Declaração

Governador anuncia comitê de combate à violência LGBTQIA+ e diz que acusados de agressão e assassinato de mulheres trans estão presos

Paulo Câmara utilizou as redes sociais para se manifestar sobre os casos que ocorreram nas últimas semanas em Pernambuco.

O governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB)  utilizou as redes sociais no final da tarde da quarta-feira, 7 de julho para anunciar que os acusados pela agressão a transexual Roberta e do assassinato da mulher trans Fabiana, estão presos e aguardam julgamento.

“Roberta, Pérola e Fabiana. Três mulheres trans vítimas de violência brutal em nosso estado. Os acusados da agressão a Roberta e do assassinato de Fabiana estão presos, aguardando julgamento.”

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O gestor também pediu rigor da Polícia Civil na apuração da morte de Pérola, lembrando que o Programa Pacto Pela Vida reduziu o número de homicídios em 14% em todo o estado no primeiro semestre de 2021.

“Determinei à Polícia Civil todo o rigor na apuração da morte de Pérola para que os culpados não fiquem impunes. O Pacto pela Vida reduziu o número de homicídios em Pernambuco em 14%, no primeiro semestre de 2021.”

O governador afirmou que as Secretarias Estaduais da Mulher, Desenvolvimento Social, Educação, Trabalho e Qualificação e Direitos Humanos constituem um trabalho para construir políticas públicas direcionadas as pessoas LGBTQIA+.

Paulo Câmara finalizou que não irá tolerá violência justificada por causa de identidade de gênero, religião, ideologia política e raça, afirmando que o compromisso é com uma ‘sociedade pacífica, plural e democrática’.

“Infelizmente, vivemos tempos em que identidade de gênero, religião, ideologia política e raça têm sido usadas como justificativa para crimes de ódio. Não vamos tolerar isso em Pernambuco. Nosso compromisso é com uma sociedade pacífica, plural e democrática.”

Acompanhamento da Secretaria da Mulher

O governador Paulo Câmara, em reunião com a secretária Estadual da Mulher, Ana Elisa Sobreira no dia 28 de junho, que a pasta acompanhe e preste todo o apoio necessário à mulher trans, de 33 anos, que teve 40% do corpo queimado, após um adolescente ter ateado fogo nela, na madrugada do dia 24 de junho, próximo ao Cais de Santa Rita, na região central do Recife.

“A agressão física geralmente é o auge de uma série de violências que a população LGBTQIA+ sofre durante toda sua trajetória. O papel do Estado é manter os canais para que essas violações sejam denunciadas e investigadas, e para tentar impedir que essa população continue sendo sistematicamente vítima da violência e da discriminação”, enfatizou Paulo Câmara.

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