Renúncia

Após repercussão negativa, surge primeiro vereador a abrir mão de celular proveniente de licitação milionária da Câmara do Recife

O parlamentar, que foi o único entre os 39 vereadores a se posicionar contra a licitação, também disse que não compactua com "muitas regalias" que são oferecidas aos parlamentes.

Após repercussão negativa, o vereador do Recife, Dilson Batista (Avante), foi o primeiro parlamentar a se posicionar contrário a licitação aberta na Casa de José Mariano, através de um pregão eletrônico que prevê um gasto de quase R$ 2 milhões para compra de até 160 celulares e serviços de telefonia móvel para vereadores e assessores.

Em suas redes sociais, o parlamentar publicou uma nota garantindo que iria abrir mão do benefício proveniente desta licitação.

“Eu, vereador Dilson Batista, em respeito aos meus eleitores, aos policiais da classe, bombeiros militares do estado e todos os recifenses, assumo o compromisso de não receber nenhum telefone proveniente desta licitação”, escreveu Dilson Batista.

Veja também:
>>>Líder da oposição na Câmara do Recife diz que compra de celulares é um “serviço essencial” e não é “ilegal”

O vereador também afirmou que era contra “muitas regalias” que são oferecidas aos parlamentes não apenas no Recife, mas de todo país.

“Também gostaria de deixar claro que não sou de acordo com muitas regalias dada a parlamentares de todo Brasil”.

Confira a publicação: 

Por sua vez, o líder da oposição na Câmara Municipal do Recife, vereador Renato Antunes (PSC), em conversa exclusiva com o Portal de Prefeitura,  argumentou que o fornecimento dos aparelhos  é “essencial” para o exercício do mandato, e usou como justificativa o atual cenário de pandemia e a necessidade de usar o serviço para as reuniões remotas da casa.

“Eu acho que o serviço (mais fornecimento de celulares) é essencial sim. Eu acho que infelizmente existe muita politização e a gente está hoje numa crescente tão grande – não estou dizendo que a opinião pública está errada não, está certa – agora o processo tem que ser encaminhado para o Ministério Público e Tribunal de Contas, para verificar se há indícios de irregularidades, pelo que apurei não. O que não pode ter é no meio de uma pandemia contratações com valores monstruosos”, argumentou o líder Renato Antunes ao conversar com o Portal de Prefeitura.

Seguindo a mesma linha que a Câmara Municipal usou para justificar a licitação, o líder da oposição destacou que o serviço de telefonia móvel da Casa não se trata de “um serviço novo” e que é contratado desde o ano de 2001. O parlamentar disse ainda que historicamente a Câmara do Recife paga um valor menor pelo serviço, mas a informação poderia ser confirmada pela mesa diretora da casa.

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO), recomendou na segunda-feira, 12 de julho, o adiamento do edital da Câmara do Recife.

Líder, Ministério Público de Contas de Pernambuco
Ofício assinado pelo Procurador do Ministério Públuco de Contas de Pernambuco, Cristiano Pimentel.

 

 

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