínico de fase 3 foram divulgados na semana passada pelos ministérios da Saúde e da Ciência chilenos.

A conclusão aponta para uma alta proteção contra casos graves e eliminou o risco de morte por Covid-19. “Até o momento, uma porcentagem muito baixa de casos de Covid-19 foi registrada neste estudo clínico”, explicaram os autores da pesquisa Alexis Kalergis, Susan Bueno e Pablo González, integrantes da Universidade Católica e do Instituto Millennium em Imunologia e Imunoterapia (IMII).

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“Do número total de participantes, apenas 45 deles foram diagnosticados até o momento e quase todos tiveram a doença com sintomas leves. Apenas três pessoas apresentaram mais sintomas que necessitaram de atendimento hospitalar, mas com recuperação bem-sucedida. Em geral, esses casos correspondem a idosos com comorbidades. Nenhuma morte por Covid-19 foi relatada neste estudo clínico”, anunciaram.

Ainda de acordo com os pesquisadores, foi observado que a vacinação com o imunizante da Coronavac induz a produção de anticorpos capazes de neutralizar a entrada do vírus na célula e, portanto, evitar que ele se multiplique, evitando a doença ou diminuindo sua intensidade. “A produção desses anticorpos em grande quantidade foi observada na maioria das pessoas entre 2 e 4 semanas após a segunda dose”, informaram os cientistas.

Dose de reforço

Os pesquisadores advertiram, no entanto, que a resposta imunológica tende a diminuir cerca de seis meses após a vacinação, o que é considerado normal e também observado com outras vacinas. Os cientistas apostam que uma dose de reforço pode contornar o problema e evitar o efeito de novas variantes. “Para outras vacinas, também está sendo considerada a aplicação de dose de reforço para manter altos níveis de anticorpos neutralizantes na população”, observaram.

“Diante da presença de variantes, que requerem maior nível de anticorpos neutralizantes para bloquear a entrada do vírus e, possivelmente da doença sintomática, parece aconselhável aplicar doses de reforço a partir do sexto mês, contando a partir da primeira dose para amplificar a quantidade de anticorpos”, sugeriram os cientistas.

Uma das hipóteses das autoridades de saúde é inclusive incorporar a terceira dose, ou dose de reforço, no mesmo estudo clínico, para avaliar a resposta imunológica dos participantes.

Com informações de La Tercera/Pt.org

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