Saída

Desiludido com a política, Kajuru pode renunciar ao cargo: “Não quero morrer de terno e gravata”

Senador afirmou que o único motivo por que ele continua no cargo é a manutenção de sua equipe parlamentar.

O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) pode renunciar ao mandato do Senado Federal em agosto deste ano, depois do recesso da Casa Alta. Em entrevista, o senador disse que sente tristeza pelos rumos da política em Brasília e pela falta de trabalho do presidente Jair Bolsonaro.

“Quero morrer de porre em uma praia. Ouvindo B. B. King e Nina Simone“, disse o senador.

Kajuru afirmou que não há perspectivas de melhora na ação do Planalto e do Congresso frente à pandemia. Criticou a atuação do presidente Jair Bolsonaro e disse que a principal preocupação do governo não é a saúde da população.

O único motivo que o segura no cargo, segundo o senador, é a manutenção da sua equipe parlamentar, que mantém desde 2014. Kajuru teme que o suplente Milton Mercêz dispense o quadro assim que assumir.

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Investigação contra prevaricação de Bolsonaro

O senador foi um dos autores da notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro no caso Covaxin. O texto diz que Bolsonaro prevaricou ao não requisitar à PF (Polícia Federal) a abertura de uma investigação para apurar o suposto caso de superfaturamento na compra da vacina indiana. Também são signatários os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Fabiano Contarato (Rede-ES).

No início deste mês, a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu para o Supremo a abertura de inquérito para apurar suposto crime de prevaricação do presidente. A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral Humberto Jacques de Medeiros e enviada à ministra Rosa Weber em 2 de julho.

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito nesta segunda-feira (12) para investigar se o presidente Jair Bolsonaro prevaricou na compra da vacina indiana Covaxin. Ele foi informado, em março, pelo deputado Luiz Miranda (DEM-DF) e por seu irmão, funcionário do Ministério da Saúde, de que teria ocorrido corrupção na compra do imunizante por parte de agentes públicos e não teria tomado providências para apurar as denúncias.

Da redação do Portal com informações do Poder360

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