Ditadura

Bolsonaro faz críticas ao regime comunista de Cuba após protestos: ‘E ainda tem gente aqui no Brasil que apoia Cuba’

O país atravessa sua pior crise econômica em 30 anos, além de enfrentar a terceira onda da pandemia do novo Coronavírus com falta de medicamentos e alimentos.

No domingo, 11 de julho, uma série de manifestações, sem precedentes, tomaram as ruas de Cuba com gritos de “Liberdade!” e “Abaixo a ditadura!”. O país, comandado pelo Partido Comunista há várias décadas, passa por sua maior crise econômica em 30 anos. Após as manifestações, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o regime comunista e disse que ‘aqui no Brasil tem gente que ainda assim apoia o país’.

Os protestos aconteceram de forma espontânea e foram amplamente divulgados pelas redes sociais, que por sinal eram proibidas pelo regime cubano e só foram liberadas pelo atual presidente Miguel Díaz-Canel. A internet móvel chegou ao pais em 2018.

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Gritando principalmente “Pátria e vida”, título de uma canção polêmica, mas também “Abaixo a ditadura!” e “Não temos medo”, milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de San Antonio de los Baños, uma pequena cidade de 50 mil habitantes a cerca de 30 km da capital Havana.

Outros protestos foram relatados e transmitidos ao vivo pelo Facebook ou Twitter, em todo o país.

O país enfrenta terceira onda da pandemia do novo coronavírus. Falta medicamentos, alimentos e o sistema de saúde está a beira do colapso, castiga o país sem piedade. A despeito das denúncias de subnotificações, os casos se alastram em uma proporção assustadora: cerca de 7 mil infectados por dia, segundo dados oficiais, registrando a taxa de 1.300 para cada 100 mil habitantes.

Em resposta aos protestos, o presidente Díaz-Canel convocou a população a uma reação para defender a Revolução Cubana da ação de “mercenários e contrarrevolucionários”. “A ordem de combate está dada: às ruas os revolucionários”, disse Díaz-Canel em um discurso transmitido pela televisão, no qual acusou “a máfia cubano-americana” de estar por trás do levante.

“Convocamos todos os revolucionários do país, os comunistas, a tomarem as ruas onde quer que essas provocações ocorram, de agora em diante e em todos estes dias. E enfrentá-las com decisão, com firmeza, com coragem”, acrescentou.

Bolsonaro

Após as manifestações contra o regime cubano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou o governo de Cuba e disse que ‘aqui no Brasil tem gente que ainda assim apoia o país’.

“(Os manifestantes em Cuba) foram pedir liberdade. Sabe o que tiveram ontem? Borrachada, pancada e prisão. E tem gente aqui no Brasil que apoia Cuba, que apoia Venezuela. Gente que foi várias vezes para Cuba tomar champanhe com (Fidel) Castro, foi para a Venezuela tomar uísque com o (Nicolás) Maduro. E tem gente aqui que apoia esse tipo de gente, é sinal de que querem viver como os venezuelanos, como os cubanos”, disse Bolsonaro na manhã de hoje.

“(…) É o comunismo. O cara prega igualdade, mas todos são iguais na pobreza. Alguém sabe quanto é salário mínimo em Cuba? US$ 20, R$ 100. Na Venezuela está, atualmente, em US$ 5. Você tem que pegar uma sacola de dinheiro para comprar pão, se achar pão. Temos problemas no Brasil, quem não tem problema em casa? Imagina um município, um estado, o Brasil. Inteligente é quem aprende com erros dos outros; idiota aprende com próprios erros; imbecis não aprendem nunca”, acrescentou Bolsonaro.

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