Imunizante

Vídeo: Médico diz que foi imunizado com CoronaVac há seis meses e exame acusa que não criou anticorpos; profissional pede revacinação

O profissional mostra um exame com 10% de anticorpos criados após receber o imunizante e alega que deveria ter dado acima de 20 ou 50%.

O médico e ex-vereador de Divinópolis, Centro-Oeste de Minas Gerais, Dr. Delano, publicou um vídeo nas redes sociais no qual exige revacinação contra a COVID-19, após resultado de exame dele não detectar índice alto de anticorpos. O profissional da saúde mostrou um teste para justificar o pedido e afirma que já tinha tomado há seis meses a CoronaVac.

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Com quase 1 milhão de seguidores no Instagram, Dr. Delano é bastante atuante nas redes. Na noite de segunda-feira, 12 de julho, publicou o vídeo no qual mostra um exame e alega que a vacina recebida contra a COVID-19 foi ineficaz. “Não adquiri anticorpos”, disse ele em um trecho do vídeo.
“10% de resultado, quando deveria ter dado acima de 20 ou 50%”, afirma. “Estou exigindo uma nova vacinação por direito, estou no grupo de frente atendendo coronavírus”, finaliza, ao sustentar que, por não ter um índice alto de anticorpos, precisa ser imunizado novamente.
Confira vídeo: 

Posicionamento da Prefeitura

A Prefeitura de Divinópolis publicou um esclarecimento na terça-feira, 13 de julho, sobre o pedido de revacinação do médico. No posicionamento, a gestão municipal cita fundamentos científicos respaldados por notas técnicas.
“A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), por meio de nota técnica de 26/03/2021, esclarece que a resposta imunológica desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes”, diz a prefeitura no esclarecimento.
“A Agência Nacional de Vigilância Nacional (Anvisa), em nota técnica sobre o assunto, afirma que não existe, até o momento, definição da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para conferir proteção imunológica contra a infecção pelo COVID-19”, cita a gestão municipal, definição que segue a linha da SBIm.
Estudos esclarecem que a estimulação do sistema imunológico gera também anticorpos não neutralizantes que agem de maneira diferente. “Além disso, aliada à resposta imune específica, contamos também com a imunidade inata, mais um mecanismo de proteção contra infecções”, continua a prefeitura, ao reproduzir posicionamento da sociedade de imunizações.

Nota da prefeitura de Divinópolis:

“Diante dos crescentes questionamentos sobre a realização de exames para avaliar a eficácia de vacinas e das solicitações de doses adicionais de imunobiológicos, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio da Central de Imunização, vem através desta nota, descrever e apresentar algumas fundamentações científicas que desaconselham a realização de testes de dosagem de anticorpos neutralizantes para avaliar a proteção imune contra Covid-19 gerada por meio dos imunobiológicos.
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), por meio de nota técnica de 26/03/2021, esclarece que a resposta imunológica desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes. Há a estimulação do sistema imunológico de forma mais ampla, gerando também anticorpos não neutralizantes que agem de maneira diferente e a estimulação de células TCD4+ e TCD8+ (imunidade celular). Além disso, aliada à resposta imune específica, contamos também com a imunidade inata, mais um mecanismo de proteção contra infecções. Nesse sentido, a complexidade que envolve a proteção contra a doença torna desaconselhável a dosagem de anticorpos neutralizantes com o intuito de se estabelecer um correlato de proteção clínica.
A Agência Nacional de Vigilância Nacional (ANVISA), em nota técnica sobre o assunto, afirma que não existe, até o momento, definição da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para conferir proteção imunológica contra a infecção pelo covid-19. Dessa forma, não há embasamento científico para recomendar o uso destes testes laboratoriais para determinar proteção vacinal.
Os imunobiológicos em uso no Brasil passaram por análise e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os municípios brasileiros devem seguir o esquema vacinal e dosagem estabelecidos pela Anvisa e que foram definidos após estudos clínicos específicos.
O Ministério da Saúde (2021) informa que, os indivíduos que iniciaram a vacinação contra a Covid-19 deverão completar o esquema com a mesma vacina. Afirma também que, indivíduos que, por ventura, venham a ser vacinados de maneira inadvertida com duas vacinas diferentes ou com esquemas vacinais com quantidade de doses ou com prazos inadequados deverão ser notificados como um erro de imunização e serem acompanhados com relação ao desenvolvimento de eventos adversos e falhas vacinais.
Diante desse contexto, no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, fica estabelecido que não se recomenda a administração de doses adicionais de vacinas”. 

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