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CPI da Pandemia que apura omissões e ações do governo é prorrogada por mais 90 dias pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

O autor do pedido da extensão dos trabalhos é o vice-presidente da comissão parlamentar de inquérito, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), leu na quarta-feira, 14 de julho, o requerimento de prorrogação do prazo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Era a etapa que faltava para confirmar a extensão do prazo dos trabalhos da comissão por mais 90 dias.

A CPI investiga suspeitas de falhas do governo federal e de governos estaduais na gestão do combate à pandemia de covid-19.

“Impõe-me comunicar que recebi requerimento do senador Randolfe Rodrigues [Rede-AP] , e outros senadores, solicitando a prorrogação do prazo da CPI da Pandemia por 90 dias. O requerimento lido contém subscritores em número suficiente para prorrogar o prazo e será publicado para que produza os devidos efeitos”, disse Pacheco.

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Os 90 dias iniciais previstos para realização dos trabalhos encerram-se no dia 25 deste mês. Se for paralisado em virtude do recesso parlamentar, que terá início na próxima semana, o prazo terminará em 7 de agosto.

Randolfe Rodrigues, vice-presidente do colegiado, já havia apresentado requerimento no fim de junho, mas Pacheco decidiu aguardar a aproximação do fim do prazo.

Eram necessárias 27 assinaturas, e Randolfe obteve 34. O novo prazo começará a contar a partir do fim do primeiro prazo.

Caso o Congresso vote a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nesta quinta-feira, 15 de julho, a CPI terá as atividades suspensas, bem como seu prazo de duração, que voltaria a correr em agosto, quando os trabalhos fossem retomados.

Contudo, há a possibilidade de a CPI continuar trabalhando, caso a LDO não seja votada até o fim desta semana. Neste caso, haveria o chamado “recesso branco”, ocasião em que a CPI poderia manter-se em funcionamento, a depender de seus membros.

Agência Brasil

PF rebate acusações

A Polícia Federal (PF) rebateu, na última terça-feira, 13 de julho, as suspeições levantadas contra a corporação pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM) por instaurar inquéritos e colher depoimentos de investigados e testemunhas do colegiado às vésperas de eles prestarem esclarecimentos à comissão.

A Polícia Federal afirmou que “possui métodos e estratégias próprios de investigação, devidamente supervisionados pelo Judiciário e reconhecidos nacional e internacionalmente”.

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